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  • Pedro Boonman vai retomar carreira de freesurfer em 2020 - Entrevista
    05 dezembro 2019
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    Pedro Boonman/Capítulo Perfeito
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    Redação
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  • Apesar de ainda ser um mistério, este patrocínio vai permitir ao jovem local de Carcavelos continuar a produzir conteúdos de alto nível.
  • Pedro Boonman é um dos mais atirados e versáteis surfistas da nossa costa. O jovem surfista da Linha é dos maiores destaques das ondas portuguesas, quer seja a entubar ou a dar aéreos absurdos. Depois de perder o patrocínio, Boonman viu-se obrigado a encontrar um trabalho fora de água, deixando de passar tanto tempo no mar quanto aquele que gostava.   

    Mas 2020 vai ser um ano de mudança para Boonman, que já terá encontrado um novo apoio para retomar a carreira de freesurfer. Apesar de ainda ser um mistério, este patrocínio vai permitir ao jovem local de Carcavelos continuar a produzir conteúdos de alto nível e de entrar na disputa das melhores ondulações, ele que foi um dos eleitos para competir no Capítulo Perfeito.

    Beachcam - Como surgiu esta possibilidade de regressares ao free surf em 2020?

    Pedro Boonman - Há dois anos, depois de ter perdido o patrocínio da Fox, fui obrigado a trabalhar. No entanto, num esforço que foi desenvolvido por mim e a minha 'manager', Carmo Raposo, conseguimos arranjar patrocinadores. Desta forma, em 2020, estarei de regresso ao mundo do free surf.

    B - Podes revelar que patrocínios são esses?

    PB - Ainda não posso divulgar nada. Só em 2020.

    B - Agora estás de regresso à ação, mas já passaram dois anos desde que foste obrigado a mudar de vida. Sentis-te, em algum momento, que nunca mais irias fazer aquilo que gostas?

    PB - Quando comecei a trabalhar foi um pouco complicado, nomeadamente naquela altura em que  começam a chegar as primeiras grandes ondulações. Estava fechado oito horas por dia num escritório, mais a hora de almoço que não dava para grandes aventuras, pelo que via passar grandes 'swells' e ficava com aquele amargo de boca. Digamos, que vi o meu futuro no surf por um canudo.

    B - Mas nunca desististe...

    PB - Nunca! Às vezes conseguia estar presente em algumas ondulações, mas só naquelas matinais. Na altura quando acabei o meu contrato com a Fox, fizeram-me uma proposta de trabalho para ir para a sede da organização, que é em Barcelona. Depois surgiu outra proposta de um outro patrocinador, a Polen Surfboards.

    Se me tivesse mudado para Barcelona iria ser complicado, pois é um local que não tem assim tantas ondas. Teria de colocar o surf um pouco de parte. Iria focado na vertente do trabalho. Acabei por optar pela proposta da Polen, onde trabalho atualmente, para assim continuar um pouco mais ligado ao surf.

    B - Qual é a tua função na Polen Surfboards?

    PB - Faço um pouco de tudo. Estou em contato com os clientes, com a produção, entre outras coisas. Fui aprendendo com o tempo e nos dias de hoje já sou uma das principais pessoas da empresa. Com este regresso ao free surf, sentirei a falta de estar a trabalhar a tempo inteiro na Polen. 

    B - Dada a tua história, o quão difícil é manter uma carreira de free surfer em Portugal?

    PB - Em Portugal e mais concretamente nesta zona da Europa é bastante complicado. Isto porque o mercado está completamente destruído.´As marcas de surf estão a diminuir e a apostar cada vez menos. Acaba por ser difícil, ainda por cima para um free surfer que vive à base da produção de conteúdos. Curiosamente, com a proliferação do Instagram e demais redes sociais, esta atividade tem vindo a subir no Estados Unidos. Aí sim dá para viver sem problemas do free surf.

    B - O mercado está então mais fechado em comparação quando foste forçado a sair do surf, há dois anos?

    PB - Está muito mais fechado. Posso dizer que vou voltar ao surf, mas não com marcas da indústria. Acho que no futuro esse deverá ser o caminho. Vemos pelas notícias do dia a dia que as marcas do surf já não têm aquelas margens de antigamente e que permitem investir neste tipo de atividades. Mesmo que pretendessem algo, não teriam capacidade para tal.

    B - Perante este quadro é por isso que em comparação com outros países, como a Austrália e os Estados Unidos da América, não surgem mais free surfers em Portugal?

    PB  - Acho que sim. Lá fora os números são completamente diferentes. Na Europa há uns que conseguem, mas são muito poucos. Em Portugal temos o caso do Nicolau von Rupp, que faz um excelente trabalho, mas as ligações estão todas lá fora. Também porque tem essa oportunidade.

    O free surf é uma atividade que acaba por ser muito mais cara do que o surf de competição. Temos de pagar a câmara de filmar, cameraman e a restante logística que está por detrás das coisas.

    B - Existem estratégias para contornar todas essas dificuldades?

    PB - Claro que existem. Se uma pessoa quiser ir atrás daquilo que realmente gosta, no caso a paixão pelo surf, temos de ter atividade, fazer novos projetos e ir em busca de algo que ainda não foi feito.

    Na minha opinião, nesta fase, o que está a surpreender é fazer coisas reais. Não é uma pessoa passar por aquilo que não é. Tudo o que nós fazemos tem de vir da personalidade do free surfer e não estar a imitar algo que não corresponde à verdade.

    B - Por vezes costumas em entrar em algumas provas de surf. Fazes isso por simples gosto de competir ou porque vês na competição a possibilidade de obter o reconhecimento que não tens no free surf?

    PB - O meu foco nunca foram as competições e acho que isso nunca acontecerá. Se alguma vez mudar é porque algo se passou na minha cabeça. Quando entro em alguma competição é só em provas das quais gosto. Por exemplo o Capítulo Perfeito. Isso sim é uma competição que dou o máximo para entrar, pois tem a ver comigo. Tubos e um swell perfeito. São condições em que dá para mostrar um pouco do meu surf.

    B - Falaste no Capítulo Perfeito e essa é uma prova na qual vais estar presente. Ficaste surpreendido com o wildcard atribuído pela Comissão de Notáveis, já que tens andado um pouco mais distante do surf?

    PB - Tenho um pouco de pena de não ter sido escolhido pela votação do público. No entanto sei que não seria nada fácil, pois nos últimos tempos tenho estado um pouco mais ausente deste mundo. Acabei por receber o convite por email e agora vou desfrutar da oportunidade. Estarei à vontade. Vou competir em casa, pois a prova será em Carcavelos, local onde nasci.

    Como já referi , este é um evento que abrange o tipo de surf que gosto. Só espero que estejam umas bombas incríveis. Isto para que os surfistas em competição proporcionem um grande espetáculo a todos aqueles que vão assistir à prova.

    B - Estás na iminência de regressar ao free surf. Como tal, já tem algumas produções na calha?

    PB - Tenho dois vídeos que estão para sair, um dos quais sobre uma viagem que fiz recentemente à Indonésia. Vou apresentar os vídeos e com isso o pessoal começará a perceber, aos poucos, que estou de volta.

     

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