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  • Burleigh Heads, quando dois adolescentes portugueses fizeram tremer os tops mundiais
    19 maio 2020
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  • Dupla de jovens portugueses repetiu as meias-finais de Tiago Pires no ano anterior, mas fê-lo de forma bem mais surpreendente.
  • Estávamos no início de fevereiro de 2012, altura em que o surf nacional se resumia basicamente a Tiago Pires em termos internacionais. Naquela altura um dos primeiros campeonatos da temporada, aquele que servia para lançar a famosa perna australiana, disputava-se em Burleigh Heads. O saudoso Breaka Pro podia muito bem ser considerado um dos melhores campeonatos de todo o circuito, embora tivesse apenas 4 estrelas.

    A qualidade e a quantidade dos inscritos tornavam-no num verdadeiro certame de estrelas, onde vários tops do WCT aproveitavam para se estrearem na temporada. Os vencedores ao longo dos anos serviram para enriquecer a fama deste campeonato numa das melhores e mais históricas ondas de Queensland. Em 2011, por exemplo, tinha sido Taj Burrow a vencer uma final que contou ainda com Joel Parkinson e Bede Durbidge, além de Jayke Sharp, único dos quatro finalistas australianos que não fazia parte da elite mundial.

    Nesse mesmo ano de 2011, Tiago Pires teve em Burleigh Heads uma das suas melhores performances, vencendo alguns heats e sendo parado apenas nas meias-finais, onde ficou a menos de um ponto de Sharp e da consequente passagem à final, numa bateria vencida por Taj. No ano seguinte Saca não participou neste evento, mas a bandeira portuguesa não ficou entregue a mãos alheias.

    Quis o destino que naquele mesmo Breaka Pro, um ano depois, em 2012, dois jovens portugueses dessem o primeiro sinal ao Mundo do que estava para vir e da força que a nova geração do surf nacional representaria anos mais tarde. Frederico Morais, com 20 anos, e Vasco Ribeiro, com apenas 17, eram desconhecidos entre um elenco tão prestigiado, mas acabaram por ser as grandes surpresas da competição, chegando ambos às meias-finais.

    Numa altura em que a transmissão ainda não era aquilo que se conhece hoje, onde as falhas eram frequentes e os dados móveis não abundavam, houve quem seguisse a prestação da jovem dupla portuguesa noite após noite, mesmo que fosse apenas através dos livescores, sem imagens das ondas. No final, e muito por culpa de um julgamento bem duvidoso, Vasco terminou num incrível 5.º posto final, enquanto Kikas foi 7.º classificado.

    Na final estiveram quatro australianos, como mandavam a tradição e não só, sendo todos eles surfistas de WCT. Bede Durbidge repetiu a presença do ano anterior; Mick Fanning ficou no 3.º posto, depois de ter sido vencido por Kikas ao longo do evento, naquela que já era uma premonição do que viria a ser um giant killer português. O 2.º posto foi para Josh Kerr, que perdeu a taça por apenas meio ponto para Julian Wilson.

    Julian que tinha sido o responsável pela eliminação de Vasco Ribeiro nas meias-finais, depois do jovem português ter surfado melhor, embora os juízes não tivessem achado. Foram apenas 0,26 pontos a impedir uma estrondosa surpresa em Burleigh Heads, numa bateria que foi vencida por Bede Durbidge – nos quartos-de-final Vasco já tinha sido superado por Wilson por apenas 7 centésimos. Na outra meia-final, Fanning e Kerr dominaram a concorrência, com Kikas a ficar ainda atrás do jovem brasileiro Peterson Crisanto.

    Ao longo do campeonato, que contou com a presença de mais portugueses, como Filipe Jervis, Zé Ferreira ou Carina Duarte na prova feminina, destaque para a maratona de Frederico Morais, que teve de iniciar a sua prestação na primeira ronda ou ronda de 160. Kikas superou um total de seis rondas, com dois triunfos pelo meio, um deles na 4.ª ronda frente a Fanning. O surfista português ainda deixou pelo caminho nomes como Jack Freestone ou Kolohe Andino.

    Já Vasco Ribeiro iniciou a sua prestação na 3.ª ronda, passando quatro heats até às meias-finais, com apenas uma vitória pelo meio e a eliminação do ex-campeão mundial Mark Occhilupo, entre outros nomes bem mais experientes que ele. Com scores regularmente na casa dos 13/14 pontos, Vasco mostrou-se em grande forma neste campeonato e a disputa taco a taco com nomes sonantes do WCT demonstra bem o nível que tanto ele como Kikas mostraram neste memorável evento, com um nível altíssimo de surf progressivo.

     

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