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  • Ainda há quem continue a surfar, apesar do surf estar interdito
    09 abril 2020
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  • Na Praia do Guincho a Polícia Marítima de Cascais já foi forçada a intervir, ainda que não tenha aplicado multas a quem estava dentro de água.
  • Por estes dias vivemos em Portugal debaixo da égide do estado de emergência, por força da pandemia do novo coronavírus.

    Uma situação que muitos de nós ainda não tinha vivenciado e que restringe a nossa circulação na via pública e consequente prática de várias atividades.

    O surfing não é excepção, pelo que nesta altura um pouco por todo o país o acesso às praias está altamente condicionado e a prática de surf interdita. Apesar de estar instaurado o dever geral de recolhimento obrigatório, há sempre quem fure o dispositivo montado e continue a fazer a sua vida como se nada fosse. Mesmo que tal atrevimento constitua, por estes dias, um crime de desobediência civil.

    Como tal, nos últimos dias temos constatado, através de mensagens enviadas por utilizadores do MEO Beachcam, que algumas praias têm tido um número elevado de surfistas dentro de água. Tal situação ocorreu, por exemplo, ontem e hoje na Praia do Guincho, em Cascais.

    Na passada quarta-feira, dia 8 de abril, a situação atingiu um nível crítico. Estavam entre 20 a 30 surfistas dentro de água, o que obrigou à intervenção da Autoridade Marítima Nacional, conforme fez saber o site 'Tribuna Expresso' em artigo publicado.

    Aí é revelado que a Polícia Marítima de Cascais deslocou-se até ao Guincho, onde aproximou-se da "linha de água" e com recurso ao sistema sonoro alertou os surfistas para o "dever geral de recolhimento", mas sem aplicar multas. A Autoridade Marítima Nacional garantiu que quem estava dentro de água cumpriu "sem exceções".

    "Temos estado a privilegiar as ações de sensibilização, aconselhando os surfistas a sair da água e a recolher a casa. De qualquer maneira, haverá pronta autuação em caso de desobediência, situação que até à presente data nunca aconteceu", explicou a Autoridade Marítima Nacional ao 'Tribuna Expresso'.

    A mesma entidade garante que está a efetuar um "esforço adicional de fiscalização nas praias dos concelhos de Cascais, Mafra, Sintra e Torres Vedras".

    No entanto, enganem-se aqueles que pensam que tal situação só acontece no distrito de Lisboa, uma vez que em outros destinos, como por exemplo no Algarve, têm surgido casos de surfistas dentro de água e consequente desrespeito pelas regras do estado de emergência.

     

     

     

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    Redação
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