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  • Guilherme Ribeiro: 'Quero mostrar que já tenho surf de homem' (Entrevista)
    01 julho 2020
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  • Fotografia
    Jorge Matreno/ANSurfistas
  • Fonte
    Alexandre Melo
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  • No Allianz Figueira Pro, o surfista da Caparica brilhou ao lutar de igual para igual com os grandes nomes do surf nacional. Exibições que ficaram na retina de todos e que geram muito entusiasmo para o futuro próximo do jovem Guilherme.
  • Em território nacional tem como onda favorita os Coxos, mas foi numa outra latitude que o jovem Guilherme Ribeiro marcou recentemente uma posição no contexto do surf nacional. 

    No Allianz Figueira Pro, prova que abriu a temporada de 2020 da Liga MEO Surf, o surfista da Caparica mostrou a evolução do seu surf, independentemente do mar estar pequeno ou grande. Seja no Cabedelo ou na Murtinheira.

    Suportado por um intenso trabalho de ginásio, que foi utilizado para recuperar de uma lesão num joelho contraída ainda antes do confinamento, o surfista de 18 anos entrou a todo gás na prova da Figueira.

    Derrotou Frederico Morais na primeira ronda, eliminou Vasco Ribeiro na 3ª ronda e depois, já na fase man-on-man, bateu-se novamente de igual para igual com Kikas, surfista que em 2020 regressou a tempo inteiro ao World Championship Tour da World Surf League.

    A caminhada de Guilherme Ribeiro terminou nos quartos de final diante de Frederico Morais, que viria a vencer a prova, mas esta foi sem dúvida uma gesta para mais tarde recordar e fundamentalmente servir de alavancagem para uma temporada onde Gui quer mostrar que pode vir a ser, no futuro, um nome grande do surf nacional. 

    MEO Beachcam - Enquanto alguns surfistas tiveram dificuldades em exibir o seu melhor surf, neste regresso à competição após o período de confinamento, tu mostraste um surf de alto nível. Qual o segredo para tal performance?

    Guilherme Ribeiro - Acho que não há segredo. Vim de um período de lesão num joelho, por isso dediquei-me imenso ao trabalho de ginásio, ao mesmo tempo que tentei estar dentro de água sempre que possível. Acho que a lesão acabou por me ajudar neste regresso. Devido a todo o trabalho que realizei estava a 200% para este regresso à competição. O trabalho de ginásio ajudou-me mesmo muito.

    BC - Nesta etapa da Figueira surgiste com uma maior compleição física. Que tipo de trabalho desenvolveste em termos de ginásio?

    GR - Devido à já mencionada lesão andei um longo período, entre três a quatro meses, a fazer apenas trabalho de pernas. Assim, fiquei mais forte em comparação com o período anterior à lesão.

    BC - Sentes que essa maior dedicação ao trabalho de ginásio fazia falta para subires o nível do teu surf?

    GR - Penso que sim. Antes da lesão não me dedicava muito ao trabalho de ginásio. Por isso, acho que a lesão que sofri até me ajudou a despertar para esta nova realidade. Agora estou muito mais focado nessa componente.

    BC - Devido a tudo o que rodeou a prova da Figueira, o resultado obtido superou as tuas expectativas?

    GR - Acho que não. O ano passado na etapa da Figueira da Foz também já tinha feito um bom resultado, pois havia sido quinto. É um sítio que adoro. É verdade que nos dois primeiros dias as ondas não foram as melhores, mas no último dia o campeonato fechou em grande.

    BC - Que objetivos tens em mente para esta temporada?

    GR - Para o que falta da época tenho como principal objetivo bater-me de igual para igual com os surfistas que estão no topo do ranking nacional. Quero mostrar que já não sou nenhum miúdo e que já tenho surf de homem.

    BC - Como é que estás a efetuar esta mudança da categoria Júnior para a categoria Open?

    GR - Este é o meu último ano de júnior, pelo que é uma temporada de transição. Tinha planeado fazer muitos eventos QS para que quando chegasse a sénior já tivesse algum andamento. Estou a sentir-me bem nesta transição. Sinto-me mais maduro.

    BC - Quais as principais dificuldades que tens sentido nesta fase de transição?

    GR - Senti mais dificuldades nos últimos dois anos. Cresci imenso e tive dificuldades com as pranchas, nomeadamente ao nível das medidas das mesmas. Porém, agora parece que estagnei no crescimento em termos de altura, pelo que esses problemas já estão ultrapassados.

    BC - Fora de água, destacaste ao nível dos estudos. No futuro próximo tencionas deixar os estudos para apostar numa carreira de surfista profissional?

    GR - Agora pretendo finalizar o 12º ano, sendo que em breve vou ter exame nacional de Matemática. Depois quero entrar num curso universitário, mas vou congelar a matrícula. Isto porque, durante alguns anos, quero dedicar-me em exclusivo ao surf.

     

     

     

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  • Guilherme Ribeiro
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    Jorge Matreno/ANSurfistas
  • Fonte
    Alexandre Melo
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