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  • Disparar do turismo de cruzeiros deixa marcas ambientais em Lisboa
    14 agosto 2019
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  • Elevado crescimento turístico, na capital de Portugal, tem contribuído para o aumentar de diferentes tipos de poluição e riscos para a saúde.
  • A capital de Portugal é nesta fase um dos destinos turísticos mais procurados na Europa. Prova disso mesmo é a prosperidade vivida, por estes dias, por muitas das empresas, radicadas em Lisboa, e que incidem a sua atividade no sector turístico.  

    De acordo com um trabalho publicado pelo site informativo 'Deutsche Welle' (DW), a chegada de turistas tem sido alvo de um grande crescimento, 30 milhões só no último ano de 2018, situação que deve-se em grande parte ao novo terminal portuário para navios de cruzeiro, que foi aberto em Lisboa há dois anos.

    O mesmo site avança com a informação de que cerca de 300 cruzeiros fazem escala no novo terminal portuário. Já dados do Porto do Lisboa, indicam que 239.135 passageiros passaram pelo terminal só no primeiro semestre de 2019. Número que representa um aumento de 8% face ao mesmo período em 2018. O mês de Maio foi aquele que registou o maior número de passageiros de sempre (85.700).

    Porém não existe bela sem senão. E como tal, este crescimento turístico traz consigo problemas. Falamos dos elevados níveis de diferentes tipos de poluição que são gerados e os riscos para a saúde que estão associados. 

    Em conversa com o site 'DW', Francisco Ferreira, da associação ambientalista ZERO, considera que o elevado crescimento do turismo de cruzeiros está a sobrecarregar, nomeadamente quem vive na zona histórica de Lisboa, com insuportáveis níveis de ruído que são acompanhados de emissões poluentes, em especial de dióxido de enxofre.

    Situação que ajuda a explicar o facto de Lisboa ser, segundo dados relativos a 2017, a sexta cidade portuária da Europa com mais poluição.

    Todo um cenário que, no entender Francisco Ferreira, apesar das constantes menções não tem tido a devida a atenção por parte das autoridades governamentais. Uma atitude, que para o próprio, deve-se ao facto do turismo ser, na atualidade, uma das maiores fontes de receita para Portugal. 

    Para o elemento da Associação Zero, uma das provas de negligência com as questões ambientais por parte, neste caso, do Governo está na ideia de querer construir um segundo aeroporto, na margem sul do rio Tejo, que poderá originar os mesmos problemas de poluição e ruído que o atual. 

    Em Lisboa, o Aeroporto Humberto Delgado apresenta elevados níveis de poluição e tráfego, enquanto o terminal de cruzeiros não fornece, ao contrário de outros, electricidade aos navios. Ao mesmo tempo ocorre a ausência de estações para monitorizar as emissões. 

    Perante tal cenário e contactados pelo site 'DW', o Ministério do Ambiente assegurou que está a garantir o cumprimento de todas as leis que regem as emissões de tráfego aéreo, enquanto o Ministério que tutela o Porto de Lisboa considera que não vê qualquer violação dos níveis de emissão pelos navios de cruzeiro. 

     

     

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