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  • Oceanos estão a aquecer mais rápido que o esperado
    13 janeiro 2019
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  • “Se quisermos saber onde está a acontecer o aquecimento global há que olhar para os oceanos”, apontou Zeke Hausfather, coautor da análise.
  • O ano de 2018 estabeleceu um novo recorde no que diz respeito ao aumento da temperatura dos oceanos. Segundo um estudo agora divulgado, os oceanos estão a aquecer muito mais do que aquilo que era inicialmente esperado e são eles a maior prova de que o aquecimento global é real e uma ameaça cada vez mais iminente ao planeta.

    Estes novos dados publicados na revista científica “Science” também fornecem novas indicações de que as anteriores conclusões sobre uma desaceleração ou hiato no aquecimento global nos últimos 15 anos são infundadas. O aquecimento dos oceanos é um marcador crítico das alterações climáticas porque estima-se que 93 por cento do excesso de energia solar retida pelos gases com efeito de estufa acumula-se nos oceanos.

    “Se quisermos saber onde está a acontecer o aquecimento global há que olhar para os oceanos”, apontou Zeke Hausfather, da Universidade da Califórnia, coautor da análise. Segundo o investigador, o aquecimento dos oceanos é “um indicador importante das alterações climáticas” e há “fortes indícios de que está a acontecer mais rapidamente” do que se supunha.

    A nova análise mostra que as tendências de aquecimento dos mares correspondem às previstas nos principais modelos de alterações climáticas, e que o aquecimento global dos oceanos está a acelerar. Oceanos mais quentes vão contribuir para maiores tempestades e eventos de precipitação extrema.

    Os modelos indicam que as temperaturas nos primeiros 2.000 metros de profundidade vão subir 0,78 graus celsius até ao fim do século, o que, por efeito da expansão térmica, levará a um aumento do nível das águas do mar de 30 centímetros, que se juntam à subida de nível provocada pelo derretimento de glaciares e campos de gelo. 

    “Enquanto 2018 será o quarto ano mais quente registado à superfície, deverá ser também o mais quente já registado nos oceanos, como foram 2017 e 2016”, frisou Hausfather. Além de estudos anteriores, a análise tem em conta os dados do programa Argo, uma frota de quase 4.000 robots flutuantes que vagueia nos oceanos, desde a década passada, e que ciclicamente vai mergulhando a dois mil metros para medir as temperaturas, o ph ou a salinidade.

     

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