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  • Provas paradas? Surfistas sem patrocínio são os que mais sofrem
    26 abril 2020
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  • A pandemia do novo Coronavírus veio prejudicar gravemente vários setores da sociedade e, sobretudo, a forma como vivemos. Com os eventos desportivos parados em todo o Mundo, o surf não foi exceção e, devido a todas as singularidades que tem, muitos dos surfistas acabam por ser gravemente prejudicados em termos financeiros por esta paragem. Mas os surfistas sem patrocínio são, sem qualquer dúvida, aqueles que mais sofrem.

    Se nos desportos coletivos – e até em alguns individuais - muitos dos atletas estão salvaguardados pelos contratos que têm com as equipas que representam, mesmo que tenham vindo a sofrer alguns cortes, a verdade é que essa realidade de clube não existe da mesma forma no surf. Ainda que existam os patrocinadores, sobretudo, as grandes marcas de surf, a fazer um pouco esse papel.

    O facto de muitas das marcas de surf já terem anunciado cortes nos salários e nas equipas, faz com esse “salário” proveniente dos patrocínios de vários surfistas esteja a ser colocado em causa. Só que depois há aqueles – que são muitos - que nem patrocínio têm e que mesmo assim mantém uma carreira profissional. Como? Através dos prize-moneys. Prize-moneys esses que deixaram de existir e que ninguém sabe prever quando irão regressar.

    É por esta altura que mais exposta fica essa delicada situação dos surfistas sem um patrocínio principal. É através das provas que eles se autofinanciam e conseguem ganhar a vida. Os prémios monetários de uma etapa muitas vezes servem para conseguir ir à prova seguinte, e à seguinte, e à seguinte… até que um dia o esforço deixa de compensar e todo o sonho vai por água abaixo. Infelizmente, nos últimos anos são cada vez mais os surfistas nessa situação.

    Há vários exemplos destes, tanto a nível nacional como internacional. Por exemplo, a campeã nacional feminina de surf, a algarvia Yolanda Hopkins, já admitiu várias vezes publicamente que a premiação das etapas da Liga MEO Surf permite-lhe competir a nível internacional no WQS, caso contrário não teria budget para as viagens exigentes de um circuito que se estende ao longo do ano pelos cinco continentes. Outros há que precisam desse dinheiro até para colocar comida na mesa, uma vez que essa é a única real fonte de rendimento.

    Pode-se questionar o facto de alguém manter uma carreira profissional ou o sonho de a ter sem ter uma base de apoio fixa. Mas a verdade é que há quem o faça de forma exímia. Um dos rostos de maior sucesso através dos prize-moneys é a francesa Johanne Defay, talvez a melhor surfista europeia da história e uma das mais experientes no circuito mundial feminino, onde é presença assíduo nos pódios.

    Foi em jovem que Defay enfrentou a dura realidade do surf feminino, saindo da equipa da Roxy, depois de lhe dizerem indiretamente que não tinha imagem para aquilo que era pretendido. Mas tinha surf e nunca desistiu. Apesar de hoje em dia ter um patrocínio de uma marca de surf secundária e até um apoio da marca portuguesa Deeply, a verdade é que a surfista natural da Ilha Reunião chegou no passado a estar exclusivamente dependente dos resultados que fazia.

    Essa gestão sempre correu bem e são esses resultados que lhe permitem estar na elite mundial há sete anos. Com três vitórias em etapas do WWT, alguns segundos lugares e terceiros, Defay conseguiu já ser top 5 mundial em 2016 e 2018. Em quase todas as temporadas amealhou mais de 150 mil dólares em prémio. Falamos de cerca de 140 mil euros, verba que chega para lhe cobrar as despesas das viagens, mas também para as do dia a dia.

    No ano passado Johanne terminou a temporada no 8.º posto do ranking e, devido à igualdade de prize-money em relação aos homens promovida pela WSL, arrecadou 213 mil dólares só no WWT. Se é verdade que com a paragem das provas desaparecem as despesas de viagens, também não deixa de ser verdade que se vai à vida a principal fonte de rendimento de uma surfista, como tantas outras e outros, que está dependente dos resultados que faz.

    Este é apenas um exemplo num enorme oceano de surfistas sem um chão que os ampare. E um exemplo raro de sucesso ao longo dos últimos anos. Resta perceber quanto mais tempo estes surfistas vão estar privados de lutar por prize-moneys ou se esta temporada ainda terão oportunidade de fazê-lo… Porque é bem possível que quando tudo retomar, eles já não tenham o budget necessário para assegurar a viagem atrás do seu ganha-pão.

     

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