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  • Botelho e Vau – O team Portugal no ataque à Nazaré
    17 dezembro 2019
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  • Ambos garantem que apenas vão atrás da paixão pelo surf, desvalorizando os recordes e a fama que isso possa trazer.
  • Hugo Vau e Alex Botelho vão formar uma das duplas que irá competir no recém criado evento de Tow in que se disputará na temporada 2019/20 na Praia do Norte, na Nazaré. Serão a única dupla totalmente portuguesa, uma vez que Nic von Rupp formará equipa com Francisco Porcella, e também uma das mais experientes em prova nas ondas nazarenas.

    Com Alex a vir de um 3.º posto no Punta Galea Challenge e de uma participação no famoso campeonato de Jaws, ambos na remada, e com Hugo Vau já com largos anos a enfrentar o mar da Nazaré, esta poderá ser uma das duplas a ter mais em conta quando a prova for para a água. Ainda assim, ambos garantem que apenas vão atrás da paixão pelo surf, desvalorizando os recordes e a fama que isso possa trazer.

    Beachcam - Qual o sentimento de serem a única equipa 100 por cento portuguesa neste grande evento?

    Hugo Vau - Não deixa de ser um orgulho. Na minha opinião, nos últimos anos, temos representado Portugal de uma forma bastante digna em diferentes vertentes. O Alex na remada e eu no tow-in, em especial na Nazaré. Penso que temos levado muito longe o nome do país. Claro que com este evento a exposição será enorme. Esperamos manter o mesmo nível de dedicação por estarmos a representar Portugal.

    Alex Botelho - É um orgulho muito grande representar Portugal e levar o nome do nosso país aos quatro cantos do mundo. Este é um evento que, em termos mundiais, terá uma exposição enorme. Mostrar o nome de Portugal é algo que dá muita força para o momento em que entramos na água.

    Beachcam - Por serem uma equipa totalmente portuguesa a competir em Portugal sentem que isso poderá trazer uma responsabilidade acrescida?

    Hugo Vau - De forma alguma. Damos o nosso melhor com uma única intenção: diversão. Vamos para a água com o objetivo de nos divertirmos o mais possível. E é isso que vamos fazer. Não vamos deixar que outros factores, que acabam por criar pressões desnecessárias, entrem no nosso dia a dia. Sempre fizemos tudo isto de forma muito natural. Perseguimos as maiores ondas do mundo porque gostamos e não com o intuito de provar alguma coisa. Tentaremos apanhar as maiores ondas e surfar da melhor forma possível.

    Alex Botelho - Como disse e bem o Hugo a nossa responsabilidade é a diversão, passar um bom dia na água e esperar que tudo corra em segurança. É a nossa maior responsabilidade.

    Beachcam - O facto de conhecerem tão bem a onda da Nazaré pode ser um factor que confere alguma vantagem em relaçâo às outras equipas?

    Hugo Vau - Principalmente o à vontade com que se está dentro de água pode fazer a diferença. Por força dos anos que temos de Nazaré, possuímos algum conhecimento do local em diferentes tipos de situações e condições. Pode ou não a jogar a nosso favor. Tudo irá depender do que a Natureza envie durante o dia.

    Alex Botelho - Todas as outras equipas que vão competir no evento já passaram muito tempo na Nazaré. Por isso foram escolhidos para fazerem parte desta competição. Todos têm um bom conhecimento da Nazaré, mas nós tentamos sempre entrar dentro de água nas condições mais adversas. Isto para que num dia em que as condições sejam melhores, tudo seja mais fácil para nós porque estamos habituados à dificuldade extrema. De certa forma acho que aquilo que nos dá maior vantagem é o respeito que temos pelo mar.

    Beachcam - Este é um evento de tow-in. Qual a importância do piloto da moto de água, muitas vezes relegado para um segundo plano, no sucesso da onda surfada?

    Hugo Vau - Para mim a pressão até é maior quando estou a pilotar a moto. Não quero deixar um amigo em má situação. Claro que a leitura da onda e o sítio onde se deixa o surfista na água faz parte da perícia do piloto. Quem está a pilotar tem dois desafios essenciais. Deixar o surfista em posição perfeita e depois efetuar, igualmente na perfeição, o resgate. Já o surfista só tem de surfar uma onda. É só uma tarefa contra duas do piloto da moto de água, o que torna tudo mais simples.

    Quando colocam o colega numa onda gigante, não fica sempre um pequeno sentimento de inveja por não estarem a surfar aquela onda?

    Alex Botelho – Bem pelo contrário...

    Hugo Vau –  Nada disso. Dar coisas que não têm valor, qualquer um dá. Agora é uma grande alegria proporcionarmos ao nosso melhor amigo e companheiro uma coisa que gosta e que vai desfrutar disso ao máximo. É, sem dúvida, um momento mágico.

    Beachcam - Tanto o Alex como o Hugo já são surfistas de ondas grandes há alguns anos. Sentem que a criação deste grande evento trará uma exposição mediática que anteriormente nunca existiu nas provas deste género?

    Alex Botelho - Penso que sim. O facto da organização escolher um dos melhores dias de ondas do inverno para fazer o evento possibilita mostrar ao grande público algo que nunca foi exibido de determinada maneira.

    Hugo Vau – O MEO Rip Curl Pro Portugal, da World Surf League, é um evento que é visto pelo público que está atento ao surf, faz surf e acompanha o desporto. Já o fenómeno Nazaré é global e, como tal, a audiência não está só restringida à comunidade surfista. Ninguém fica indiferente. As pessoas ficam impressionadas com o tamanho das ondas e tudo o que se faz para surfar essas mesmas ondas. Desde as motos a virar, os resgates, entre outras coisas. Tudo isso é drama e emoção. Além do desempenho de cada atleta, a verdade é que as pessoas também gostam um bocadinho de 'sangue'. Dá sempre aquele condimento extra.

    Beachcam - O surf de ondas grandes é uma atividade que arrasta consigo enormes riscos. Que requesitos tem de ter um big rider?

    Hugo Vau - É preciso estar no mar com amor pelo que se está a fazer. Amor ao surf e não estar em busca de fama, dinheiro ou por uma simples fotografia. Amamos estar dentro de água e surfar. Isso sim, penso que seja o fator que faz com que tudo seja diferente.

    Alex Botelho – Acho que começamos a surfar porque é algo que nos traz diversão e pelo qual temos gosto naquilo que fazemos. Isso são princípios que devem sempre permanecer enquanto estamos a surfar. Todas as outras emoções, como a preocupação que a onda seja maior do que a anterior para bater o recorde, são informações extra que, no meu entender, prejudicam mais do que beneficiam. O essencial é manter a ligação que temos com o surf desde o início da aventura neste desporto.

     

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