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  • Plástico de 25 países chegam a ilha de Cabo Verde
    07 dezembro 2018
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  • A primeira visita à ilha por parte da SPEA aconteceu em junho. Seis meses depois a associação voltou à ilha e ficou “chocada” com o cenário que encontrou.
  • A ilha cabo-verdiana de Santa Luzia tem sido invadida por lixo plástico, que está a poluir cada vez mais a costa e a paisagem local. As peças de plástico são oriundas de, pelo menos, 25 países, incluindo Portugal, e estão a colocar em risco algumas espécies da ilha. O alerta surgiu agora através de associações ambientais.

    O alerta foi lançado na página do Facebook da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), após duas visitas à ilha no âmbito do projeto “Desertas - gestão sustentável da reserva marinha de Santa Luzia”. A ilha de Santa Luzia é desabitada, mas também é a única que tem o rótulo de reserva natural em Cabo Verde.

     

    A primeira visita à ilha por parte da SPEA aconteceu em junho. Seis meses depois a associação voltou à ilha e ficou “chocada” com o cenário que encontrou, dada a quantidade de plástico que se acumulou na ilha durante esse período de tempo. Um cenário devastador numa ilha que poderia ser paradisíaca.

    “Decidimos andar uma hora pela praia e tentar encontrar plásticos com rótulos para saber de onde vinha todo aquele lixo. Para nossa surpresa, já havia plásticos provenientes de pelo menos 25 países diferentes”, informou a SPEA, numa publicação acompanhada de fotos dos rótulos dos respetivos países.

    Nas fotos, há rótulos de Portugal, Colômbia, Filipinas, Uruguai, Gana, Tailândia, Reino Unido, Malásia, Uzbequistão, Estados Unidos, Japão, Grécia, Marrocos, Malásia, França ou África do Sul. O demonstra bem o flagelo que o planeta enfrenta graças à poluição de plástico.

     

    A mesma organização portuguesa indicou que a praia de Santa Luzia é uma das mais importantes para a reprodução da tartaruga-cabeçuda (caretta caretta), em que Cabo Verde tem a terceira maior do mundo, e que no ano passado fez mais de cinco mil ninhos na ilha.

    “Durante o nosso passeio, encontrámos os cadáveres ressequidos de duas crias de tartaruga-cabeçuda que não puderam chegar ao mar porque o caminho estava atulhado de plásticos. Morreram de fome, sede e calor dentro de um garrafão de plástico onde ficaram presas logo depois de nascer. Estes sacos, redes, cordas, garrafas, garrafões são uma armadilha mortal para os animais selvagens”, alertou a sociedade portuguesa.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação cabo-verdiana Biosfera I, Tommy Melo, lamentou o cenário encontrado em Santa Luzia e adiantou que a organização que dirige tem realizado campanhas de limpezas todos os anos, mas infelizmente o mar volta a trazer mais lixo à ilha.

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