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  • Teresa Bonvalot já tem histórico recorde de Patrícia Lopes na mira
    05 agosto 2020
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  • Fotografia
    Jorge Matreno/ANSurfistas
  • Fonte
    Redação
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  • Apesar do registo impressionante, há números que não podem expressar o impacto que Teresa teve no surf feminino nacional.
  • Quando falamos em Teresa Bonvalot pode parecer que estamos já a falar de uma veterana do surf nacional, tal o número de vezes que já assaltou os pódios das etapas da Liga MEO Surf, como aconteceu no passado fim-de-semana em Sintra. Contudo, apesar de um registo ímpar, Teresa é ainda uma jovem surfista, que aos 20 anos parece ter o Mundo pela frente. O Mundo e um recorde português que há um par de anos muitos julgariam ser impensável sequer alcançar.

    Com o triunfo na Praia Grande, a jovem surfista do Guincho conseguiu o 18.º triunfo na Liga MEO Surf, num percurso que começou em 2012, com apenas 12 anos, e onde as vitórias começaram a surgir logo aos 13 anos. Teresa leva já larga vantagem sobre as atuais rivais, todas elas mais velhas: Carol Henrique (9 vitórias), Camilla Kemp (8) e Yolanda Hopkins (4).

    Mas o grande alvo de Teresa, que no currículo conta já com dois títulos nacionais, o primeiro deles aos 14 anos e o segundo aos 15, parece ser outro. Nada mais, nada menos, do que a histórica Patrícia Lopes, que venceu tudo e todas no virar do século do surf nacional. Patrícia soma um total de 24 triunfos oficiais em etapas do circuito nacional.

    No início da década, os números de Patrícia Lopes não tinham sequer paralelo e pensar que alguém os poderia alcançar mais parecia utopia. Contudo, Teresa Bonvalot está cada vez mais perto desse registo e com muitos anos de surf ainda pela frente. Teresa, que já deixou para trás os não menos impressionantes 16 triunfos da também histórica Joana Rocha, já tem o registo de Patrícia na mira e é altamente provável que alcance a breve prazo.

    Vamos por partes, para perceber bem o impacto que Teresa Bonvalot estabeleceu no surf nacional desde que se apresentou, ainda muito pequena:

    - Estreou-se na Liga MEO Surf em 2012, com apenas 12 anos. Na primeira etapa que fez, na Ericeira, conseguiu logo um 5.º posto, falhando a final por pouco. Nas cinco restantes etapas desse ano repetiu a mesma posição.

    - No ano seguinte, com somente 13 anos, estreou-se com um 3.º lugar na Caparica, naquela que foi a primeira final da ainda curta carreira – na altura as finais femininas eram a quatro surfistas. E na etapa seguinte, no Porto, conseguiu a primeira vitória da carreira. Nesse ano ainda somou mais um triunfo, em Peniche.

    - As promessas transformaram-se em certezas e em 2014 chegou ao primeiro título nacional, com apenas 14 anos, após ter vencido as etapas de Caparica, Porto e Ílhavo e ter sido segunda classificada nas três restantes.

    - No ano seguinte, em 2015, repetiu o título nacional, mas, desta vez, com quatro triunfos em seis etapas: Ericeira, Praia Grande, Ílhavo e Cascais. Nas duas que não venceu ficou em segundo. Ou seja, dois anos seguidos em que nunca ficou abaixo do 2.º posto.

    - Com apenas 15 anos já contava com dois títulos nacionais e com 9 etapas conquistadas.

    A partir daí o foco de Teresa Bonvalot virou-se para a carreira internacional, onde tem sido a surfista portuguesa mais próxima de conseguir uma história qualificação para o circuito mundial. O facto de faltar a algumas etapas da Liga fez com que muitas vezes não pudesse entrar na discussão do título nacional, mas nem por isso deixou de somar triunfos ao seu registo.

    - Em 2016 não registou qualquer triunfo, mas em 2017 conseguiu vencer no Porto e Figueira da Foz. Os mesmos triunfos e nos mesmos locais em que venceu em 2018.

    - No ano passado voltou à disputa do título, depois de ter falhado somente uma etapa. Venceu três eventos (Ericeira, Algarve e Cascais), mas acabou por perder o título por pouco para Yolanda Hopkins.

    Agora, com o circuito internacional parado e com o foco a 100 por cento na Liga MEO Surf, Teresa voltou a brilhar alto nas ondas portuguesas. Em três etapas já venceu duas, na Figueira da Foz e Sintra, e está lançada na liderança da disputa pelo título nacional. E pela frente ainda haverá etapa no Porto, o local onde Teresa se estreou a vencer e onde mais vezes já celebrou (4).

    Teresa já entrou num total de 43 etapas da Liga MEO Surf, o que dá um triunfo a cada 2,39 etapas. E se retirarmos a primeira temporada, em que tinha apenas 12 anos e que serviu de adaptação ao mundo competitivo, falamos de 18 vitórias em 37 eventos, o que dá praticamente uma vitória a cada dois eventos.  

    Com apenas 20 anos, Teresa está na sua nona temporada na Liga, o que dá uma média de duas vitórias por temporada. Estando a seis vitórias do histórico registo de 24 triunfos de Patrícia Lopes, os números dizem que esse recorde pode estar a cerca de dois/três anos de ser igualado/ultrapassado.

    Além dos 18 triunfos, Teresa tem ainda 27 presenças em finais, ou seja, perdeu 9 vezes no heat decisivo – em cada três finais vence duas. Nessas 43 etapas apenas falhou a final em 16 ocasiões. O pior resultado que teve foi um 7.º posto (meias-finais), em 2013 na Ericeira, com apenas 13 anos.

    Números que falam por si e que demonstram que estamos perante o maior fenómeno da história do surf feminino nacional. Bater o célebre recorde de Patrícia Lopes, que dominou o surf nacional no final da década de 90 e início dos anos 2000 e que somou 7 títulos nacionais consecutivos, é uma questão de (pouco) tempo…

    Ainda assim, a jovem surfista garante estar apenas focada em melhorar, não pensando nestes números. "Não penso muito nisso. O meu objetivo passa sempre por vencer em cada etapa que entro, até porque não há surfistas que cheguem aos campeonatos a querer perder. Penso que as vitórias e os recordes acabam por ser uma consequência da forma como abordo as provas e daquilo que quero mostrar nas etapas. Desejo continuar a vencer, mas sempre a divertir-me e a mostrar o melhor surf e evolução possíveis", frisou Teresa.  

    No entanto, há números que não podem expressar o impacto que Teresa teve no surf feminino nacional. A verdade é que desde que esta surgiu em cena, a evolução das surfistas portuguesas atingiu patamares nunca antes vistos, até mesmo a nível internacional. As rivais aproveitaram o balanço e a geração mais nova também está a colher frutos disso, com nomes como Kika Veselko, Mafalda Lopes ou Gabriela Dinis a mostrarem que estão a postos para seguir as pisadas das compatriotas mais velhas. A isto se chama um legado!

     

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