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  • Não houve falta de nadadores-salvadores no primeiro mês de época balnear
    13 julho 2020
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  • O encerramento das piscinas no interior do país, devido à pandemia de Covid-19, levou à deslocação de muitos nadadores-salvadores para as praias marítimas.
  • Foi no passado dia 6 de junho que arrancou oficialmente a época balnear de 2020, isto é, o momento em que as praias passam a contar com vigilância permanente. 

    Até ao momento, nesta época balnear que está a decorrer no contexto da pandemia de Covid-19, a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) faz um balanço “positivo” do primeiro mês de época balnear, que tem tido vigilantes em número suficiente nas praias, apesar de faltarem “incentivos” e “novos equipamentos”.

    “Até ao momento não temos nenhum registo de falta de nadadores-salvadores”, disse Alexandre Tadeia, presidente da FEPONS, à agência noticiosa Lusa. Este vinha a alertar desde o passado mês de abril para a possibilidade de faltarem profissionais para assegurar a vigilância no verão.

    Segundo o responsável, poderia haver uma carência de 1500 a 2000 nadadores-salvadores, mas esse cenário não se verificou devido ao encerramento das piscinas no interior do país, na sequência da pandemia do novo coronavírus.

    “A não abertura das piscinas no interior fez com que muitos nadadores-salvadores que ficaram desempregados fossem trabalhar para as praias marítimas”, apontou.

    Aliás, explicou, também foram para as praias “pessoas que trabalhavam nestas piscinas com outras profissões, como professores de natação, mas que também tinham o curso de nadador-salvador”.

    Além disso, Alexandre Tadeia considerou que a crise financeira causada pela situação pandémica poderá ter levado a que mais pessoas procurassem este trabalho, alterando a tendência de que “apenas 50% dos nadadores-salvadores voltam a trabalhar na época balnear seguinte”, segundo um estudo da federação.

    Já os valores da remuneração dos profissionais “são muito parecidos com os do ano passado”, apesar das associações e os concessionários terem “mais custos” com os equipamentos de proteção individual, relatou.

    “Para cada tratamento, seja uma simples ferida, é necessário fazer toda a avaliação Covid-19 e, por outro lado, grande parte do equipamento de proteção individual não pode ser reutilizado, o que leva a um aumento da contabilização do custo”, explicou.

    Apesar do balanço positivo nesta primeira fase da época balnear, Alexandre Tadeia defendeu que a atividade ainda “carece de incentivos fiscais e sociais” e da “homologação de novos equipamentos de salvamento aquático”.

    “Nós conseguimos reunir-nos com a comissão de Defesa Nacional e conseguimos fazer uma série de intervenções, mas até ao momento não foi produzido qualquer tipo de incentivos”, lamentou.

    Segundo o representante, também tem corrido bem a adaptação dos profissionais ao novo protocolo de assistência a banhistas, em que as maiores alterações para evitar o contágio “se sentem mais nos primeiros socorros do que propriamente no salvamento da água”.

    “Em terra, quer seja para fazer o suporte básico de vida, quer seja para prestar primeiros socorros há alterações muito grandes, mas neste momento todos os nadadores-salvadores têm informação sobre o que devem seguir e não há registo de qualquer problema na adaptação”, informou.

    Neste sentido, Alexandre Tadeia adiantou que já houve registo de profissionais infetados com o novo coronavírus, mas que se trata de “casos muito pontuais” que tiveram origem na “vida privada” e não na atividade de assistência a banhistas.

     

     

     

     

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    Redação
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