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  • Faro acolhe campanha para salvar cavalo-marinho da extinção
    01 agosto 2019
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  • Acção de sensibilização da população decorre junto ao Cais das Portas do Mar, na baixa de Faro.
  • De há vários anos para cá, que os investigadores do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve têm alertado para o risco de extinção dos cavalos-marinhos na Ria Formosa. Uma área protegida, que em tempos, chegou a ter a maior densidade populacional do mundo de cavalos-marinhos.

    Agora os tempos são outros e luta-se até à última gota de suor pelo salvamento da espécie. Precisamente com esse objetivo em mente é lançada a campanha 'A cavalgar para a extinção'. Esta é uma campanha que tem o objetivo de sensibilizar a população para a necessidade de proteger os cavalos marinhos da Ria Formosa. 

    Um movimento que conta com a organização do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), Parque Natural da Ria Formosa e da Fundação Oceano Azul.

    A Ria Formosa é uma zona húmida protegida que abrange vários concelhos do litoral do sotavento algarvio e é um dos principais habitats onde o cavalo-marinho está presente. Porém desde a descoberta da presença de cavalos-marinho na região, 90% da espécie já desapareceu da Ria Formosa.

    "Em 2018, solicitámos ao investigador da Universidade do Algarve Miguel Correia a realização de um censo, pois havia indícios de que as populações da ria estariam a ser delapidadas e as últimas contagens tinham sido realizadas em 2012. Em seis anos, desapareceram 600 mil cavalos-marinhos", lamentou Emanuel Gonçalves, administrador da Fundação Oceano Azul, citado num comunicado das entidades organizadoras da iniciativa.

    Emanuel Gonçalves advertiu também que as populações de cavalos-marinhos da Ria Formosa correm o "risco de não terem um número mínimo que permita a sua recuperação, extinguindo-se", caso não sejam adotadas medidas para eliminar num "curtíssimo espaço de tempo" os "fatores de pressão identificados".

    "Esta campanha pretende sensibilizar o público e apontar três soluções concretas: Não apanhar ou tocar nos cavalos-marinhos, fundear os barcos de recreio com precaução evitando zonas de ervas marinhas e evitar fazer ruído com as embarcações fora dos canais de navegação", adiantaram ainda os organizadores.

    A mesma fonte frisou que há "duas espécies existentes em Portugal" e elas "são particularmente vulneráveis a fatores de pressão (pesca ilegal, poluição sonora, alteração/destruição do seu habitat preferencial, nomeadamente áreas de pradarias de ervas marinhas), que os afetam direta ou indiretamente por serem peixes sedentários e frágeis".

    O diretor regional do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, Joaquim Castelão Rodrigues, reconheceu também que é "fundamental a execução de um plano de ação desenvolvido em parceria com entidades regionais e nacionais" para "a preservação destas espécies".

    A campanha 'A cavalgar para a extinção' realiza-se hoje junto ao Cais das Portas do Mar, na baixa de Faro. Local onde são apanhados barcos para as ilhas barreiras da Ria Formosa, zona protegida que se estende desde o concelho de Loulé, no extremo poente, até Cacela Velha, no concelho de Vila Real de Santo António, e atravessa também os municípios de Faro, Olhão e Tavira.

     

     

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