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  • Cientistas Polares reunidos em Coimbra com Antárctida na agenda
    21 junho 2019
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  • Elite mundial da ciência polar reúne-se, em Coimbra, para debater o efeito das alterações climáticas na vida da Antárctida.
  • Serão 27 os cientistas polares provenientes de 12 países diferentes que vão reunir-se na Universidade de Coimbra (UC), entre 24 e 27 de junho, para identificar o progresso científico na região da Antárctica em relação às alterações climáticas, nos últimos 10 anos, na vida dos animais que lá vivem.

    Nesta reunião, cuja sessão de abertura decorre às 16 horas do próximo dia 24 no Museu da Ciência, vão ser discutidos e analisados vários problemas que preocupam os cientistas que estudam a Antárctida.

    Entre os quais, o tipo de respostas dos animais às alterações climáticas, as mudanças no Oceano Antárctico no que respeita à vida dos animais marinhos, a adaptação e resiliência de espécies às alterações climáticas e o impacto da poluição na Antárctida.

    Deste encontro, que surge no âmbito do programa internacional SCAR AnT-ERA, resultará um documento que deverá ser publicado como um produto do Comité Científico para a Investigação Antárctica (Scientific Committee on Antarctic Research – SCAR), por forma a ajudar todas as partes interessadas: decisores políticos, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), mas também cientistas, as gerações mais jovens e o público em geral.

    José Xavier, docente do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e investigador do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), e um dos coordenadores (e único cientista português) do SCAR AnT-ERA, realça que esta iniciativa "reúne alguns dos melhores cientistas do mundo com o objetivo claro de se tentar perceber quais as espécies que irão sobreviver e quais as que se poderão extinguir numa região que mais tem sido afetada pelas alterações climáticas, com lições para o resto do planeta".

    Por seu lado, Julian Gutt (Alfred Wegener Institute, Alemanha), coordenador-chefe do programa internacional SCAR AnT-ERA, evidencia o desejo de "reunir os mais recentes resultados sobre alterações em ecossistemas antárcticos. Desde pequenas algas aos carismáticos pinguins e baleias".

    Já Enrique Isla, do Institut de Ciéncies del Mar (Espanha), também coordenador do programa, afirma que "esta iniciativa irá fornecer importantes informações para ações futuras na investigação e na criação de decisões políticas eficientes em direção a uma sociedade global sustentável".

     

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