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  • Onde é que te meteste? Nage Melamed, power havaiano nas veias!
    02 fevereiro 2021
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  • Na memória ficou o surf power, capaz de envergonhar qualquer homem e eficiente o suficiente para conseguir notas acima de 7 pontos com uma manobra só.
  • Estávamos no final de setembro. Ano de 2012. Em Carcavelos estava um daqueles belos dias de calor e com ondas. No areal muitas pessoas deambulavam, sem as agora habituais distâncias de segurança, pois os tempos eram outros e bem melhores. Arriscamos dizer que 90 por cento das pessoas que ali estavam a assistir ao melhor surf feminino do Mundo tinham como grande atração a havaiana Alana Blanchard, no topo da forma e da fama. Contudo, foi outra havaiana a dar nas vistas. Pequena e compacta, Nage Melamed destruiu as junções de Carcavelos rumo à final do evento.

    Na memória ficou o surf power, capaz de envergonhar qualquer homem e eficiente o suficiente para conseguir notas acima de 7 pontos com uma manobra só (a prova está a partir do minuto 4 do vídeo). Na altura, com apenas 18 apenas, Nage era já uma presença regular no WQS e tinha conseguido ali o melhor resultado da carreira. A havaiana apenas perdeu para a francesa Justine Dupont – ainda longe de sonhar com uma carreira de sucesso nas ondas grandes – na grande final do EDP Surf Pro Estoril.

    A etapa portuguesa, que tinha o estatuto de 6 estrelas, era das mais importantes da reta final da temporada e foi, por isso, natural terem estado ali em ação muitas e talentosas surfistas de várias partes do Mundo, algumas delas prontas a assumir lugares de destaque no WWT nos anos seguintes. A gigante sul-africana Bianca Buitendag, derrotada por Melamed nos quartos-de-final, a australiana Nikki van Dijk, a norte-americana Sage Erickson ou a francesa Johanne Defay são os melhores exemplos disso.

    Mas por cá também estiveram sufistas de renome como a peruana e antiga campeã mundial Sofia Mulanovich, eliminada por Nage Melamed nas meias-finais, ou outros nomes que lutavam pela permanência na elite, como a australiana Rebecca Woods ou a brasileira Jacqueline Silva. Apenas a título de curiosidade, a melhor portuguesa em prova foi Maria Abecasis, campeã nacional na altura, que conseguiu chegar à ronda 2. E que, tal como Melamed, a carreira também se esfumou cedo demais para o talento que tinha.

    Mas voltando a Melamed, que é dela que queremos falar… o resultado obtido em 2012 era apenas o culminar de grandes prestações em Portugal. No ano anterior já tinha chegado ao 5.º posto desta prova, sendo eliminada pela norte-americana e futura candidata ao título mundial Courtney Conlogue. E em 2010 tinha ficado no 19.º posto, mas meses mais tarde fez um 5º posto nos Açores. Nada de anormal para um dos verdadeiros talentos em ascensão do surf havaiano, cuja fama assentava numa incrível vitória no Rip Curl GromSearch.

    Foi no longínquo ano de 2008, com apenas 14 anos, que Nage Melamed se estreou no WQS. Fez apenas uma etapa e no ano seguinte repetiu a dose. O ano de 2010, com 16 anos, marcou o arranque a sério na carreira internacional. A coisa era tão séria que esse 5.º posto nos Açores ajudou a surfista havaiana a terminar o ano no 18.º posto do ranking, bem perto da qualificação. Em 2011 terminou novamente nessa posição. E em 2012 melhorou e foi até ao 16.º posto.

    A partir daqui Portugal saiu do calendário, mas Nage continuou a dar cartas. O ano de 2014 viu a melhor fase da sua carreira. Depois de ter sido 5.ª classificada em dois campeonatos na Austrália e 9.ª na Nova Zelândia e México, Nage Melamed estava em lugares de qualificação a meio do ano, mas na Califórnia sofreu uma lesão num joelho. Um acidente que iria mudar a sua carreira para sempre. Ainda foi a França, uma vez que estava em lugar de qualificação para o WWT e não queria perder essa oportunidade, mas o joelho não colaborou. Terminou a temporada num inglório 13.º posto.

    Nage enfrentou um processo de recuperação lento, só regressando à competição no ano seguinte. Mas foi sol de pouca dura, uma vez que não se sentia com a motivação de outrora. Entrou em apenas três campeonatos. Perdeu o patrocinador principal e colocou a carreira profissional de lado, com apenas 21 anos. Desde 2015 que não entra em provas do WQS, embora não tenha perdido o apetite pelo surf, que, desde então, continua a praticar nas horas livres.

    Atualmente, com 27 anos, é mãe de uma pequena menina e é como “Naila’s Mommy” que se apresenta no Instagram. Quem a acompanha de perto diz que está a surfar melhor que nunca. Em 2018 concedeu uma entrevista sobre a sua carreira de surfista. Na altura a trabalhar como bartender na sua ilha de Kauai, onde nasceu, cresceu e se fez surfista, admitia que ainda tinha o sonho de regressar à competição. Mas, até ao momento, acabou por não concretizar esse desejo. E na memória fica o seu surf power e talentoso, que por muito pouco não atingiu outros patamares.

     

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