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  • Kikas: “Quando as portas abrirem estaremos mais fortes que nunca”
    01 maio 2020
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  • Kikas foi convidado a escrever um texto sobre o momento atual do Mundo para a rubrica “A Bola é Minha”.
  • Frederico Morais marca presença esta sexta-feira numa parte da manchete do diário desportivo “A Bola”. Mas, desta vez, não acontece devido a um feito desportivo, mas, sim, por um artigo assinado pelo próprio. Convidado a escrever um texto sobre o momento atual do Mundo para a rubrica “A Bola é Minha”, Kikas aproveitou para recordar o seu trajeto recente e deixar uma mensagem de esperança para todos.

    “Não sei se 2020 me devolverá a bola, mas uma coisa é certa: quando as portas abrirem estaremos mais fortes do que nunca”. É assim que Frederico termina o seu texto de reflexão sobre o atual momento, depois de ter explicado que após um final de 2018 amargo, em 2019 a bola tinha sido claramente sua, após todos os êxitos alcançados.

    Texto de Frederico Morais na íntegra.

    2019 foi o ano montanha-russa na minha carreira desportiva.
    Se, por um lado, o primeiro semestre foi difícil, por outro, o segundo semestre ficará marcado por algumas das melhores conquistas. No final de 2018 era o único surfista português no circuito mundial de surf, a elite do surf mundial, qualifiquei-me no final de 2016 e desde 2017 que, com muito orgulho, carrego a bandeira de Portugal e a responsabilidade de representar o nosso País naquilo que mais gosto de fazer: surfar. Parti para o Havai a saber que precisava de defender a minha posição no ranking, mas uma lesão inesperada, durante um treino, fez com que fosse impossível competir e apresentar a performance desportiva que sei que consigo alcançar. Mesmo assim, com o pé todo ligado, atirei-me para dentro de água. Não foi o suficiente e acabei por não me conseguir requalificar para a elite, descendo para o circuito de qualificação.
    A recuperação física foi dolorosa, mais de dois meses sem surfar, mas a psicológica, e o facto de ter de regressar onde não sinto que pertenço, foi avassaladora. Os meus patrocinadores demonstraram-se, uma vez mais, parceiros desta jornada que tenho vivido e foram fonte de inspiração e motivação para o meu regresso.
    Assim o fiz.
    Foco, determinação e persistência.
    Voltei a qualificar-me para o circuito mundial, venci três provas do WQS, o circuito de qualificação, e, com muito orgulho, uma vez mais, ergui a bandeira de Portugal. Mas não fiquei por aqui.
    Concretizei o sonho máximo para qualquer atleta profissional: garanti a vaga de Portugal nos Jogos Olímpicos, no ano em que o surf entra pela primeira vez enquanto modalidade no programa olímpico.
    Terminei o ano e a bola era, sem dúvida, minha.
    Entrei em 2020 pronto para tudo o que aí vinha e, após dois meses a surfar as ondas de Portugal de Norte a Sul, parti para a Austrália com a bandeira na mochila, na esperança de erguê-la várias vezes.
    Cheguei à Austrália no final de fevereiro e regressei em meados de março. Era mandatório que voltasse a casa e que em casa ficasse. Em menos de 15 dias, já em Portugal, vi o ano 2020 a tomar perspetivas completamente inesperadas. Vi o mundo a parar e, com ele, o circuito mundial de surf, os Jogos Olímpicos de Tóquio e até os treinos de mar.
    Tirei a bandeira da mochila e, mais do que nunca, carrego-a ao peito. Estou em casa há cerca de 40 dias, não saio para treinar no mar porque tudo isso pode esperar agora. Treino diariamente exercícios que me vão ajudar a estar em forma quando voltar para o mar, vejo séries, compilei as minhas melhores ondas do início do ano e lancei um clip: MY HOME. Leio livros, brinco com os meus cães, a cabeça ainda foge para tudo o que 2020 tinha à minha espera, mas recentro-me e confio que hoje lutamos todos por um bem maior. Limpo pranchas, converso com os meus seguidores no Instagram, oiço música e volto a imaginar como seria 2020, onde a bola era minha. Reorganizo-me, volto a treinar, oiço música e faço um vlog.
    A bandeira não volta para a mochila, está cada vez mais visível à espera de poder regressar, comigo, aos quatro mares do mundo, mas em segurança e com determinação.
    Não sei se 2020 me devolverá a bola, mas uma coisa é certa: quando as portas abrirem estaremos mais fortes do que nunca.

     

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