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  • Nadadores-salvadores devem privilegiar 'salvamento sem entrada na água'
    03 junho 2020
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  • Existe ainda a preocupação se vão existir nadadores-salvadores suficientes para assegurar a vigilância em todo o país.
  • A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) divulgou hoje alguns dos procedimentos que os vigilantes devem adotar durante a próxima época balnear, que arranca no próximo sábado e ocorrerá dentro do contexto da pandemia de Covid-19.

    "Ainda não saiu a recomendação internacional para os nadadores-salvadores com as medidas de prevenção e, em Portugal, fizemos sair uma medida de prevenção nacional", adiantou Alexandre Tadeia, presidente da FEPONS, à agência noticiosa Lusa.

    Segundo o responsável, tratam-se de "questões muito técnicas" relacionadas com o salvamento, em que, por exemplo, o nadador-salvador deve "tentar salvar sem entrar na água, utilizando equipamentos", como forma de prevenção ao contágio do novo coronavírus.

    "Se tiverem mesmo que entrar na água por força da situação, os nadadores-salvadores devem utilizar um equipamento que os mantenha à distância, como uma boia torpedo ou um cinto de salvamento, que têm um cabo de dois metros e permite ficar a, pelo menos, dois metros do náufrago", indicou Alexandre Tadeia.

    No entanto, em caso de necessidade ou se a pessoa já estiver inconsciente, deve-se "abordar o náufrago pelas costas e nunca pela frente".

    "Enquanto o primeiro nadador está a fazer o salvamento, o segundo, que está fora de água, deve equipar-se com os equipamentos de proteção individual (luvas, máscara e viseira) e depois é ele que fará o transporte da pessoa sempre pelas costas e fará cá fora o resto do socorro", explicou o presidente da FEPONS.

    Neste sentido, o presidente esclareceu que o nadador-salvador "não tem de estar sempre com máscara" e nunca o fará dentro de água porque "não é possível e não há máscaras específicas para essa situação".

    "Quando está em vigilância, a patrulhar ou a dar conselhos a banhistas, desde que mantenha um distanciamento físico, não necessita de usar máscara. Agora quando está a prestar primeiros socorros, aí tem que usar esses equipamentos", apontou.

    Número de nadadores-salvadores preocupa

    A época balnear começa no próximo sábado, dia 6 de junho, mas a FEPONS continua "no mesmo ponto de situação que estava há duas semanas", isto é, sem saber se há nadadores-salvadores suficientes para assegurar a vigilância em todo o país.

    "Ainda não temos a certeza se vamos ter pessoas disponíveis. Só com a abertura da época balnear é que teresmo essa noção", mencionou Alexandre Tadeia.

    Desde abril, a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores tem vindo a alertar que poderão faltar cerca de 1500 a 2000 nadadores-salvadores para a próxima época balnear, porque os cursos foram interrompidos com a declaração do estado de emergência e "apenas 50% dos nadadores-salvadores voltam a trabalhar na época seguinte".

     

     

     

     

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    Redação
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