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  • Autarquia de Espinho quer grades nas praias, vigilância por drone e bandeira de ocupação máxima
    07 maio 2020
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  • O município liderado por Joaquim Pinto Moreira preparou um plano de utilização balnear, que contempla uma série de medidas para minimizar o risco de propagação de Covid-19.
  • Vivemos dias marcados pela pandemia de Covid-19, pelo que ainda não sabemos como é que poderemos ir à praia no próximo verão.

    Para já sabe-se que irá existir um manual de procedimentos de acesso às praias, que deverá ficar definido até ao final da próxima semana, conforme já fez saber João Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Ação Climática.

    Enquanto não sabemos as medidas que compõem o manual, a Câmara Municipal de Espinho revelou hoje que preparou um plano de utilização balnear, que contempla uma série de medidas destinadas a garantir o distanciamento social imposto e com isso minimizar o risco de propagação do novo coronavírus.

    "Tudo será articulado com os concessionários, com a Autoridade Marítima Naciomal e com o Instituto de Socorros a Náufragos, para que a permanência na praia possa ser o mais segura possível dentro das restrições a que estamos obrigados este ano", disse à agência noticiosa Lusa o presidente da autarquia, Joaquim Pinto Moreira.

    Um plano que vai desde a utilização de gradeamento nas praias do município até ao uso de uma bandeira que indique aos banhistas que os areais já atingiram a sua capacidade máxima.

    No que se refere à compartimentação das diferentes concessões, recorrendo a gradeamento, o objetivo é facilitar o controlo de entradas e saídas nos areais, aumentar a perceção de eventuais aglomerações em cada secção e melhorar a definição das áreas de responsabilidade dos vários concessionários, ajudando aos respetivos procedimentos de segurança e higiene.

    Para reforço dessa vigilância, a Câmara de Espinho também se propõe recorrer a vigias transportados por motos 4x4 ou veículos similares, uma rede de rádio própria para as equipas de trabalho balnear e um drone (pequeno veículo aéreo não tripulado, acionado por controlo remoto e afeto sobretudo à recolha de imagens) a manobrar por dois pilotos, mediante uma escala de serviço diária.

    "Equipado com os acessórios adequados, um drone devidamente licenciado é uma opção de vigilância com baixo custo de investimento e operacionalidade, permitindo obter rapidamente um grande retrato de toda a frente de praia, várias vezes ao dia, com meros intervalos para carregamento de bateria", defende Pinto Moreira.

    O autarca social-democrata realça que esse equipamento de videovigilância aérea permitirá ainda "comunicar com os cidadãos em terra através de um altifalante incorporado, emitindo mensagens de prevenção destinadas, por exemplo, a dissuadir aglomerações, a alertar para riscos e a apoiar a tomada de decisões de socorro e o envio de meios necessários".

    Outra vantagem do drone é a sua capacidade para "transmitir imagens em direto às salas de operações e de comunicações de diferentes entidades, onde quer que essas estejam localizadas".

    A autarquia está ainda a avaliar a possibilidade de instalar na sua frente marítima "um sistema de videovigilância equipado com software que permita avaliar em contínuo o número de pessoas na praia e o cumprimento do seu afastamento social, o que evita a dependência exclusiva da análise humana, sempre mais sujeita a erros de avaliação".

    Seja com recurso as mecanismos informáticos ou à observação pessoal, Pinto Moreira também pretende ver criada "uma bandeira específica a hastear sempre que a praia atinja o limite da sua capacidade" - o que facilitará, por sua vez, o recurso a um eventual "dispositivo de alerta para evacuação da área em caso de incumprimento das regras de segurança".

    Quanto aos nadadores-salvadores, o presidente da Câmara de Espinho antecipa dificuldades na sua contratação e quer, por isso, mais flexibilidade na distribuição da equipa de assistência a banhistas, que provavelmente deixará de contar com 22 técnicos para toda a orla costeira do município e ficará limitada a 17.

    "Deve colocar-se apenas um nadador-salvador nas concessões contíguas e manter-se dois nas praias isoladas, dado que muitos concessionários não terão capacidade financeira para suportar o dispositivo habitual e se prevê dificuldade em contratar novos técnicos, não só devido ao prolongamento do calendário escolar, mas também ao facto de este ano não se terem realizado quaisquer cursos para formação desses elementos, como é habitual e necessário", explica o presidente da Câmara.

    Para compensar a diminuição de recursos humanos afetos ao salvamento aquático, a autarquia irá, contudo, alargar o horário de serviço dos nadadores-salvadores, cuja permanência nas praias deixará de verificar-se apenas entre as 10h00 e as 18h00, para se verificar entre as 09h00 e as 19h00.

     

     

     

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