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  • Uma linha que dá mais de 3 voltas ao Mundo
    31 outubro 2018
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  • Para o velejador, este estudo tem como principal objetivo “mostrar (ao simples cidadão) o quão comprometida está a Sustentabilidade do Oceanos.
  • Partindo do princípio que o perímetro equatorial do planeta Terra é de 40 075,02 Km e tendo em conta apenas os mais de 3 mil kg de cabos/linhas de artes pesqueiras profissionais que o velejador Miguel Lacerda encontrou no mar – como lixo marinho – durante o estudo que fez ao longo de 4 anos em cerca de 10 km de costa, no Litoral Oeste do Mar de Cascais, a conclusão é de que, se convertermos esses mesmos cabos numa única linha, podemos obter uma linha que dá 3,5 voltas ao Mundo.

    Números alarmantes e que nos elucidam ainda mais sobre a poluição marítima nos dias que correm. Esta é apenas uma das muitas conclusões que Miguel Lacerda retirou do estudo que desenvolveu num trecho de costa em Cascais. “Cada fator, cada exemplo que abordo, acaba por ser uma prova mais que evidente que o lixo marinho tem que ser combatido nas várias frentes… ONTEM!”, atirou o autor.

    “Quando decidi avançar com o estudo “Lixo Marinho do Litoral Oeste do Mar de Cascais” e apesar de já ter algumas ideias e opiniões formadas da grave situação em que se encontram os Oceanos, estava longe de pensar que iria chegar num curto espaço de tempo a valores tão elevados e tão alarmantes”, prossegue Miguel Lacerda.

    Para o velejador, este estudo tem como principal objetivo “mostrar (ao simples cidadão) o quão comprometida está a Sustentabilidade do Oceanos (independentemente dos plásticos descartáveis)”. Lacerda refere ainda que a cada capítulo que vai fechando do seu estudo “começa a transparecer a dimensão da gravidade da situação”.

     Ora, voltemos ao número inicial apontado e à tal linha que dá 3,5 voltas ao Mundo. Como será isso possível? Miguel Lacerda descreve o exercício que o guiou a esses números. “Para determinar os valores através do peso medido e calculado, tive em conta modelos padrão dos cabos que mais ocorreram no litoral (lixo marinho) nos últimos quatro anos provenientes de artes pesqueiras (pesca profissional costeira) em polietileno (PE) e monofilamento de polipropileno (PP) valor médio da bitola de 16mm”, começa por explicar.

    Em baixo, todo o processo de cálculo:

    Cálculos com valores muito aproximados dos reais:
    Cabo polietileno 16mm (seco) = 96 gramas /1 metro = 1 Kg /10,42 metros 
    Se tivermos em conta que foram removidos só neste tipo de cabos/linhas de pesca cerca de 3 110 Kg estamos a falar de qualquer coisa como 32 406 metros de cabo.
    O que pode representar este cabo com cerca 32 406 metros em termos de poluição nos Oceanos?
    Se em termos de partículas ou micropartículas é quase incalculável chegar a qualquer valor, podemos, no entanto, pegar nos valores já calculados em termos de metros e converter como se tratasse de uma única linha. 
    Este tipo de cabo é composto por 3 cordões, cada cordão por 12 filaças e cada filaça por 120 linhas…
    32 406 metros x 3 x 12 x 120 = 139 993 920 metros 
    Se o convertermos em partículas de 1 mm estamos a falar de qualquer coisa como 139 993 920 000 de partículas espalhadas pelo oceano.
    Mas representativo do que os números é avaliar o comprimento desta linha em relação ao perímetro do planeta Terra.
    Tendo em conta que o perímetro equatorial da Terra representa qualquer coisa como 40 075,02 Km é simples fazer as contas:
    139 993 920 metros = 139 993,92 Km 
    139 993,92 : 40 075,02 = 3,49 voltas ao mundo

    Posto isto, Miguel Lacerda salienta a necessidade de se implementar novos produtos neste tipo de atividade, de forma a tentar inverter um ciclo cada vez mais negro para os oceanos. “Se alguns dos produtos, materiais, equipamentos que se utilizam podem ser facilmente substituídos a curto/médio prazo, tentando assim minimizar os impactos negativos, existem alguns muito complicados substituir (como este que apresento). Este é um grande desafio e aposta em termos de estudo, reformas e na conceção de novos produtos, materiais, equipamentos não comprometedores…”, termina.

     

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