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  • Maxime Huscenot e a pressão do WQS: “Não queria ter começado tão cedo”
    06 junho 2020
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  • Maxime tem uma grande relação com o nosso país e amizade com vários dos surfistas portugueses que competem internacionalmente.
  • Nasceu em França há 28 anos e surpreendeu o Mundo do Surf em 2010, quando se sagrou surpreendentemente campeão mundial de juniores da ASP, com apenas 17 anos. Todos lhe perspetivaram um futuro auspicioso, mas Maxime Huscenot tem tardado em chegar ao circuito principal do surf mundial, embora já tenha estado perto de lá chegar por vários anos.

    Com raízes da Ilha Reunião e patrocinado pela marca portuguesa Deeply, Maxime tem uma grande relação com o nosso país, além de uma amizade próxima com os nossos guerreiros das provas internacionais. Depois de algumas peripécias durante a quarentena causada pelo Covid-19, Maxime está de regresso às rotinas, falando um pouco do seu trajeto e do facto de considerar que iniciou a batalha no WQS cedo demais.

    Beachcam - Foi difícil estar muito tempo afastado da água durante a pandemia?

    Maxime Huscenot – Sim, foi muito complicado. Ver o mundo completamente parado e estarmos obrigados a ficar em casa foi muito estranho. Estar afastado da água também foi muito difícil, mas nada comparado às coisas que passámos nesta pandemia.

    B – Consideras que é justo proibir as pessoas de surfar?

    MH – É difícil de dizer. O oceano é um espaço aberto onde todos podem estar com o devido afastamento uns dos outros, respeitando as medidas de segurança. No entanto, ao mesmo tempo é difícil parar todos os desportos e atividades e deixar as pessoas desfrutarem do oceano. Também entendo que se acontecer algum acidente com alguém na água, os meios disponíveis não são os mesmos, pelo que penso que o ideal sempre foi ser paciente e ficar em casa como toda a gente.

    B – Quando houve a paragem das provas da WSL acabaste por ficar retido na Nova Zelândia. O que aconteceu?

    MH – Fui para lá depois do QS10000 de Sydney e assim que lá cheguei recebemos a informação de que as provas iam parar por dois meses. Estava lá com a minha noiva e o meu pai. Decidimos que o melhor era ficar por lá, uma vez que o risco de contágio era menor e as medidas também não eram tão rígidas. Acabámos por ter de lá ficar durante dois meses, mas acabou por ser divertido.

    B – Como é a rotina de um competidor que não sabe quando vai voltar a ter provas?

    MH – É muito complicado fazer planos nos dias que correm. Por isso, resta-me tentar ficar em forma fisicamente e trabalhar arduamente a parte técnica do meu surf. Mal posso esperar por voltar a ter uma prova, mas, ao mesmo tempo, também estou a aproveitar o tempo que passo com a minha noiva e a minha família e está a ser muito bom. Estou mais preocupado com a forma como a indústria do surf vai resistir a isto ou como a WSL vai retomar os circuitos. Vai ser complicado entrar em alguns países nos próximos meses. Muito provavelmente vão ter de adaptar e mudar o sistema como as coisas funcionam. Penso que é um pouco isso que estão a fazer agora e as mudanças que já se conhecem parecem-me muito bem.

    B – Foste campeão mundial júnior muito novo e, desde então, que tens lutado para chegar ao WCT. Qual tem sido o processo mais difícil neste teu percurso e o que pensas que te falta para chegar ao WCT?

    MH – Na altura, era muito novo para começar a competir no WQS. Fisicamente era pequeno e magro. Quando és júnior a técnica é mais importante, mas depois no WQS dão maior importância ao power. Não queria ter começado tão cedo no WQS, mas com a pressão da indústria e com todos a dizerem-me que eu ia conseguir mesmo sendo jovem, tal como o Jeremy Flores fez. Tentei o meu melhor, mas nos primeiros três anos não tinha o nível para me qualificar. Desde então, tenho trabalhado imenso em termos físicos e também com as pranchas, o que me tem deixado muito perto da qualificação durante vários anos consecutivos. Penso que o facto de ter cometido alguns erros em heats determinantes e o facto de ter tido derrotas por muita pouca diferença, acabou por não me permitir ficar dentro do cut. As condições das ondas no WQS também não se adequam ao meu surf, mas tenho trabalhado imenso nisso, porque quero realmente chegar ao WCT e surfar ondas decentes.

    B – Como é que surgiu a possibilidade de seres patrocinado por uma marca portuguesa?

    MH – Foi incrível. Adoro Portugal e todas as pessoas daí. Tenho imensos amigos em Portugal e penso que poderia viver aí facilmente. A Deeply é uma marca incrível e as pessoas que lá trabalham também. São pessoas genuínas e, mesmo a nossa relação seja profissional, sinto que faço parte da família. A nossa equipa é tão forte e os funcionários são tão bons que penso que estão a formar uma grande marca, com os valores corretos.

    B – Como vês a atualidade do surf português? Que surfistas mais gostas e que ondas mais surfas?

    MH – Sinto que o surf europeu evoluiu muito nesta era moderna. Podemos não ser os melhores a dar aéreos, por exemplo, mas penso que já podemos rivalizar com os melhores, que era algo que não acontecia no passado. Adoro ir a Portugal e treinar por aí, porque existe muita variedade e qualidade de ondas que podemos explorar ao longo da costa. Gosto muito de surfar com o Vasco Ribeiro, o Nic von Rupp e o Kikas [Frederico Morais]. Estes três nomes formam uma grande geração de surfistas incríveis, cada um com a sua qualidade. Gosto deles pelas mais variadas razões e são grandes amigos meus. Estou sempre atento ao que fazem quando venho a Portugal. Espero poder ir a Portugal brevemente, assim que a situação melhorar.

     

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