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  • Alex Botelho concede primeira entrevista após acidente na Nazaré
    30 março 2020
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  • Depois do acidente, as primeiras memórias de Alex Botelho restringem-se à praia e à altura em que já tinha sido reanimado pelas equipas médicas.
  • Foi em meados de Fevereiro que Alex Botelho sofreu um dos maiores sustos da carreira, após um acidente durante o Nazaré Tow Surfing Challenge que o deixou inconsciente e em estado delicado. Após 15 dias a recuperar no hospital, o big rider algarvio conseguiu superar as adversidades e regressou a casa, concedendo agora, mais de um mês depois a primeira entrevista sobre o sucedido naquela tarde na Praia do Norte.

    “Lembro-me de estar no sled a ser rebocado e vir uma onda se sul, o que fez com que a única escapatória fosse ir para Norte. De repente vejo que também vem uma onda desse lado e pensei logo que ia ser uma situação dura. Assim que atingimos a zona de impacto a onda projetou-nos no ar. Quanto aterrei senti um forte impacto na parte da frente dos pulmões e na cabeça. Senti que ia perder a consciência após o impacto. Ao cair bati no sled, batendo com muita força na zona do peito, mais do que na cabeça. Esse impacto deve ter-me perfurado ou magoado os pulmões e penso que foi isso que me deixou inconsciente”, começa por relembrar Alex.

    Depois do acidente, as primeiras memórias de Alex Botelho restringem-se à praia e à altura em que já tinha sido reanimado pelas equipas médicas, após largos minutos de muita tensão. “Após o impacto lembro-me de estar na praia e começar a ouvir vozes. Depois, quando consegui abrir os olhos já estava na ambulância. As primeiras pessoas que vi foi a minha namorada e o Hugo Vau à porta. Lembro-me de ter pensado: ‘Ok, estou vivo’”, revela.  

    “A primeira coisa que fizeram no hospital após me terem colocado estável foi perceberem se havia danos cerebrais, uma vez que estive muito tempo sem receber oxigénio. O relatório oficial do acidente diz que estive 10 minutos sem receber oxigénio, seis dentro de água e mais quatro já na praia até começar a respirar novamente. Apesar e ter sido muito tempo, os relatórios estavam bons e não mostravam qualquer dano cerebral. Os médicos dizem que após três ou quatro minutos sem receber oxigénio ficamos na zona de risco de ter danos cerebrais. Existem vários fatores que me ajudaram de ter ficado com lesões irreversíveis, mas, definitivamente, que tenho um anjo da guarda e muita sorte”, atira.

    No entanto, após as primeiras horas no hospital o estado de saúde de Alex Botelho complicou-se. Uma situação que preocupou durante vários dias a família, amigos e comunidade surfista. Foi preciso a ajuda de um ventilador para recuperar o estado de saúde do surfista português, que conta como tudo se processou. “Perfurei um pulmão e os pulmões estavam cheios de água. Também contrai uma bactéria da água. E os músculos na zona de impacto sofreram um grande aperto e contraíram, por isso também ficaram com sequelas. Após a primeira noite no hospital fiquei novamente sem capacidade para respirar. Ligaram-me a um ventilador com respiração artificial e puseram-me em coma induzido, de forma a drenarem a água dos pulmões e também desbloquearem algumas vias respiratórias. Felizmente, voltei a estabilizar e após algumas semanas pude regressar a casa”, regozija-se.

    Apesar de já estar em casa, Alex necessita agora de recuperar aos poucos a capacidade pulmonar, que foi naturalmente afetada pelo acidente. “Ainda não consigo respirar a 100 por cento da capacidade os meus pulmões. Preciso que eles recuperem e depois tenho de iniciar exercícios para recuperar a capacidade total dos pulmões. Isso pode durar entre um a três meses. Necessito de monitorizar como o pulmão está a recupera e só depois de atingir certo ponto posso iniciar os exercícios de cardio para tentar expandir a sua capacidade”, relata Botelho.

    Embora tenho sofrido um grande susto, Alex garante que o evento estava a correr bem para ele e para o parceiro Hugo Vau e que talvez esta situação não tivesse acontecido se fosse apenas uma sessão de freesurf. “Senti-me muito bem ao longo do dia e todos estavam em sintonia. Todos se estavam a respeitar. Apanhei algumas ondas boas, nenhuma bomba do dia, mas estava feliz com a minha prestação. Estava mesmo muito feliz até acontecer aquilo. Talvez se fosse freesurf não teria avançado para aquela última onda, mas quando estamos a competir tentamos sempre fazer um pouco mais. Também não poderia adivinhar o que iria acontecer com a onda que veio atrás. Na Nazaré tentamos sempre calcular os riscos, mas por vezes é impossível”, garante.

    Por fim, Alex deixou uma mensagem de agradecimento a todos os que o apoiaram neste momento delicada e a todos os que lhe deixaram mensagens de força para a recuperação. “Queria agradecer a todos os que me desejaram as melhoras, porque isso tocou-me imenso e deu-me muita força para superar os momentos mais difíceis nos últimos meses”, frisa Alex, antes de abordar os planos futuros: “Tenho tempo para pensar a nada mudou em relação às minhas prioridades. Quero voltar a surfar ondas grandes na Nazaré e à volta do Mundo. Está nas minhas mãos a forma como posso puxar por mim para regressar à água o mais rapidamente possível. Por agora, só penso em focar-me na recuperação”.

     

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