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  • AESDP rompe parceria com a FPS
    26 abril 2021
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  • Uma parceria que já perdurava desde janeiro de 2019.
  • Em comunicado oficial, a Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESDP) anunciou o fim da sua parceria com a Federação Portuguesa de Surf (FPS), que já durava desde janeiro de 2019.

    Segundo a AESDP, esta é uma parceria que chega ao fim com um "carregado sentimento de tristeza", mas a mesma entidade diz que não havia "outra alternativa" perante o "desrespeito" mostrado pela FPS para com a associação presidida por Sérgio Wu Brandão.

    A AESDP fala em "falta de transparência e ao comportamento antiético praticado por parte da Direção da FPS". 

    Perante esta notícia, o Beachcam entrou em contacto com a Federação Portuguesa de Surf (FPS), que optou por não tomar nenhuma reação pública ao sucedido. 

    Comunicado na íntegra:

    "Associação de Escolas de Surf de Portugal vem, desta forma, comunicar o fim da parceria mantida com a FPS – Federação Portuguesa de Surf, desde janeiro de 2019, devido à falta de transparência e ao comportamento antiético praticado por parte da Direção da FPS, cuja liderança está comprometida e sem capacidade de elevar o Surf Nacional para um patamar mais alto.

    É com um carregado sentimento de tristeza que escrevemos este comunicado, ao fim de sete anos de esforços no sentido de estabelecer uma relação de maior proximidade e confiança com a principal instituição do Surf em Portugal. Ao longo destes anos, a AESDP tentou de diversas formas, e com diversos intervenientes, estreitar a sua relação com a FPS, sem nunca desistir, devido ao absoluto respeito e consideração que temos pela FPS enquanto instituição, apesar de consistentemente esbarrarmos com a sua atual Direção, que nunca reconheceu devidamente o trabalho desenvolvido e a importância das Escolas de Surf no panorama nacional.

    Apesar disso, neste momento, não vemos outra alternativa a não ser romper a relação com a atual Direção da FPS, perante o desrespeito por esta demonstrado para com a AESDP. Naturalmente, sentimo-nos na obrigação de justificar a toda a comunidade as razões que levaram a esta tomada de posição, exercício que esperamos cumprir com sucesso com o presente comunicado.

    A AESDP foi fundada em dezembro de 2013 e, cerca de cinco anos mais tarde, conseguiu atingir o objetivo de celebrar um protocolo de entendimento e parceria com a FPS. Já enquanto parceiros, a relação teve alguns momentos de maior tensão, tendo inclusive a Direção da AESDP, em março de 2020, transmitido aos seus associados, de forma transparente, os desafios enfrentados.

    Os associados pediram à Direção que continuasse a tentar estreitar as relações com a FPS, tendo o então Vice-Presidente (agora Presidente) da AESDP assumido a comunicação com a Direção da FPS, privilegiando assim as instituições acima de qualquer incompatibilidade pessoal. O resultado foi positivo e as entidades operaram, de facto, com uma maior proximidade e partilha de informação, tendo inclusive elaborado alguma documentação e propostas em conjunto.

    Já em março do presente ano, o Presidente da FPS comunicou à Direção da AESDP a vontade de estabelecer um novo protocolo, com vista a um reforço efetivo da parceria e um reconhecimento oficial da AESDP como representante dos interesses das Escolas de Surf. A FPS convocou uma reunião para discutir os termos desta parceria, tendo participado o Presidente João Aranha e António Pedro Sá Leal, um elemento sem ligação formal conhecida à FPS, apresentado como “braço direito” do Presidente. Da parte da AESDP, participaram o Presidente Sérgio Wu Brandão e o Diretor Executivo, Afonso Teixeira, que comunicaram expressamente a sua discordância perante a participação de alguém que não figura nos quadros da FPS e com uma série de ligações a outras entidades com interesses conflituantes com o propósito da reunião em causa.

    A reunião prosseguiu, apesar disso, tendo o Presidente da FPS referido que pretendia estabelecer um protocolo que reconhecesse a AESDP como entidade oficial para representar e fazer a ligação entre todas as Escolas de Surf e a Federação, alegando a incapacidade da FPS para dar resposta a esta necessidade e tendo, inclusive, estabelecido o paralelismo entre o que pretendia da AESDP com as Escolas e o papel da ANS – Associação Nacional de Surfistas com os atletas.

    Ficou estabelecido o compromisso entre as partes de enviar os pontos que pretendiam ver salvaguardados no protocolo. A AESDP enviou à FPS a sua proposta inicial desses pontos a 6 de abril.

    O Presidente da FPS informou, duas semanas depois, que a proposta se encontrava em análise por parte da Direção da FPS e que nos próximos dias enviaria a sua contraproposta. Para grande espanto, passados 3 AESDP – Associação de Escolas de Surf de Portugal dias, a FPS envia a todas as Escolas de Surf uma comunicação na qual informa a criação de um novo departamento, dentro da própria FPS, específico para as Escolas de Surf, sem qualquer comunicação e/ou consulta da Associação ou das próprias Escolas. Reforçamos assim a nossa absoluta perplexidade perante este e-mail da FPS (que nem à própria AESDP se dignou a enviar), considerando que esta medida e a forma como foi comunicada, demonstram uma grave falta de ética e seriedade por parte desta Direção da Federação. A FPS ignorou por completo o processo de negociação em que nos encontrávamos e que, relembramos, foi solicitado pela própria Federação. A AESDP opera pautada pela transparência e pela ética e correção nas relações que mantém com os seus parceiros, exigindo os mesmos valores por parte daqueles com quem trabalha.

    A Direção da FPS atropelou, desta forma, estes valores, traindo a confiança da Direção da AESDP no processo de negociação da parceria que se pretendia estabelecer. Nessa sequência, a AESDP denunciou o protocolo de parceria que estava, até à data, em vigor, pondo fim à parceria com a FPS.

    Apresentamos ainda, de seguida, uma série de considerações, deixando à reflexão de cada um a análise da competência e capacidade da atual liderança da FPS para estar à frente do órgão máximo do Surf Nacional:

    • Recentemente, a AESDP estabeleceu uma parceria com a Confederação de Treinadores de Portugal e manifestou publicamente a vontade de prosseguir com uma representação mais efetiva dos Treinadores de Surf nacionais. De imediato, um grupo de pessoas, com estreitas ligações à FPS, enveredaram por um caminho de ataque à AESDP, alegando conflito de interesses entre Escolas e Treinadores. De imediato, a Direção da FPS prestou o seu total apoio a este grupo (composto, na sua maioria, por proprietários de Escolas e em representação do mesmo alegado conflito que denunciaram), colocando os seus recursos (nomeadamente, advogados e agência de comunicação) ao dispor da criação de uma Associação de Treinadores, tão rapidamente quanto possível.

    Na altura, a Direção da AESDP absteve-se de comentar este triste episódio, apesar de demonstrativo das reais intenções deste grupo de pessoas e de o mesmo ter unicamente contribuído para dividir e gerar discórdia entre a classe que supostamente pretendem defender;

    • António Pedro Sá Leal é vice-presidente da referida Associação de Treinadores e, simultaneamente, alegadamente “braço direito” informal do Presidente da FPS, que impôs a sua presença na reunião com a AESDP, apesar de lhe ter sido solicitado o contrário. Porque razão o Presidente eleito da FPS tem forçosamente que reunir com um elemento que não pertence a qualquer órgão eleito ou quadro da FPS?

    Os associados da FPS sabem que esta pessoa está a desempenhar esta “função” junto de um Presidente com uma liderança fragilizada? Elegeram-no para isso? O conflito de interesses de um Vice-Presidente de uma Associação de Treinadores, nascida da forma que nasceu, a “braço direito” do Presidente da FPS, é tremendo e não deve ser tolerado;

    • Em oito anos à frente da FPS, este Presidente e a sua Direção pouco ou nada fizeram em prol das Escolas de Surf do país, à excepção da emissão de um Certificado, convenientemente exigido pelas Capitanias para a emissão das licenças. Agora, como resultado dos cerca de 400,000€ angariados através das taxas das Escolas de Surf ao longo destes oito anos, decide lançar mais um Certificado de Qualidade e cobrar mais uma taxa às Escolas, para justificar a criação de um departamento específico.

    A Direção da FPS aproximou-se da AESDP, reunindo informação relativa aos seus projetos e ideias e, atropelando por completo os compromissos estabelecidos, criou um departamento dentro da própria Federação, utilizando a informação recolhida e consolidada pela AESDP ao longo de anos de auscultação dos agentes no terreno. Esta iniciativa surge alegadamente com o intuito de esvaziar e combater a AESDP, para que esta Direção da FPS possa continuar a controlar todos os destinos do Surf Nacional, sem contraditório e sem aceitar ou permitir qualquer visão distinta da sua; AESDP – Associação de Escolas de Surf de Portugal

    • As Escolas de Surf não são associadas da FPS. As Escolas de Surf pagam uma taxa de registo à FPS, que não é obrigatória por Lei, mas que muitas Capitanias têm exigido ao longo dos anos. Como não são associadas, as Escolas não têm qualquer palavra ou voto nas Assembleias Gerais da FPS, pelo que o seu destino dentro da Federação está entregue à disposição e vontade de terceiros, apesar das centenas de milhares de euros com que contribuem. Pensar que um novo departamento ou um novo certificado com uma nova taxa vai alterar isto, é um exercício de fértil imaginação! Caberá às Escolas de Surf perceber o que pretendem para o futuro e de que forma esta Direção da FPS as tem ajudado a lá chegar, para decidirem, em consciência, sem que sejam obrigadas a registar-se numa entidade para o futuro da qual não têm qualquer poder de decisão;

    • A AESDP conta com 170 associados e tem vindo ao longo dos últimos anos a lutar continuamente por uma regulamentação forte e uniforme em todo o país, bem como a apoiar as Capitanias e Municípios numa limitação justa da atribuição de licenças. As Escolas de Surf são estruturas profissionais, que compõem as bases do Surf Nacional e que muito têm contribuído para a economia e para a disseminação de uma cultura de surf e de mar para toda a sociedade. Como tal, as Escolas de Surf merecem o mesmo grau de profissionalismo e seriedade nas entidades que as tutelam e representam, algo que a atual Direção da FPS nunca conseguiu proporcionar, tendo sido incapaz de prevenir o caos que reina nas nossas praias nos dias de hoje;

    • Perante um momento de viragem em todo o mundo, em que se prevê um aumento na procura turística de surf no nosso país, é absolutamente urgente criar uma legislação nacional para a atividade das Escolas de Surf, para que esse crescimento aconteça de uma forma sustentada e sustentável. Para tal, será necessário termos uma Federação forte e capaz de confiar e respeitar os seus parceiros, o que não acontece com o atual Presidente e a sua Direção. Aguardamos ansiosamente a tomada de posse de uma nova Direção da FPS, para podermos retomar o trabalho conjunto e para que toda a comunidade possa contribuir para escrever uma nova página, mais colorida, na história do Surf Nacional".

     

     

     

     

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