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  • A quarentena de Teresa Almeida: sem bodyboard, mas atarefada (Entrevista)
    26 abril 2020
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  • Fotografia
    APB Tour/Zulla Nazaré Surf Village
  • Fonte
    Alexandre Melo
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  • Neste momento de profundas alterações, tentámos perceber a adaptação da campeã do mundo de bodyboard ISA em 2014 a uma nova realidade.
  • Natural do Vimeiro, mas com uma forte ligação à Nazaré, Teresa Almeida é um dos nomes incontornáveis quando falamos das atletas de elite do bodyboard nacional feminino.

    No entanto, para além da carreira desportiva, a atleta de 27 anos tem ainda uma vida empresarial através do Zulla Nazaré Surf Village, espaço que abriu portas em 2017 e como sugere o nome está localizado na Nazaré. 

    Este projeto colocado de pé, em conjunto com a também bodyboarder Ana Adão, foi a primeira surf village a abrir na Nazaré e engloba um serviço de alojamento (inclui terrace bar), que é complementado com uma escola de surf e um sub truck bar, que está aberto ao público desde o verão passado.

    Curiosamente no momento em que rebentou a pandemia do novo coronavírus no país, em março último, o Zulla Nazaré Surf Village encontrava-se encerrado para férias já desde o Carnaval. Situação que se iria prolongar no mês de março.

    Ainda antes da chegada do estado de emergência, Teresa e Ana decidiram fechar, por razões de segurança, o sub truck bar e ficaram proibidos os treinos no mar.

    É neste cruzamento entre mudanças profundas na componente desportiva e na vida empresarial, que tentámos perceber a adaptação da campeã do mundo de bodyboard ISA em 2014 a esta nova realidade. Pararam os treinos de bodyboard para Teresa Almeida, mas devido à sua atitude empreendedora, em conjunto com Ana Adão, a marca Zulla continua a funcionar nesta quarentena. 

    MEO Beachcam (BC) - A última vez que estiveste no mar a treinar já foi há muito. Como é que tens conseguido lidar com esta ausência tão longa?

    Teresa Almeida (TA) - Confesso que este período não tem sido fácil. Porém, tenho aproveitado para fazer outras coisas. Coisas para as quais normalmente não tenho tempo, devido ao stress natural do dia-a-dia. Seja em casa ou em aspectos relacionados com o meu negócio.

    BC - Tens complementado essa impossibilidade de treinar no mar com um maior foco no treino físico?

    TA - Antes de termos começado com este serviço de entrega de refeições ao domicílio e como estava em casa todos os dias, acabava por treinar todos os dias. Agora, como estou mais atarefada, tenho treinado dia sim, dia não. Sinto-me mais cansada e para além disso também não sinto necessidade de treinar todos os dias.

    BC - Fala-nos um pouco desse serviço de entrega ao domicílio. Está ter um bom feedback por parte dos clientes?

    TA - Temos conseguido trabalhar, apesar não ter comparação com o que acontece quando estamos abertos. Aí temos localização, com o nosso sub truck bar, naquela que provavelmente é a rua mais movimentada da Nazaré: a Estrada do Farol. Como não há turistas, temos feito as coisas mais para pessoas que conhecemos e que já são nossos clientes habituais. Sempre dá para aquecer os motores para o verão, manter uma certa ocupação e fundamentalmente ajuda a pagar algumas contas no final do mês.

    BC - O período de estado de emergência já vai longo. Qual tem sido o impacto da atual realidade no teu negócio?

    TA - Tivemos a sorte desta pandemia ter surgido apenas no final da temporada de ondas grandes. Desta forma, ainda conseguimos aproveitar até ao período do Carnaval. O mês de março seria a época baixa para nós e como tal iríamos estar fechados para férias. No entanto, o período da Páscoa já acabou por ser afectado. Tínhamos reservas grandes de grupos franceses e espanhóis que foram canceladas. O mesmo já aconteceu com o mês de maio, onde todas as reservas foram canceladas. 

    Para já, mantivemos as reservas referentes ao verão, apesar de não terem caído novas reservas. As pessoas estão naquele impasse em que não sabem o que vai acontecer. Como tal, não reservam, nem desmarcam. Acredito que no verão vamos trabalhar, ao contrário do que sucede agora, mas vai ser um bocado diferente daquilo a que todos estamos habituados. Se trabalharmos a 50%, acho que já vai ser bom.

    BC - Quantas pessoas no total estão a trabalhar no Zulla Surf Village? 

    TA - Somos duas sócias, eu e a Ana, e durante o ano inteiro temos cinco trabalhadores fixos. Depois no verão é que normalmente reforçamos a equipa. Neste momento só eu e a Ana é que estamos a trabalhar. Preparamos as refeições e fazemos as respetivas entregas ao domícilio. Os restantes trabalhadores tivemos de colocar em regime de lay-off. 

    BC - Em termos de atividade comercial, quanto tempo é que pensas que irá demorar até que fique normalizado?

    TA - Tudo irá depender do como for o verão. Se trabalharmos no verão, nem que seja 50% como já disse anteriormente, acho que conseguimos recuperar no próximo ano. Se não trabalharmos no verão, irá faltar aquele 'boom' para segurar o ano. Nesse cenário demoraremos mais tempo até as coisas ficarem normalizadas. Talvez venhamos a precisar de um ou dois anos.

    BC - Consideras que quando tudo voltar a uma aparente normalidade irá pairar um certo sentimento de desconfiança das pessoas em frequentar determinados espaços?

    TA - Entendo que as pessoas podem frequentar um pouco menos zonas como o Algarve, bem como outros sítios mais requisitados. Ao invés, podem optar por procurar zonas mais livres e espaçosas. Em termos de comércio, penso que irá afetar todos os espaços em que as pessoas não consigam estar ao ar livre e manter o devido distanciamento social. As pessoas demoraram a ter o clique para se afastarem umas das outras e agora acho que ainda vai demorar mais até que exista uma nova aproximação entre as pessoas. Vai ser difícil construir novamente toda aquela proximidade que tínhamos antes de tudo isto acontecer.

     

     

     

     

     

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