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  • Kai Lenny: 'Ficarei eufórico se combinar um tubo com aéreos na Nazaré'
    04 fevereiro 2020
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  • O waterman havaiano esteve recentemente de passagem por Portugal, país pelo qual nutre um carinho muito especial. O regresso está prometido!
  • O já de si muito requisitado Canhão da Nazaré recebeu neste início de 2020 uma visita muita especial e que deu um outro colorido a esta catedral do surf de ondas grandes. 

    A figura responsável por tudo isto foi o havaiano Kai Lenny, aquele que é considerado por muitos como o novo Laird Hamilton. 

    A presença de Lenny não passou despercebida aos olhares, mesmo aqueles menos atentos. E este, como é seu timbre, também não fez por menos. Durante as suas incursões pelo mar da Praia do Norte, o conhecido waterman mostrou que anda de mãos dadas com a palavra inovação. 

    Kai Lenny soltou o seu surf progressivo e brindou os presentes com alguns aéreos na temida onda nazarena. Manobras espetaculares e que mais uma vez mostram que o atleta de 27 anos não tem limites técnicos na hora de abordar o mar, seja em que variante. 

    Aproveitando a presença do big rider havaiano entre nós, o que voltará a suceder aquando da realização do novíssimo Nazaré Tow Surfing Challenge, o MEO Beachcam esteve à conversa com Kai Lenny, que não escondeu que metas procura alcançar no Canhão. 

    Beachcam (BC) - Em primeiro lugar, qual a tua ligação à onda da Nazaré?

    Kai Lenny (KL) - Adoro a Nazaré, pois é aqui que está uma das maiores ondas do planeta Terra. Sem dúvida, um grande desafio. É uma onda que testa as tuas capacidades, mas é muito divertida de surfar. 

    BC - E quanto a Portugal? Visitas regularmente o nosso país?

    KL - Este é um dos países que mais gosto de visitar no mundo. Quantas mais vezes venho a Portugal, mais tempo quero passar neste país. Adoro tudo, desde o clima à comida. Para além disso gosto não só de surfar a onda da Nazaré, mas também as ondas da Ericeira e Peniche. Desfruto muito das minhas estadias em Portugal. Gosto de sair e de me sentir envolvido em todo o ambiente que me rodeia, tal como sucede na Nazaré. Que mais se pode pedir?

    BC - Como analisas a onda da Nazaré em comparação com outras ondas grandes que já tiveste a oportunidade de surfar?

    KL - O que torna o Canhão da Nazaré tão especial é o facto de possuir o maior beach break do mundo. Ao contrário de outras ondas, que quebram sempre no mesmo local, esta está sempre em movimento. Nunca surfei uma onda como a da Nazaré. Este é um local que não tem comparação com outros sítios. Em dias perfeitos é uma onda maior do que qualquer outra que existe.

    BC - Pegando no que disseste anteriormente, consideras que a onda da Nazaré é a mais desafiante de todas?

    KL - A Nazaré é sem dúvida muito desafiante, mas cada onda grande coloca desafios diferentes. Por este mundo temos algumas ondas muito agitadas e outras mais suaves. Aqui surfamos tão depressa e os wipeouts são tão violentos e alucinantes. É mesmo desafiante! 

    BC - Está sempre em constante procura da inovação nas tuas manobras. Tens algum objetivo em concreto para a Nazaré? 

    KL - O meu principal objetivo, na onda da Nazaré, passa por fazer um tubo. Alguns big riders, como o Lucas Chianca, conhecem tão bem a onda, que conseguem fazer esse tipo de manobra. Se um dia conseguisse combinar um tubo com algumas manobras de aéreos ficaria eufórico!

    BC - Na abordagem às ondas grandes todo o cuidado é pouco em termos de segurança. Neste caso em concreto tens alguma atenção especial?

    KL - Na Nazaré, mesmo para quem faça remada, é sempre necessário ter um jet ski para efetuar o resgate. O mais incrível é que facilmente perdemos uma moto de água. Por isso é necessária ter outra moto como 'backup'. Penso também que é fundamental o surfista estar rodeado das pessoas certas. Falo de figuras como o Carlos Burle e o Hugo Vau, sendo que este último ajudou-me bastante nestas sessões.

    BC - Qual é a sensação de estar dentro de água com o Hugo Vau?

    KL - O Hugo é uma lenda, pois conhece a onda como ninguém. É muito boa pessoa e está sempre cheio de energia. Em conjunto, nestas sessões, apanhámos algumas ondas muito boas, mas também alguns wipeouts alucinantes. É uma honra ter a oportunidade de partilhar surfadas épicas com pessoas como o Hugo e o Carlos.

    BC - A experiência destes elementos também desempenha um papel crucial...

    KL - Sem dúvida. A experiência é crucial na abordagem a todas as ondas grandes. Na Nazaré esse aspecto é ainda mais importante, pelo que é crucial estar junto de alguém que conhece a onda como a palma da sua mão e sabe exatamente onde colocar o surfista. No Canhão basta um pequeno erro e este poderá ter como consequência o pior wipeout da nossa vida.

    BC - Já és considerado por muitos como o novo Laird Hamilton, pois dominas várias disciplinas dentro de água. De todos os tipos de pranchas que dominas qual é a tua preferida?

    KL - No final do dia, tenho grandes sensações com todas as disciplinas que pratico dentro de água. É difícil estabelecer comparações entre aquilo que faço. Hoje em dia o que mais gosto de fazer é o tow-in. No futuro, logo se verá!

     

     

     

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    Redação
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