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  • Orcas são as culpadas pelo desaparecimento dos tubarões-brancos da costa sul-africana
    17 novembro 2020
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  • Foram excluídos outros factores como a pesca ou a poluição das águas. A situação prejudica o turismo local.
  • Nas últimas semanas muito se tem falado das orcas. Se na Península Ibérica o tema de conversa é a colisão destes animais com embarcações, já na África do Sul a situação é outra.

    A presença de orcas, também conhecidas como baleias-assasinas, é o motivo do escasso avistamento de grandes tubarões-brancos ao largo da costa sul-africana, onde são uma atração turística mundial.

    As causas deste fenómeno, que há mais de dois anos mantém apreensivos os conservacionistas e o setor do turismo local, foram confirmadas hoje num relatório preparado para o Ministério do Ambiente sul-africano por um painel de peritos.

    "O painel notou com preocupação o desaparecimento de tubarões-brancos das estâncias de ecoturismo, mas concluiu que se tratava provavelmente de uma mudança na distribuição (da população) de leste para oeste, em resultado dos recentes avistamentos de baleias-assassinas", lê-se no relatório, apresentado hoje pela ministra do Ambiente sul-africana, Barbara Creecy, na Cidade do Cabo.

    A investigação exclui outras hipóteses que circulam no país, tais como as que culpam a pesca pela ausência destes grandes predadores ou ainda a poluição das águas.

    Pelo menos até este fenómeno começar a ocorrer, a área da Cidade do Cabo e outras áreas próximas na costa atlântica sul-africana, como a pequena cidade de Gansbaai (que vive predominantemente deste tipo de turismo), foram consideradas como estando entre as melhores regiões do mundo para se avistarem grandes tubarões-brancos.

    Este cetáceo é considerado uma espécie vulnerável que pode ser encontrada em todos os oceanos e cujos espécimes adultos medem entre cinco e sete metros de comprimento e pesam até duas toneladas.

    O seu desaparecimento põe em causa a grande procura desta indústria, embora na zona existam outras espécies de tubarões que podem ser apreciadas em atividades como o mergulho ou o mergulho dentro de jaulas.

    Em 2020, os avistamentos na área, embora ainda escassos, aumentaram em relação ao ano anterior.

    A conclusão do painel de peritos sobre baleias-assassinas faz parte de uma revisão importante do 'Plano Nacional de Ação para a Conservação e Gestão dos Tubarões da África do Sul', que foi apresentado em 2013 e provou ser ineficaz nos últimos sete anos.

    Com esta revisão da situação, o país procurará conservar melhor os tubarões, mantendo um equilíbrio difícil entre o interesse turístico e o elevado valor de pesca das populações de tubarões.

     

     

     

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    Redação
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