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  • Hoje é o Dia Internacional Sem Sacos de Plástico
    03 julho 2018
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  • De acordo com a Quercus, 96% da população portuguesa está familiarizada com o problema da poluição por plástico...
  • Esta terça-feira, 3 de julho, assinala-se o Dia Internacional Sem Sacos de Plástico. A Quercus alerta para o impacto de alguns artigos de uso diário no ambiente e apela à reciclagem.

    De acordo com a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, 96% da população portuguesa está familiarizada com o problema da poluição por plástico, mas 65% não sabe identificar quando os plásticos são recicláveis.

    Numa altura em que o plástico se transforma numa das maiores ameaças em termos de poluição marinha, torna-se urgente conhecer o impacto no ambiente dos materiais que são utilizados no dia a dia.

    "Existem diferenças entre a decomposição dos diferentes materiais, quer seja ao nível laboratorial, quer seja no meio marinho, no meio terrestre ou mesmo em aterros sanitários", indica a associação.

    Junta de Cascais e Estoril quer abolir plástico!

    Há itens, como cotonetes ou palhinhas, que são utilizados por segundos ou minutos e que, depois, podem demorar centenas de anos a decompor na totalidade, quando não são devidamente separados para reciclagem. Durante a sua decomposição, deterioram-se, dando origem a pequenas partículas que são ingeridas pelos animais, o que pode provocar a sua morte.

    Em 1990, a produção de plástico era metade da atual e daqui a alguns anos poderá existir no oceano mais plástico do que peixes, se nada for feito para evitar o elevado consumo deste material, segundo organizações ambientalistas, conforme explica a Quercus.

    Através dos peixes, os microplásticos chegam à cadeia alimentar humana.

    Vídeo da campanha: Portugal Sem Plásticos:

    Portugal posiciona-se por forma a responder às exigências europeias de reduzir o uso de sacos de plástico leves em 50% até 2017 e em 80% até 2019.

    No arranque de 2015, a lei da reforma da fiscalidade verde introduziu uma taxa de 0,10€ por cada saco de asas em plástico o que provocou uma forte mudança dos hábitos dos Portugueses que começaram a levar os seus sacos de casa e a reutilizá-los. Consequentemente verificou-se uma redução em cerca de 50% da compra de sacos de plástico nos supermercados.

    “No nosso país a sensibilidade das pessoas sobre o impacto das escolhas individuais no meio ambiente está a aumentar” salienta Carmen Lima, coordenadora de resíduos da Quercus ”Nos últimos dois anos, o uso de sacos de plástico leves (com espessura <5mm) tem diminuído substancialmente com a aplicação da Legislação Europeia, aplicando-se uma taxa adicional sobre a sua utilização, mas ainda há muito a fazer, quer ao nível da educação ambiental, quer ao nível da reciclagem deste tipo de materiais”, conclui.

    A sensibilidade dos Portugueses para estas temáticas tem aumentado, começa a existir uma maior envolvência, participação e procura por alternativas aos plásticos. A Quercus estima que 96% da população Portuguesa está familiarizada com o problema da poluição por plástico, mas que 65% não sabe identificar quando os plásticos são recicláveis.

    Para tentar mobilizar a opinião pública para este problema a Quercus tem realizado diversas campanhas e já desafiou os Portugueses a tentarem viver 40 dias sem plástico. Agora neste Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, pede aos Portugueses que tragam o próprio saco de compras de casa.

    A utilização de materiais em plástico descartável e de curta utilização tem aumentado a um ritmo alucinante nas últimas décadas. A sociedade tem substituído os seus hábitos de consumo pela aquisição de cada vez mais produtos embalados ou materiais em plástico cuja utilização dura segundos de vida (exemplo as palhinhas ou os cotonetes) e depois não tem havido grande preocupação em dar-lhes um destino de reciclagem.

    Esta atitude tem transformado o plástico num dos maiores problemas que o Planeta tem que resolver no século XXI – a poluição marinha pro plástico. Se caminharmos na mesma direção, estima-se que em 2050 haja mais plástico nos Oceanos que peixes, e o Homem não vai ficar imune a este desastre, acabará por absorver toda esta poluição através da sua alimentação.

    Portugal não pode ficar indiferente a este problema, até pela dimensão de costa que possui! É fundamental apostar na sensibilização para a redução do uso de descartáveis, aliada a políticas ambientais que limitem a utilização destes materiais, uma maior diferenciação dos produtos cuja conceção promova a incorporação de matérias-primas recicladas e a promoção da separação e reciclagem dos lixos, sem as quais não haverá Economia Circular em Portugal.

     

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    Fonte: Quercus e NAM

    Fotografia: NH

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