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  • Em 'ano atípico', concessionários de praia avisam que muitos podem não abrir
    18 maio 2020
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  • A situação mais crítica poderá ocorrer no norte, segundo palavras do presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia.
  • O Governo anunciou na passada sexta-feira as medidas a adotar nas praias durante a época balnear, no âmbito do plano de desconfinamento no contexto da pandemia de Covid-19.

    Entre as medidas anunciadas, constam a limitação da lotação de bares e restaurantes a 50%, bem como uma possível reorganização das esplanadas para assegurar a distância de segurança.

    Jà distância física entre os utentes deve ser de 1,5 metros e 3 metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos.

    João Carreira, presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia, diz que "há uma série de concessionárias que não vão ter condições de abrir, mais até no norte", mas assegura que vão cumprir as regras emitidas.

    Esta é a principal preocupação do representante dos concessionários, já que naquilo que diz respeito aos distanciamentos mínimos obrigatórios, acredita que "as coisas vão correr bem", porque "os próprios utentes já têm essa noção".

    O responsável reconhece que é um "ano atípico" e assegura que os "concessionários estão no terreno querem ajudar", mas apela à ajuda de todas as entidades competentes. "Há zonas do país que vão ter problemas, porque há concessionários com apoios mínimos que não vão abrir".

    Alguns trabalhavam essencialmente com excursões, grupos de escolas ou colónias de férias, o que este ano não poderá acontecer, outros confrontam-se com a possibilidade de ver o seu espaço reduzido a duas ou três mesas, devido à ocupação do espaço estar reduzida a 50%, "o que não é viável para o seu funcionamento porque as despesas são enormes".

    Além disso, há todos aqueles que, devido à idade avançada que têm ou debilidades de saúde, têm receio e já fizeram saber que não vão abrir.

    "Isso também se vai refletir no emprego, vamos dar emprego a muito menos gente no litoral", alertou.

    Outro problema apontado por João Carreira é o da falta de nadadores salvadores, e o presidente da federação de concessionários está a contar com a ajuda das autarquias, da Agência Portuguesa do Ambiente e do Instituto de Socorros a Náufragos para "resolver esta situação da segurança nas praias".

    A situação "não está muito simpática, porque havia muitos nadadores-salvadores brasileiros, e de outros países, argentinos também, que vinham ajudar nos quantitativos dos planos integrados, coisa que não aconteceu este ano" devido à pandemia de Covid-19.

    "O que sugerimos é que fossem as autarquias a contratar os nadadores-salvadores. Nós montávamos todos os postos de praia, de primeiros socorros e fazíamos parte da solução, mas a responsabilidade da contratação dos nadadores-salvadores, quanto a nós, deveria, visto ser um ano atípico, passar pelas autarquias e autoridades marítimas", acrescentou.

     

     

     

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    Redação
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