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  • Mancha negra atinge em força as praias de Pernambuco
    21 outubro 2019
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    Lusa/Marcos Rodrigues
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    Redação
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  • Segundo as autoridades ambientais de Pernambuco, 71 toneladas de petróleo foram retiradas das praias do estado entre a passada quinta-feira e domingo.
  • No total, já foram recolhidas mais de 500 toneladas de petróleo misturado com areia, no último mês e meio, mas a origem da maré negra ainda não é conhecida. Sem certezas, os voluntários, que ajudam a limpar as praias, temem que o óleo continue a dar à costa.

    Desde o passado mês de setembro que moradores e empresários da zona vinham alertando as autoridades para pequenos vestígios de óleo nas praias e, depois de mais de um mês de ameaças, a maré negra de petróleo atingiu no último fim de semana em força as praias do litoral sul do estado de Pernambuco.

    O óleo chegou quinta-feira à Praia de Carneiros, no distrito de Tamandaré, tendo aparecido depois na zona de Maracaípe e nas praias de Cupe e Muro Alto, vizinhas da famosa Praia de Porto de Galinhas, no distrito de Ipojuca.

    “No sábado chegámos pelas seis da manhã e a faixa de areia e o mar estavam completamente tomados de óleo. A praia, o comércio e os restaurantes e bares estiveram fechados e os funcionários vieram trabalhar na limpeza da praia. O trabalho tem de continuar porque as autoridades tem ajudado muito pouco", disse Júlio, o gerente do restaurante Pirajuba, na Praia do Cupe.

    Na Praia do Muro Alto, as operações da Marinha — durante as quais, à noite, se recolheu o grosso da mancha — deram lugar durante o dia de ontem ao trabalho de centenas de voluntários, a quem cabe a minuciosa tarefa de recolher as milhares de pequenas partículas que vão chegando à areia.

    Munidos de luvas de borracha, sacos de plástico, bidões e de qualquer coisa que possa servir de recipiente, centenas de voluntários, de grupos ecologistas e de defesa ambiental e proprietários de hotéis e restaurantes da zona mantinham-se também mobilizados para a recolha de vestígios e monitorização da praia.

    “Não há palavras para definir o tamanho da tragédia que está a acontecer aqui. Infelizmente estamos sem apoio público, pouquíssimo apoio e muito desestruturado, e a sociedade civil é que está a fazer a diferença na praia”, disse Renato Oliveira, proprietário de pousadas em Porto de Galinhas e activista do Movimento Porto 2039.

    O empresário adiantou que não estão a registar-se cancelamentos de marcações de alojamento, mas manifestou preocupação com as implicações futuras deste desastre “na credibilidade das águas limpas de Porto de Galinhas”.

    Para Renato Oliveira, o desconhecimento da origem da mancha de óleo é motivo para “continuar de orelhas em pé” porque “se não se sabe de onde vem, pode voltar a aparecer nos próximos dias”.

    Poupada parece ter sido, por agora, a Praia de Porto de Galinhas e as suas piscinas naturais, principal atrativo turístico de Pernambuco.

    Na noite de domingo, o derrame de óleo tinha já chegado a novas praias na zona de Cabo de Santo Agostinho, afectando locais tradicionais de pesca e recolha de marisco que representam o sustento de algumas destas comunidades.

    As manchas de óleo chegaram também à Praia do Paiva em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, e as autoridades admitem a possibilidade de atingirem as praias da capital do estado, Recife, apelando para a mobilização de voluntários para as operações de limpeza.

    O Governo de Pernambuco adiantou que não pretende, para já, decretar o estado de emergência.

    No domingo, em conferência de imprensa, no Recife, o comandante das operações navais da Marinha, Leonardo Puntel, adiantou que desde o dia 2 de setembro foram recolhidas de todas as praias do nordeste mais de 500 toneladas de petróleo misturado com areia.

    Segundo as autoridades ambientais de Pernambuco, 71 toneladas de petróleo foram retiradas das praias do estado entre quinta-feira e domingo.

     

     

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