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  • Coronavírus lança o caos na indústria de surf
    01 abril 2020
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  • Rip Curl, Volcom, O'Neill e Quiksilver já começam a sentir os efeitos do lockdown mundial.
  • A vida das principais marcas de surfwear não tem sido fácil durante os últimos anos, desde os tempos da grande crise. E a atual situação do Mundo, com a pandemia do coronavírus a não deixar ninguém incólume, poderá piorar ainda mais a situação na indústria do surf. Isto numa altura em que grande parte das marcas já anunciaram cortes salariais.

    Adquirida em meados de 2019 pela neozelandesa Kathmandu, a Rip Curl é uma das que entrará no regime de cortes e nem os principais surfistas da marca deverão escapar à razia. Segundo o site especializado “Shopeatsurf”, a empresa já anunciou algumas medidas para combater a crise, sendo o corte de ordenados uma delas.

    Esta decisão surge numa altura em que as vendas da Rip Curl e das restantes marcas do grupo estão reduzidas ao online. Algo que está a funcionar apenas na Europa e Austrália, uma vez que locais como a Nova Zelândia, de onde o grande grupo é originário, fechou inclusivamente o comércio online.

    Outras marcas como a Volcom e a O’Neill também estão a sofrer as consequências deste “lockdown” mundial, sendo inevitável os cortes salariais durante os próximos meses. Segundo o mesmo site, a Volcom, por exemplo, colocou 75 por cento do staff nos Estados Unidos de licença e quase todo o staff na Europa.

    Quem também sofre diretamente com isto são os surfistas, pois os teams deverão sofrer reduções drásticas e renovações contratuais deverão começar a ser bem raro nos próximos tempos. Curiosamente, a Rip Curl tinha anunciado em fevereiro a renovação de grande parte do seu tem, sendo curioso perceber o que acontecer agora ao valor dessas renovações.

    Quem também está a sofrer com esta situação é a Quiksilver. Só que esta marca poderá sair beneficiada em relação às demais, uma vez que está baseada em França, onde os apoios estatais são bem altos. Grande parte do staff da marca irá sofrer um corte de 20 por cento no salário, sendo que os 80 por cento restantes são suportados pelos apoios estatais. Algo que poderá ajudar a Quiksilver a respirar melhor que a concorrência.

    Apesar de o futuro ser uma incógnita e prever como estará o mundo daqui a uns dias ser um exercício de mera previsão, a verdade é que dá para perceber que os próximos tempos serão muito difíceis e determinantes para a indústria do surf.

     

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