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  • The Ocean Cleanup foi idealizado em Portugal
    23 janeiro 2019
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  • Boyan Slat abordou, em entrevista ao I, as falhas que o sistema tem demonstrado nesta primeira fase, garantindo que tudo está a ser feito para melhorar a eficiência do projeto.
  • Boyan Slat é um dos jovens empresários mais ricos do Mundo e tornou-se famoso depois de ter criado um sistema que tinha como objetivo iniciar uma das maiores limpezas de plástico do oceano. Apesar do aparato que rodeou a invenção, a primeira fase do projeto não decorreu como pretendido. No entanto, Slat concedeu esta semana uma entrevista ao jornal I, onde garante ter confiança no sistema de limpeza do mar e revela que a ideia surgiu em Portugal.

    “O mais perto que estive de um momento eureka foi quando estava a fazer uns esboços num guardanapo num restaurante quando estava de férias em Portugal. Pensei: ‘Porquê movermo-nos pelos oceanos, se os oceanos podem mover-se através de nós?’. E então, o conceito de limpeza passiva nasceu: um sistema passivo com barreiras flutuantes e telas sólidas por baixo, detendo o plástico na sua viagem pelos giros oceânicos”, refere Slat ao I.

    O The Ocean Cleanup foi colocado em prático no ano passado e o jovem empresário, de 24 anos, explica melhor o sistema. “As barreiras começam por o apanhar e depois concentram o plástico, propiciando uma recolha eficiente e a extração do plástico de uma unidade de retenção no centro da barreira, enquanto a energia para a recolha é fornecida pelas correntes oceânicas. Ir atrás do lixo com navios e redes seria caro, moroso, trabalhoso e levaria à emissão de grandes quantidades de carbono. É por isso que o The Ocean Cleanup está a desenvolver um sistema passivo, que se move com as correntes – tal como o plástico – para apanhar o plástico. O sistema passivo do The Ocean cleanup é composto por flutuador com uma tela impermeável por baixo, concentrando os resíduos antes de serem extraídos por navios de apoio”, desenvolve.

    Slat abordou ainda as falhas que o sistema tem demonstrado neste arranque. “Os dois aspetos que precisam de mais trabalho são as dificuldades na retenção do plástico – que pensamos conseguir resolver deixando o sistema mover-se mais rápido com o vento – e a fadiga do material – um tipo de problema muito comum que surge com o desenvolvimento do processo. Estamos a trabalhar arduamente em soluções para ambos. De resto, a limpeza tem tido perturbações, mas a verdade é que estamos a trazer para terra em média cerca de 2000 quilos de redes-fantasma e plástico extraído do sistema. É uma quantidade menor do que estavamos à espera a partir da eficiência de captura que tínhamos projetado com o sistema totalmente operacional, mas ainda assim é uma contribuição positiva. Claro que prevemos regressar a terra com muito mais plástico quando tivermos o sistema já com as alterações de novo em funcionamento”, admite.

    “Vamos passar algum tempo no Havai, em Hilo Harbor, para determinar a gravidade dos danos e preparação de materiais necessários para reparação. Depois, planeamos voltar à mancha dentro de alguns meses. O maior propósito por detrás do Sistema 001 é conseguir aprender o máximo possível para ajustar e melhorar o Sistema 002. Sempre tivemos a intenção de construir o Sistema 002 e depois de pormos o Sistema 001 de novo no oceano, iremos caminhar em direção à expansão”, afirma o jovem holandês.

    Slat acredita mesmo ter confiança em combater de vez o flagelo que o plástico representa para os oceanos e para o planeta. “O objetivo do The Ocean Cleanup é livrar os oceanos do mundo inteiro de plástico. Perceber a fonte, o transporte e o destino do plástico do oceano serve esta missão e a da comunidade científica. As nossas equipas de investigação esperam fazer uma contribuição significativa em direção à redução do balanço de massa de plástico no Oceano global nos próximos anos. Compreender a formação de manchas de lixo e quantificar a sua persistência é uma questão-chave e nós iremos continuar a usar a missão do Sistema 001 para ganhar mais conhecimentos e alcançar os nossos objetivos”, conclui.

     

     

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    Fonte: Jornal I

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