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  • Rodrigo Carrajola: 'Ainda nem acredito que sou campeão nacional de bodysurf'
    08 outubro 2019
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  • Fotografia
    Campeonato Nacional de Bodysurf
  • Fonte
    Alexandre Melo
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  • Aos 25 anos Rodrigo Carrajola conquistou o seu primeiro título nacional de bodysurf Open. Interrompeu um domínio de três anos de Miguel Rocha, referência da modalidade em Portugal.
  • No último fim de semana não foi apenas o bicampeão nacional de surf Miguel Blanco que gritou vitória após um longo e emocionante campeonato. 

    No bodysurf ficámos igualmente a conhecer quem foi o campeão nacional Open. Depois de três anos de 'ditadura' do consagrado Miguel Rocha, Rodrigo Carrajola colocou um ponto final neste domínio e sagrou-se pela primeira vez campeão nacional da respetiva disciplina. 

    Um título que chegou após ter sido vice-campeão nos últimos dois anos. Para tornar a conquista ainda mais especial, o ceptro nacional foi alcançado na Costa de Caparica (Praia de São João da Caparica), local com uma grande ligação afectiva a este jovem de 25 anos que para além da sua atividade desportiva, trabalha e está a concluir a licenciatura em Educação Física. 

    Poucas horas após esta saborosa conquista, o 'Beachcam' esteve um pouco à conversa com Rodrigo Carrajola para conhecer um pouco melhor este multifacetado jovem. 

    Beacham (BC) - Depois de ficares duas vezes em segundo no campeonato e de tanta dedicação à modalidade, este título é a recompensa de todo esse árduo trabalho? 

    Rodrigo Carrajola (RC) - Sim. É o reconhecimento de todo o meu empenho nesta disciplina. Há três anos que lutava por este objetivo. Agora, depois de alcançar esse mesmo título, nem acredito que sou campeão nacional de bodysurf. É verdade que trabalhamos com esse intuito, mas quando chega o momento demora um pouco até assimilar tudo o que aconteceu. 

    BC - Para chegares ao título tiveste de superar o Miguel Rocha, que é uma incontornável referência do bodysurf nacional. Esse facto tornou ainda mais especial este título?

    RC - Para mim o Miguel é uma referência enquanto atleta e ser humano por toda a história de vida que tem e é do conhecimento público. Mais do que ter batido o 'Migas' no campeonato, sou felizardo por ser amigo dele e estar presente na minha vida. É algo que guardo com muito carinho. 

    Até já tivemos conversas para irmos os dois juntos a provas europeias de bodysurf e termos um espírito de entreajuda e superação como já fazemos em Portugal. 

    BC - Como já foi referido, nos últimos dois anos foste vice-campeão nacional. Esta época tiveste algum momento, em especial, onde sentiste que ao contrário dos anos anteriores este campeonato ia cair para o teu lado? 

    RC - Em 2019 fui campeão, mas por incrível que pareça até foi o ano onde me desleixei um pouco mais. Não falo a nível de treino, mas sim do foco para a competição. Não sei se foi por estar mais relaxado e deixar as coisas fluírem, mas a verdade é que tudo funcionou muito bem. A minha prioridade continua a ser a formação académica, pois estou quase a acabar a licenciatura em Educação Física. 

    Após as primeiras três etapas da época, e a faltarem duas para o fim da temporada, estava no comando do campeonato. Claro que a partir daí o foco começou a apertar e sabendo que a prova final ia ser na Costa de Caparica, um local tão especial para mim, tive de dar o máximo. 

    BC - Porque razão a Costa de Caparica é tão especial para ti?

    RC - Sou de Lisboa, mas foi na Costa onde cresci. É também aí que está o meu centro de treino. Posso dizer que é a minha casa. Estava muito nervoso para o Caparica Pro, pois as pessoas da terra estavam a torcer por mim para que ganhasse em casa. Como é natural, era maior a responsabilidade sobre os meus ombros. 

    BC - Como já disseste, tens uma outra vida para além da competição. Como consegues conciliar tudo? 

    RC - Eu estudo, trabalho, treino e estou a competir. Confesso que nem sempre é fácil. Os meus dias, muitas das vezes, começam às 6h00 da manhã e agora com o estágio da faculdade chego a regressar a casa às 22h00 ou 23h00 da noite. 

    Tenho de sair de casa com a prancha, porque a qualquer momento terei de ir para dentro de água, uma vez que estão excelentes condições para a prática de bodysurf. 

    BC - No futuro pretendes ser profissional de bodysurf ou seguir uma carreira ligada à tua área académica? 

    RC - Sempre estive ligado ao desporto. Dou aulas de surf, bodyboard, modalidade que também pratico, e bodysurf. O meu sonho sempre foi o de ser professor de Educação Física. Desde sempre gostei de trabalhar com os dois opostos em termos de idade. Os mais jovens e os mais idosos.

    BC - Campeão em título de bodsyurf, como olhas para o atual estado do campeonato? 

    RC - A competição está a atravessar um bom momento. O António Pedro da Associação Surf Social Wave, entidade que organiza a competição, está a fazer um excelente trabalho. A modalidade está a ter uma boa promoção. Na praia vejo cada vez mais praticantes de bodysurf. 

    Isso é bom porque esta não é uma modalidade que seja fácil de começar logo a praticar. A maioria dos praticantes chega proveniente do surf e bodyboard. Nem todos vão directos ao bodysurf.

    BC -  O que distingue o bodysurf dos outros desportos de ondas?

    RC - Nesta disciplina o contacto com a onda é diferente. Acho que a proximidade surfista/onda é maior do que em qualquer outro desporto de ondas. 

    BC - Como chegaste ao bodysurf? Entraste directo ou fizeste o mesmo caminho que muitos praticantes? 

    RC - Por influência dos meus pais comecei muito novo a praticar surf. Mais tarde migrei para o bodyboard e comecei a entrar em competições. Há cinco ou seis anos surgiu o bodysurf e a Ahua Surf. Entidade essa que me sensibilizou para o bodysurf, sempre me apoiou e possibilitou chegar ao nível em que estou na atualidade. 

    BC - E planos para o futuro? 

    RC - Por agora quero desfrutar do que acabei de alcançar. Contudo não quero perder o foco. Apesar de já ter sido campeão, quero sempre evoluir e ir mais além. Acima de tudo pretendo superar-me a mim próprio. 

    BC - Dentro desse objetivo de superação, tens em mente a presença em provas internacionais? 

    RC - Até ao momento as únicas provas internacionais em que participei foram os Europeus de Bodysurf e Bodyboard que decorreram em Portugal. Atualmente devido à minha situação académica e profissional não consigo estar presente em eventos além-fronteiras.

    Quando acabar a minha formação académica gostava, como já falei, de ir um ou ano dois com o Miguel Rocha e participarmos no Europeu de Bodysurf e quem sabe, um dia, no Mundial. Gostava de ter companhia do 'Migas', pois é uma referência para mim. 

    BC - Acreditas que o título conquistado vai abrir a porta a mais patrocínios? 

    RC - Em relação aos patrocínios, neste momento, tenho a Miramar e a Ahua Surf. Não posso dizer que ando à caça do patrocínio. Para além do carácter competitivo, acima de tudo gosto daquilo que faço. Estou muito feliz com os patrocínios que tenho. Se surgir alguma coisa irei falar com esses mesmos patrocinadores para me aconselharem. 

     

     

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