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  • China cria plástico que se decompõe no mar
    05 setembro 2018
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  • Este novo material é composto por poliéster e a decomposição no mar pode ir de poucos dias até cerca de 100 dias.
  • A poluição marítima e o plástico presente nos oceanos são cada vez mais uma das maiores ameaças que o planeta enfrenta. Mas cientistas chineses parecem determinados em encontrar uma solução. Foi assim que criaram plástico que se decompõe na água do mar, sem deixar resíduos.

    Este novo material é composto por poliéster e a decomposição no mar pode ir de poucos dias até cerca de 100 dias. Após se decompor, o “novo plástico” deixa algumas moléculas na água, mas estas não causam poluição, segundo explicou Wang Gexia, engenheiro séniordo Instituto Técnico de Física e Química da Academia Chinesa de Ciências.

    “Durante muito tempo as pessoas preocuparam-se apenas com a ‘poluição branca’ em terra. A poluição de plástico no mar só chamou a atenção das pessoas quando começaram a surgir cada vez mais relatos de como este afetava a vida marinha”, afirmou Wang.

    Os cientistas estimam que por ano vão parar ao mar entre 5 a 12 milhões de toneladas de resíduos plásticos, o que corresponde a 60 a 80 por cento do total de poluentes sólidos no oceano. Devido às atividades humanas e às correntes oceânicas, a maior parte deste lixo concentra-se no norte e no sul do Pacífico, no norte e no sul do Atlântico e no centro do Oceano Índico.

    Wang Gexia acredita que é impossível lidar com o lixo marinho da mesma forma que se lixa com o lixo em terra, pelo que defende esta nova solução. “Ainda não temos métodos eficazes para lidar com a grave poluição plástica. Não podemos coletar e lidar com o lixo disperso nos oceanos como fazemos em terra. A solução mais viável é deixar os materiais se degradarem e desaparecerem”, frisou.

    O Instituto Técnico de Física e Química é uma das principais instituições de pesquisa na China a desenvolver plásticos biodegradáveis. O instituto autorizou quatro empresas chinesas a usar sua tecnologia, com três dessas empresas a entrar em produção com uma capacidade total anual de metade dos plásticos biodegradáveis ​​globais, ou seja 75 toneladas.

    Percebendo a grave poluição plástica nos oceanos, os pesquisadores objetivaram desenvolver materiais degradáveis ​​na água do mar, mas descobriram que os plásticos que se decompõem rapidamente em terra não conseguem se degradar facilmente no mar. Dessa forma, combinaram hidrólise não enzimática, dissolução de água e processos de biodegradação para projetar e inventar o novo material.

    A pesquisa foi selecionada recentemente como um dos 30 projetos vencedores num concurso de tecnologias futuras inovadoras em Shenzhen, província de Guangdong, no sul da China. O concurso incentivou jovens cientistas chineses a conceber tecnologias inovadoras e a estimular a inovação.

     

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