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  • Adriano de Souza vai retirar-se após 15 anos na elite mundial
    17 setembro 2020
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  • Além do título mundial que conseguiu de forma emocionante, Adriano de Souza conta ainda no currículo com seis vitórias em etapas.
  • Estreou-se no WCT em 2006 com apenas 17 anos e por lá tem estado durante os últimos 15 anos. Pelo meio conseguiu chegar ao título mundial em 2015, sendo o segundo brasileiro da história a fazê-lo. Adriano de Souza anuncia, agora, aos 33 anos, que se vai retirar da elite do surf mundial no final da temporada de 2021, aquela que será a 15.ª da carreira – a de 2020 não chegou a arrancar.

    A notícia foi avançada pela WSL em comunicado, com Mineiro a explicar as várias razões que o levaram a tomar esta decisão. “Durante os últimos 15 anos dei a minha vida pelo surf e dediquei-me a 1000 por cento. Competir sem paixão não é atitude de um campeão e não combina com a energia deste desporto. A partir de agora quero experimentar outras coisas, como fazer eventos especiais, onde não há tanta pressão, ou fazer viagens de surf com amigos”, frisou o surfista de Guarujá.

    Recorde-se que Adriano sofreu uma lesão grave num joelho nos últimos anos, que lhe complicou bastante a vida. O surfista brasileiro falhou mesmo praticamente toda a temporada de 2019 depois de uma recaída, tendo garantindo a requalificação para 2020, e consequentemente para 2021, por via de um wildcard atribuído pela WSL.

    “Quero celebrar estes 15 anos, durante os quais contruí relações fortes à volta do Mundo, com pessoas que adoro, e onde também desenvolvi uma forte ligação com a minha família, amigos e fãs. Tenho expectativas altas para a próxima temporada, sobretudo para a etapa brasileira, em Saquarema, onde acredito que irei ter uma despedida muito intensa. Esta boa vibração de estar a dizer adeus vai dar-me energia para fazer uma excelente temporada de 2021”, prometeu.

    Depois de chegar bastante novo ao WCT, Mineiro, como também é conhecido, tornou-se numa referência para toda uma geração que ficou conhecida como Brazilian Storm, sendo o pioneiro de nomes como Gabriel Medina, Filipe Toledo e Italo Ferreira, entre outros, no Tour. Cresceu pobre na favela, mas cedo partiu sozinho em busca de um sonho, que se viria a concretizar em 2015, ano em que também se sagrou Pipe Masters.

    Além do título mundial que conseguiu de forma emocionante, Adriano de Souza conta ainda no currículo com seis vitórias em etapas, a primeira delas em “casa”, no Billabong Rio Pro de 2011, e a última em 2017, também em frente aos seus fãs, no Oi Rio Pro. Pelo meio, além do já mencionado Pipe Masters de 2015, venceu ainda em Margaret River nesse mesmo ano, e também tocou o famoso sino de Bells Beach em 2013. Mas o triunfo mais memorável talvez tenha sido em 2011 em Supertubos, Portugal, numa final frente a Kelly Slater, num dos melhores eventos da história do WCT.

    Resta aproveitar 2021 para nos despedirmos de um dos mais batalhadores surfistas que o circuito mundial viu neste século e tentar perceber se Adriano de Souza ainda vai a tempo de aumentar o número de triunfos no seu currículo. Depois disso, certamente que se juntará ao seu amigo Tiago Pires em muitas viagens para desfrutar das ondas que lhe ofereceram uma vida bem especial.

     

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