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  • Caravelas-portuguesas continuam a ser avistadas em grandes quantidades nos Açores
    11 maio 2020
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  • A espécie também foi recentemente avistada no arquipélago da Madeira, ainda que em menores quantidades.
  • À semelhança do que já havia acontecido no passado mês de abril, o arquipélago dos Açores continua a ser invadido por uma grande quantidade de caravelas-portuguesas.

    O alerta foi hoje dado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em nota publicada no seu site.

    "A espécie Physalia physalis (caravela-portuguesa) está, de momento, a ocorrer em grande quantidade nos Açores (ilhas do Faial, Terceira e São Miguel) e na Madeira também foram avistadas ainda que em menor quantidade", pode ler-se.

    Porém, este surgimento de caravelas-portuguesas em grande número nos Açores não é um fenómeno assim tão pouco habitual.

    Os especialistas dizem que entre os meses de abril e junho há um pico deste fenómeno nas águas açorianas e foi assim já no ano passado, onde foi possível ver milhares destes exemplares, que vivem em colónias, nas águas de várias ilhas do arquipélago.

    No entanto, para além das caravelas-portuguesas outros organismos gelatinosos têm sido avistados no arquipélago dos Açores e em Portugal Continental. "Nos Açores (ilha de S. Miguel) também estão a ser registados avistamentos de águas-vivas (Pelagia noctiluca) e no continente português registam-se muitas veleiro (Velella velella)".

    O mesmo texto relembra os cuidados a ter em caso de contacto com a espécie caravela portuguesa: 

    - Limpar zona afectada com água do mar;

    - Retirar quaisquer pedaços de tentáculos que possam ter ficado presos na pele; 

    - Poderás aplicar vinagre e compressas quentes;

    - Procurar assistência médica.

    A nota do IPMA indica ainda que qualquer ocorrência de physalia physalis ou de outras espécies de organismos gelatinosos poderá ser comunicada ao GelAvista, programa  em atividade desde 2016 e responsável pela monitorização dos organismos gelatinosos em Portugal.

    A informação de cada avistamento (data, local, número de organismos e fotografia) deverá ser enviada para o email plancton@ipma.pt ou através da aplicação GelAvista, disponível para sistemas Android.

    Importa referir que em caso de avistamento não se deve tocar nos tentáculos da caravela-portuguesa, mesmo quando esta aparenta estar morta na praia.

     

     

     

     

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Tags
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  • Avistamento
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  • Fonte
    Redação
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