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  • A União Europeia (UE) chegou a um acordo para a proibição, a partir de 2021, de alguns plásticos de utilização única como cotonetes, palhinhas e talheres de plástico, para reduzir a poluição marítima.
  • É incrível como em tão curto espaço de tempo conseguimos deixar o planeta e mais propriamente os nossos oceanos à beira de um abismo.

    Em Portugal, 72% do lixo nas praias é plástico e 95% dos resíduos que flutuam no Mediterrâneo são compostos por plásticos.

    Por forma a combater este flagelo, a partir de 2021, vai ser proibido o uso de alguns plásticos como cotonetes, palhinhas e talheres de plástico de modo a reduzir a poluição marítima.

    "O lixo marítimo é um problema global cada vez maior", segundo um comunicado do Conselho de Ministros do Ambiente da UE, que esta chegou a um acordo com o Parlamento Europeu sobre a restrição do uso de plásticos.

    Se nada for feito, em 2050 haverá mais plásticos do que peixes no mar.

    O acordo alcançado necessita ainda de ser formalmente ratificado pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu (PE), esperando-se que o processo esteja concluído até à primavera de 2019 e possa entrar em vigor em 2021.

    A proposta apresentada pela Comissão Europeia em maio prevê a proibição de categorias de produtos que representam 70% dos detritos que poluem oceanos e praias.

    Em outubro, o PE aprovou a proposta de Bruxelas, estipulando que em relação a outros produtos de plástico de utilização única, os Estados-membros devem tomar as medidas necessárias para obter uma redução ambiciosa e sustentada de pelo menos 25% até 2025.

    Nesta categoria incluem-se caixas para hambúrgueres, sanduíches e saladas, bem como recipientes para frutos, legumes, sobremesas ou gelados.

    Outras tipologias de detritos, ainda que não passem a ser proibidas, vão ter novas regras a cumprir. As toalhitas húmidas, por exemplo, têm que ter a indicação na embalagem sobre a sua composição e advertir para o dano que causam no ambiente.

    Os produtores de tabaco ficam encarregues de cobrir os custos da recolha das beatas, assim como da incorporação de contentores próprios para eles nas papeleiras de rua. Recorde-se que, segundo uma estimativa do movimento Portugal sem Beatas, em Portugal, sete mil beatas vão parar ao chão a cada minuto.

    Os 28 terão ainda de assegurar a recolha seletiva e a subsequente reciclagem de pelo menos 90% das garrafas de plástico descartável até 2025.

    Estamos numa corrida contra o tempo, esperemos que ainda vamos a tempo!

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    Fonte - JN

    Foto - Justin Hofman

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