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  • Sábado é dia de manifestação pelo Sado
    12 outubro 2018
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  • Governo quererá travar um plano de proteção dos golfinhos em Setúbal. Algo que a avançar acabaria por dificultar a realização das polémicas dragagens.
  • É já este sábado, em Setúbal, que vários grupos ambientalistas se vão juntar numa manifestação que visa defender o Rio Sado. Em causa estão as dragagens previstas para o rio, algo que é considerado por estas instituições como “o maior atentado ambiental alguma vez feito no Sado”. Em risco poderá estar o futuro do ecossistema do estuário, os golfinhos ou as belas praias da Arrábida.

    O projeto de dragagens conta com um investimento de 25 milhões de euros e vai permitir aumentar em 60% a carga portuária em Setúbal. Mas esta empreitada para retirar areia do fundo do rio Sado e aprofundar o canal de navegação é uma obra que os ambientalistas têm contestado. O Clube da Arrábida pediu mesmo ao tribunal para que seja suspensa a obra.

    Dessa forma, o Clube da Arrábida juntou-se à Associação Zero, Quercus, Grupos de Cidadãos Sado de Luto e SOS Sado para avançar com esta manifestação em Setúbal, pelas 16 horas, no Jardim Luís da Fonseca. Quem não embarca pelo mesmo caminho é a Liga Portuguesa da Natureza (LPN), negando mesmo qualquer envolvimento na manifestação.

    “É-nos incómodo tomar posição quando não nos pronunciámos sobre a Avaliação de Impacte Ambiental, tendo sido convidados para o fazer. Estávamos num processo eleitoral e houve algumas coisas que, lamentavelmente, nos escaparam. Julgo que eticamente não seria correto tomar posição agora quando não o fizemos durante a discussão pública da Avaliação de Impacte Ambiental”, justificou à agência Lusa, o presidente da LPN, Miguel Geraldes.

    Por sua vez, e ao contrário do que dizem as Associações ambientalistas, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra já veio negar qualquer relação entre as dragagens no rio Sado e o desaparecimento das praias na Arrábida, dizendo ainda que o perigo para os ecossistemas do Sado, incluindo para os golfinhos, são os barcos de recreio e não o maior tráfego de navios. 

    No entanto, esta sexta-feira surge uma notícia que pode aumentar ainda mais a contestação contra a dragagem do Sado. Isto porque, segundo avança a rádio TSF, o governo quererá travar um plano de proteção dos golfinhos em Setúbal. Algo que a avançar acabaria por dificultar a realização das polémicas dragagens.

    Catarina Eira, investigadora da Universidade de Aveiro, liderou a equipa de biólogos contratada pelo governo que estudou as zonas marinhas que na costa portuguesa deveriam ser classificadas, incluindo-as na Rede Natura 2000, a rede ecológica da União Europeia. O principal objetivo seria proteger cetáceos, nomeadamente golfinhos.

    O trabalho durou sete anos e deu lugar a uma proposta que esteve em discussão pública em 2016. A discussão pública foi feita, mas nunca existiu uma decisão definitiva e só este ano, em agosto de 2018, se avançou com uma nova discussão pública, agora para definir os planos de gestão que definem como serão mantidos os valores naturais das zonas, nomeadamente recifes e bancos de areia (os mesmos que agora vão ser dragados).

    No entanto, segunda a notícia da TSF, das quatro zonas propostas para proteger cetáceos na costa nacional apenas avançaram duas, ficando de fora as duas que colidem de forma evidente com as dragagens da entrada do Rio Sado para que o Porto de Setúbal receba navios de maior dimensão.

    Na prática, ainda nada na área marinha portuguesa está classificado como fazendo parte da Rede Natura 2000, uma exigência que, segundo explica Catarina Eira, já devia estar cumprida há três anos, de acordo com as leis europeias, num processo lento que está a andar a velocidades diferentes conforme o sítio proposto.

     

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