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  • Santiago Graça, o terceiro inverno no Havai, aos 14 anos, e as sessões em Pipe
    02 maio 2020
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    DR tai_vandyke
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  • Com 10 anos de surf em cima, Santiago Graça parece estar pronto para invadir a cena do surf nacional e internacional num futuro bem próximo.
  • A famosa casa da Volcom, no North Shore de Oahu, no Havai, acolheu este inverno pela terceira vez o grom português Santiago Graça. Aos 14 anos, o jovem talento do Guincho faz das famosas ondas havaianas um local de passagem obrigatória para a evolução da sua promissora carreira. Este ano o ritual, que teve Tiago Pires como um dos conselheiros, manteve-se, mas, desta vez, “Santi” que a experiência foi melhor, sobretudo, devido às ondas de qualidade que surfou. Entre elas a rainha de todas: Pipeline.

    “Foi a terceira vez que fui ao Havai, mas este para mim foi o melhor ano desde que lá vou, porque apanhei ondas melhores. Surfei em Pipeline, Sunset, Velzyland e Off the Wall e Sandbar”, conta Santiago, antes de destacar Pipe como a experiência a recordar: “No último dia em Pipeline senti algum medo, porque o mar estava maior, com as ondas já a quebrar no segundo reef. Nos outros dias também foi meio apertado, mas fui lá e apanhei boas ondas. Numa dessas sessões apanhei um tubo que pode bem ser um dos tubos da minha vida”, assegura.

    Apesar das boas memórias, Santiago garante que esse tubo acabou por ser uma surpresa, depois de a sessão nem estar a correr como de previsto. “Essa sessão nem estava a correr bem ao início, até já tinha sofrido um wipeout em que bati com o capacete no reef. Voltei, esperei um pouco e, embora as ondas tivessem melhores para Backdoor, para a direita, de repente apareceu aquela onda para Pipe, para a esquerda. Os locais incentivaram-me e disseram ‘vai, vai, vai…’ e deixaram-me ir. Foi incrível”, recorda o jovem surfista.

    “O localismo é mais complicado nos dias de ondas grandes e boas, mas se os respeitarmos eles também nos respeitam”, garante. Santiago, que ficou instalado na casa da Volcom com outros jovens talentos da marca, o que acaba por facilitar a adaptação à meca do surf mundial. “A primeira viagem aconteceu porque fui chamado para um estágio de groms da Volcom. Há muito talento entre os surfistas dos outros países, todos surfam muito bem e acabamos por estar sempre a puxar uns pelos outros”, sublinha.

    Filho do treinador de surf Miguel Graça, Santiago explica que estas viagens ao Havai fazem parte de um plano de desenvolvimento a longo prazo. “O meu pai e o Tiago Pires, com quem estamos a trabalhar, sempre apoiaram estas idas ao Havai, defendendo que pelo menos uma vez por ano devo ir ao Havai e Austrália. A Volcom também sempre me apoiou a ir porque tem lá a casa em Pipeline”, revela o pequeno surfista, que começou a surfar aos 4 anos.

    “Este ano fiz a viagem direta da Austrália para o Havai. Estive três semanas na Austrália e duas semanas e meia no Havai. Tenho feito isso nos últimos três anos, mas este ano foi a primeira vez que fiz tudo seguido”, descreve, abordando depois a atual pandemia que vivemos e que acabou por lhe estragar os planos da presente temporada. “A pandemia mudou muito os meus planos. Estava à espera de fazer o meu primeiro ano no Pro Júnior Europeu, já deveria ter feito a prova de Espinho e depois ia a Espanha e França, mas do nada tudo mudou”, lamenta.

    Ainda assim, Santiago diz que a adaptação à quarentena não tem sido difícil. “Tenho feito treinos físicos quase todos os dias e tenho visto filmagens minhas para perceber o que tenho de fazer na água. Também gosto muito de basquetebol, que já fazia na escola, e na quarentena até meti aqui um cesto para jogar um pouco. Tenho, basicamente, tentado manter as rotinas para não me baralhar e tenho tido conferências da escola, o que faz com que a quarentena não tenha sido assim tão desocupada”, considerou.

    Apesar de o regresso das provas ser uma ainda uma incógnita, Santiago Graça mantém algumas expectativas para 2020. “Para este ano tinha o objetivo de ser campeão nacional na minha categoria e tentar o melhor ranking possível no Pro Júnior Europeu da WSL. A longo prazo quero ser campeão do Mundo”, atira o jovem surfista, que tem Frederico Morais e Tiago Pires como grandes referências a nível nacional e John John Florence e Kelly Slater a nível internacional.

    Já com 10 anos de surf em cima, Santiago Graça parece estar pronto para invadir a cena do surf nacional e internacional num futuro bem próximo. Com objetivos bem definidos em mente, o jovem surfista lisboeta relembra os primeiros passos a deslizar nas ondas. A minha primeira experiência de surf foi aos 4 anos, em Biarritz, num verão com água quentinha. Não aconteceu por acaso porque a minha família sempre fez surf. O meu pai perguntou-me se queria experimentar e fui com uma prancha de esponja. A partir daí nunca mais parei”, recorda.

    Por agora, Santiago Graça tem de esperar que a pandemia seja ultrapassada para depois prosseguir com a sua promissora carreira. Um passo de cada vez. E o próximo é já na segunda-feira, quando o surf volta a ser permitido em Portugal, após o fim do Estado de Emergência. “Estou ansioso para que chegue segunda-feira para poder voltar a surfar, porque desde dia 12 de março que não o faço”, remata o pequeno “Santi”.

     

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