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  • Portugal é vice-campeão europeu de surf, Itália campeã inédita
    27 julho 2019
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  • A equipa lusa não revalidou, em termos colectivos, a vitória obtida há dois anos na Noruega. A medalha de ouro foi, pela primeira vez na história, para a Itália, após um evento histórico para as hostes transalpinas.
  • Depois de um dia em que as condições do mar, devido à sua ondulação em excesso, não permitiram qualquer tipo de acção, o EuroSurf de 2019 teve hoje, como esperado, o seu fecho.

    O Campeonato da Europa de Surf decorreu, desde o passado dia 19 de Julho, na Praia do Mirante em Santa Cruz (Torres Vedras). Fez parte do programa desportivo do Santa Cruz Ocean Spirit Pro - Festival Internacional de Desportos de Ondas - que acontece entre os dias 19 e 28 de Julho. 

    Nesta edição do Campeonato Europa de Surf, estiveram presentes 15 selecções do Velho Continente. A selecção lusa, comandada por David Raimundo, tinha a responsabilidade de defender o título colectivo conquistado há praticamente dois anos na Noruega.

    Porem desta feita, apesar de competir em casa, Portugal não conseguiu garantir o metal mais precioso, a medalha de ouro, ficando no segundo lugar da classificação colectiva. A Seleção Nacional, que até entrou na liderança para este último dia de competição, acabou por não resistir a uma exibição de luxo por parte da Itália, país que assegurou o seu primeiro título europeu colectivo de surf. A Alemanha completou o pódio deste EuroSurf de 2019.

    Os italianos não só garantiram o triunfo em termos colectivos, mas também a vitória em três das quatro competições individuais que foram disputadas. 

    Entre longboard nas categorias destinadas aos homens e senhoras mais o surf Open na variante feminina, por intermédio de Claire Bevilacqua, só mesmo na categoria masculina do surf Open é que o país italiano não cantou vitória. 

    Com a competição de surf Open, na categoria feminina, decidida desde a passada quarta-feira, hoje, no dia de todas as decisões, estavam por conhecer os vencedores do longboard, em masculino/feminino, e ainda o surf Open para os concorrentes do género masculino.

    Portugal não começou o dia da melhor forma. Inês Martins foi eliminada na final de repescagem do longboard feminino, competição que foi conquistada por Francesca Rubegni. Desta forma, no setor masculino do longboard, João Dantas entrou para a água com grande responsabilidade.

    Contudo, o longboarder de São Pedro do Estoril assinou uma exibição à altura, onde se destacou com um raríssimo tubo nas difíceis condições em que se disputou a bateria. Para além do tubo, Dantas conseguiu ainda uma onda que lhe valeu a pontuação de 8.00. Ainda assim ficou a três décimas de bater o italiano Federico Nesti na derradeira onda, pelo que o transalpino conquistou a bateria (14.65 contra 14.30 do português) e o título europeu de longboard masculino.

    No final, depois de ter ido abraçar o amigo Federico Nesti, um obviamente desgostoso João Dantas assumiu o resultado: “Foi uma bateria bem disputada com o Federico. Sei que fiz boas ondas e estou orgulhoso. Era melhor ter levado a vitória para casa. O apoio da Seleção foi fantástico e saio daqui com o sentimento de missão cumprida.”

    Como já foi mencionado, o domínio italiano só foi mesmo quebrado no surf Open, setor masculino. O galês nascido na Nova Zelândia, Jay Quinn, levou a melhor frente ao alemão Leon Glatzer num duelo de dois estilos radicalmente diferentes: o 'power surfing' de Quinn contra os aéreos de Glatzer.

    No terceiro lugar ficou o português Eduardo Fernandes, que até à final venceu todas as baterias em que participou. Todavia, na bateria decisiva, não encontrou ondas que lhe permitissem mostrar o poderoso surf que deslumbrou ao longo deste Campeonato da Europa.

    De fora da final ficou Pedro Henrique, que foi surpreendentemente afastado da competição no penúltimo heat de repescagem.

    “Dei o máximo neste campeonato. Podia ter corrido um pouco melhor na final, mas por vezes não conseguimos estar em sintonia com as condições. Foi o que hoje aconteceu”, justificou 'Edu' Fernandes, sublinhando a força da equipa portuguesa: “Não podemos sair de cabeça baixa. Fomos um grupo muito forte, dentro de água mas também cá fora, a apoiarmo-nos mutuamente. Queríamos muito ser campeões, desta vez não foi possível, mas de certeza que teremos nova oportunidade e venceremos."

    Coube a David Raimundo, seleccionador nacional, fazer o balanço da participação portuguesa ao cabo destes seis dias de competição:

    “O balanço que faço da nossa prestação, como equipa, é um balanço bastante positivo. Fomos, desde o primeiro dia, uma equipa unida, coesa, motivada, concentrada e competente. Não podia estar mais orgulhoso e contente, tendo também em conta que parte da equipa [o surf feminino] é mais jovem e menos experiente. Mesmo assim, as atletas conseguiram chegar aqui e fazer um trabalho brilhante. Trabalho esse que culminou com o vice-campeonato europeu da Kika Veselko, que tem apenas 16 anos.

    Hoje é um dia triste, com toda a equipa devastada, pois trabalhámos muito e fizemos o suficiente para sairmos daqui como campeões. Porém os resultados ditaram que tivesse sido a Itália a campeã e só tenho de lhes dar os parabéns. Daqui a dois anos teremos nova oportunidade e o trabalho para reconquistar o título começa daqui a pouco", finalizou David Raimundo. 

    Classificação Oficial por Equipas:

     

     

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    Tiago Segurado
  • Fonte
    Redacção
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