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  • O que Branson e Costeau viram no fundo do Buraco Azul?
    21 dezembro 2018
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  • O submarino mergulhou 125 metros bem até ao fundo desta caverna subaquática a 70 quilómetros da costa da Cidade do Belize, no centro do atol Recife do Farol.
  • Nunca antes se tinha chegado ao fundo do Grande Buraco Azul. Mas, agora, o milionário Richard Branson, dono da VIrgin, e Fabien Cousteau, realizar de cinema e neto do mítico Jacques Cousteau, conseguiram, através de um submarino, chegar lá pela primeira vez na história da exploração oceânica. E por lá encontraram de tudo, desde plástico a morte, passando até por um segredo que pode explicar o fim da civilização Maia.

    O submarino mergulhou 125 metros bem até ao fundo desta caverna subaquática a 70 quilómetros da costa da Cidade do Belize, no centro do atol Recife do Farol. Um dos “monumentos” naturais mais impressionantes do Mundo e que agora pôde ser explorado com maior precisão. E mostrou algo que parece ser esclarecedor em relação à ameaça que representa as alterações climáticas.

     

    O “Observador” conseguiu mesmo chegar à conversa com Cousteau via email, com o realizador a afirmar que esperava que as novas tecnologias ajudassem a ter “uma melhor compreensão do que é o Grande Buraco Azul e algumas respostas aos segredos que ainda guarda”. A viagem foi documentada pelo Discovery Channel e trouxe muitas respostas, sendo algumas delas alarmantes.

    “Infelizmente, vimos garrafas de plástico no fundo do buraco, que é um verdadeiro flagelo do oceano. Todos nós temos de nos livrar do plástico descartável”, relata o diário de bordo de Branson, que vai mais longe: “este é um sistema complexo de cavernas que em tempos se formou em terra firme. É a prova de como os níveis dos oceanos podem subir rapidamente e de forma catastrófica. Os níveis do mar já foram centenas de metros mais baixos. Há 10 mil anos, o nível do mar subiu cerca de 300 metros, quando muito gelo derreteu em todo o mundo”.

    Branson e Cousteau encontraram igualmente “uma parede gigantesca de estalactites” e uma camada espessa de ácido sulfídrico com centenas de anos. Como esse composto químico é corrosivo e venenoso, nenhum dos exploradores esperava encontrar vida debaixo dela. Mas havia animais, só que já tinham sucumbido ao ambiente venenoso. “Foi extremamente estranho. Não esperávamos ver nenhuma criatura ali em baixo. Mas quando chegamos ao fundo vimos caranguejos, conchas e outras criaturas que caíram no buraco, chegaram ao fundo, ficaram sem oxigénio e morreram”.

    Há até quem defenda a importância de estudarmos mais os oceanos, de forma a perceber muito do passado histórico do planeta. E é aí que esta investigação pode ajudar a desvendar o fim da civilização Maia. Luís Menezes Pinheiro, professor da área de oceanografia e geologia marinha da Universidade de Aveiro, disse ao Observador como é que isso é possível: “Um outro aspeto muito interessante que lhe é peculiar é que se pensa que nas zonas mais profundas, a deficiência em oxigénio pode ter preservado artefactos arqueológicos de grande interesse, nomeadamente da civilização maia”, frisou.

    “O Grande Buraco Azul, tal como todo o oceano, pode dizer-nos mesmo muito sobre o nosso impacto. As formações geológicas dentro do buraco dão-nos uma boa ideia das alterações climáticas ao longo da história. Explorámos menos de 5% dos nossos oceanos até agora. Por muito que adore a exploração espacial, acredito que é fundamental que compreendamos primeiro muito mais sobre o nosso sistema de suporte da vida porque a nossa viabilidade enquanto espécie depende de fazer melhores decisões”, defendeu o professor ao site português.

     

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    Fonte: Observador

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  • Richard Branson
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