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  • Francisco Rodrigues: 'O mar e as ondas não acabam. Podem esperar!' (Entrevista)
    23 março 2020
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  • Fotografia
    ANS/Jorge Matreno/Pedro Mestre
  • Fonte
    Alexandre Melo
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  • O presidente da Associação Nacional de Surfistas explica como é que toda a situação provocada pelo Covid-19 está a ser gerida pela entidade organizadora da Liga MEO Surf.
  • A pandemia do novo coronavírus teve o efeito de virar o mundo de pernas para o ar. Todas as nossas rotinas diárias foram alteradas face a um altamente contagioso vírus, que veio da distante China.

    Em Portugal, assistimos à paralisação de um país desde a chegada do Covid-19 e o surf, claro está, não é excepção. Diversos eventos foram adiados entre os quais o arranque da temporada de 2020 da Liga MEO Surf, que estava agendado para o próximo fim de semana em Ribeira d'Ilhas, na Ericeira.

    Um momento sempre difícil para todos aqueles que estão ligados à modalidade e em especial para a Associação Nacional de Surfistas (ANS), entidade que de há muitos anos a esta parte tem a responsabilidade de organizar o melhor campeonato nacional de surf da Europa e aquele que define os títulos máximos da modalidade em termos nacionais.

    Mediante este quadro de dificuldade e incerteza quanto ao futuro, o MEO Beachcam esteve um pouco à conversa com o presidente da ANS, Francisco Simões Rodrigues.

    'Xiquilim', como é conhecido no mundo do surf, explicou como é que toda esta fase está a ser vivida e gerida pela ANS. Ao mesmo tempo, Francisco Rodrigues procura sensibilizar a comunidade surfista face à atual situação e que tanta controvérsia tem gerado. "O mar e as ondas não vão acabar. Podem esperar!"

    MEO Beachcam (BC) - Desde que estás à frente da Associação Nacional de Surfistas este é o momento mais difícil? Como tem sido feita a gestão diária da situação?

    Francisco Simões Rodrigues (FSR) - Antes de mais, espero que toda a equipa do MEO Beachcam e respetivas famílias estejam bem, assim como desejo o mesmo ao leitor. Acho que é difícil de definir se esta é a situação mais difícil para a Associação Nacional de Surfistas. No fundo, este momento é com toda a certeza um dos mais extraordinários para todos nós pela circunstância nova de condição de vida que ela acarreta.

    A actividade geral da ANS está naturalmente suspensa, sendo que temos apenas procurado contactar as entidades relevantes no sentido de informar a comunidade surfista das restrições que têm vindo a ser impostas para a prática da modalidade. Mais do que procurar interpretá-las, é momento de ter bom senso e esperar por dias mais indicados para ir ao surf.

    BC - Com grande parte das competições de outras modalidades a apontarem o seu regresso para o mês de maio, existem elevadas probabilidades da etapa do Porto também ser adiada?

    FSR - No plano doméstico, penso que a informação ainda é muito difusa e pouco concreta para se tomar decisões. No caso do Allianz Ericeira Pro, 1ª etapa antes agendada para o arranque da Liga MEO Surf, trabalhámos de perto com o Município de Mafra e todos os patrocinadores, no sentido de, atempadamente, adiar o evento para 2 a 4 de outubro, também com o acordo do Município de Cascais em abrir uma nova data para o Bom Petisco Cascais Pro, designadamente de 5 a 7 de novembro.

    Naturalmente que a Federação Portuguesa de Surf é também aqui uma parte essencial neste processo, enquanto entidade máxima e responsável por gerir a globalidade do calendário competitivo do surf em Portugal.

    Em relação ao Renault Porto Pro, a próxima etapa da Liga MEO Surf 2020 agendada para o final de abril, estamos a acompanhar de perto a evolução das circunstâncias da pandemia do Covid-19 em Portugal e, se for caso disso, mais uma vez em coordenação com todas as partes visadas, onde se inclui, neste caso, os Municípios do Porto e Matosinhos, trataremos de fazer a avaliação em momento próprio.

    BC - Que impacto esse hipotético adiamento teria no calendário? Pode estar em cima da mesa a possibilidade de um formato de Liga MEO Surf 2020 mais reduzido?

    FSR - Ao momento presente, tal como já referi, há pendências que não permitem avaliar já cenários ou outras possibilidades. A Liga MEO Surf 2020 mantém-se totalmente programada com 5 etapas entre Porto/Matosinhos, Figueira da Foz, Algarve/Aljezur, Ericeira e Cascais.

    BC - Como é que está a ser gerida toda esta situação junto dos patrocinadores da Liga? 

    FSR - A gestão da Liga MEO Surf, neste momento de crise ou em ambiente normalizado, é sempre gerido numa lógica de equipa com o MEO, Allianz, Renault, Bom Petisco, Somersby, Banco Santander, Rip Curl, e os parceiros de sustentabilidade Fundação Altice e Jerónimo Martins, para além dos Muncípios já referenciados e a Região de Turismo do Algarve.

    Todos eles são sempre parceiros de convergência na solução para os desafios que vamos encontrando. Estamos todos empenhados em proporcionar o melhor para o surf em Portugal.

    BC - É possível calcular que tipo de prejuízos são originados pelo momento que estamos a viver?

    FSR - Ao momento, ainda não podemos prever. Uma coisa é certa. Os melhores surfistas portugueses viram adiada a sua fonte de receita por via das premiações monetárias, além de que terão de ser bastante disciplinados para se manterem em forma para as competições que, espero, possam arrancar o mais rapidamente possível.

    Por seu turno, temos a lamentar e já manifestámos a nossa solidariedade para acontecimentos que todos nós não queremos que aconteçam, dentro ou fora do nosso universo de actuação. Foi o caso do recente falecimento do presidente do conselho de administração do Santander Portugal, António Vieira Monteiro. Também aos que estão eventualmente a passar pela infecção, desejamos rápidas melhoras.

    BC - Nestes dias como tem sido a colaboração entre a Associação Nacional de Surfistas e a Federação Portuguesa de Surf?

    FSR - Tem sido excelente ao mesmo tempo que existe total coordenação nos assuntos que temos para tratar entre ambas as entidades. Estamos bastante empenhados em gerir os assuntos da forma mais rápida e melhor possível, apoiando-nos mutuamente sempre que necessário.

    BC - Durante este período, caso os surfistas procurem a ANS, que tipo de apoio poderá esta prestar aos mesmos?

    FSR - Estamos disponíveis para tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar.

    BC - Face à situação vivida, que apelo queres deixar à comunidade do surf em Portugal?

    FSR - Nós já fizemos os nossos apelos nos canais de social media, mas nunca é demais relembrar. Todos temos situações à nossa volta de pessoas sob suspeita ou infectadas. Mais do que pensar nas consequências, o objectivo agora é contribuir para o abrandamento da propagação do Covid-19 e ajudar a que rapidamente possamos todos voltar às nossas vidas normais.

    Existem as medidas do Governo, as interpretações que pudemos obter junto das Autoridades Marítimas e Delegados de Saúde, e depois há a forma individual de actuar de cada um de nós. É sobejamente conhecido que a única "cura" para o momento presente é ficarmos em casa.

    E é com muita pena que vejo situações como a da passada semana onde um grupo de turistas fazia uma festa nas redes sociais por terem feito surf sozinhos num dos picos mais concorridos em Portugal.

    Para além do facto de que nem sequer deviam estar em ambiente de férias, nesta altura, a sua irresponsabilidade vai a este ponto realmente vergonhoso de desrespeito por Portugal e perante todos nós. Ao mesmo tempo quase a totalidade dos surfistas portugueses estão fechados em casa e empenhados em passar esta fase rapidamente.

    Ao contrário de alguma incidência de saúde em qualquer cidadão, o surf e as ondas não acabam e podem esperar. Em suma, o nosso apelo é #FiquemEmCasa #StaySafe.

     

     

     

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