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  • Yolanda Sequeira: 'O título nacional é um bom ponto de partida para chegar ao WCT'
    26 agosto 2019
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  • Jovem surfista portuguesa obteve, num curto espaço de tempo, duas importantes conquistas na sua carreira.
  • Agosto é o mês de férias para muitos, mas no caso de Yolanda Hopkins Sequeira está a ser de muito trabalho. Trabalho esse que já teve a sua devida recompensa.

    No início de mês, Yolanda Sequeira alcançou o seu primeiro título nacional de Surf Open (Liga MEO Surf). Conquista que foi selada com a vitória na Miss Activo Cup, evento no qual há muito perseguia o triunfo, e a uma ronda do final da presente temporada de 2019.

    Embalada pela conquista dentro de portas, dias depois, Yolanda fez história ao tornar-se na segunda surfista portuguesa a conquistar um evento da Qualifying Series da World Surf League. No caso o britânico Roxy Open, que decorreu na Fistral Beach (Cornualha).

    Motivos mais do que suficientes para estarmos um pouco à conversa com Yolanda Hopkins Sequeira, numa fase em que está em trânsito para outro momento alto para esta algarvia de 21 anos.

    Falamos da presença no Mundial de Surf ISA, prestigiante competição onde tentará ajudar, em conjunto com outros cinco surfistas, a Selecção Nacional a conseguir um histórico apuramento para os Jogos Olímpicos do próximo ano. 

    Agora que já passaram uns dias e as emoções estão mais calmas, qual a importância para a tua carreira deste título nacional?

    Acho que é um bom ponto de começo para aquilo que quero atingir na minha carreira. Falo da chegada ao World Championship Tour bem como de querer ser a primeira portuguesa a conquistar um título mundial. O título nacional apenas me dá mais força para continuar a trabalhar e acreditar que estou a ir no rumo certo para atingir os meus objetivos de carreira.

    Em cinco rondas desta época do Campeonato Nacional, falta disputar uma prova, já conseguiste obter três triunfos e estiveste sempre nas finais. Houve algum momento, em especial, desta caminhada, onde sentiste que o título iria cair para o teu lado?

    Eu queria ser campeã este ano. Comecei o ano com um segundo lugar na Ericeira e depois venci na Figueira da Foz. Foi aí que aconteceu o clique e pensei: afinal o título está disponível para mim e eu consigo chegar a esse objetivo. 

    Falando agora um pouco da vitória na Qualifying Series. Achas que o teu triunfo no Reino Unido fez com sejas vista, no Circuito de Qualificação, com mais respeito?

    Acho que sim. Anteriormente estava sempre muito bem nos 'free surf', mas depois nos heats existiam sempre contratempos. Isso fazia com que não conseguisse demonstrar a real valia do meu surf. Este ano já senti uma evolução e consegui demonstrar o meu melhor surf. Definitivamente as atletas internacionais, mas também as portuguesas já olham para mim de uma outra forma. Agora sabem que posso vencer qualquer campeonato onde participo. 

    Há pouco referiste que tens como objetivo, na tua carreira, chegar ao Circuito Mundial de Surf. Pensas que tal poderá ser possível dentro de que baliza temporal? 

    Tudo depende do 'budget' que consiga reunir. Se tivesse os apoios necessários não daria mais do que um ano e pico para conseguir atingir essa meta. 

    Se tivesses que escolher entre uma das duas importantes vitórias que obtiveste recentemente, qual seria? 

    Essa é uma pergunta um pouco difícil. São dois triunfos que têm os seus momentos e que representam muito para mim. Portanto é muito difícil colocar uma hierarquia para estas conquistas.

    A recente chamada para representar Portugal no Mundial ISA é o culminar de um ano de sonho? 

    Sim, pois não estava à espera desta convocatória. Definitivamente é a recompensa do trabalho árduo que tenho vindo a desenvolver. 

    Para além dos naturais objetivos coletivos, colocas alguma meta em termos pessoais para essa ida ao Japão? 

    Em primeiro lugar quero ajudar Portugal a chegar aos Jogos Olímpicos. Porém ao mesmo tempo também quero demonstrar o meu surf. Participo em todos os campeonatos para chegar o mais longe possível. 

    Atualmente tens 21 anos. Com que idade é que começaste a surfar as primeiras ondas?

    Tinha oito anos e a poucos meses de completar nove quando comecei a dar as primeiras surfadas. 

    Tens todo um nome que não é português. Podes explicar um pouco melhor as tuas raízes? 

    A minha mãe nasceu no País de Gales e mudou-se para Inglaterra muito nova. Aí viveu até praticamente ter 18 anos. Depois andou pela Europa até chegar a Portugal, onde conheceu o meu pai, que é português. Acabou por ser uma mistura de Portugal, Inglaterra e País de Gales. 

    Em termos internacionais, quem é a tua grande referência?

    Na Qualifying Series existem muitas surfistas com qualidade para estar no Circuito Mundial, mas que por um ou outro motivo não estão. Agora no World Championship é a norte-americana Carissa Moore com quem mais me identifico. No meu entender é a surfista que tem o surf mais poderoso e parecido com o meu. 

    Para fechar, como é que analisas o atual panorama do surf português feminino?

    Em Portugal há muito futuro. Pude constatar isso mesmo na Miss Activo Cup. Nomes como a Gabriela Dinis, Matilde Passarinho e a Mafalda Lopes estavam a surfar muito bem. São jovens que estão a trabalhar naquilo que gostam e que seguramente, dentro em breve, vão chegar ao grupo das principais surfistas portuguesas e ultrapassar essas mesmas atletas.

     

     

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  • Fonte
    Alexandre Melo
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