Homepage

  • Saca e a EDP maior aula de surf do Mundo
    08 junho 2018
    arrow
    arrow
  • Fotografia
    WSL
  • Fonte
    João Vasco Nunes
powered by
  • Meo
  • Mercedes
  • Buondi
Segue-nos nas redes
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Iniciativa vai desenvolver-se este mês na praia da Fonte da Telha e também terá agregada uma vertente social e ambiental.
  • Entre os vários projetos em que participa, Tiago Pires, o primeiro surfista português a chegar à elite do surf mundial e grande desbravador do caminho para a nova geração, tem um novo objetivo em mente e vai tentar colocá-lo em prática já no próximo dia 23 de junho, sábado, na praia da Fonte da Telha.

    Clica aqui para ver a praia da Fonte da Telha ao vivo!

    Em conjunto com a EDP, Saca está a tentar colocar de pé a maior aula de surf do Mundo, que pretende ficar registada no livro do Guinness World Records. O atual recorde foi anotado em dezembro de 2015, quando 320 surfistas vestidos de Pai Natal foram até Bondi Beach, na Austrália, para a maior aula de surf até à data. Esse é o registo que está na mira para esta organização portuguesa e que Tiago Pires pretende bater.

    O Beachcam esteve à conversa com Tiago Pires sobre este ambicioso projeto e também sobre outros assuntos da carreira e do surf nacional.

    Beachcam - Em primeiro lugar, como surgiu esta ideia da EDP maior aula de surf do mundo? Partiu de ti? Em que é que te inspiraste?

    Tiago Pires – Sim, a ideia partiu de mim. Já tinha pensado neste evento há uns anos, mas só agora é que resolvi pô-lo em prática. Isto nasce de uma ideia de querer fazer um evento fora da caixa e com impacto a nível Nacional e Internacional. Portugal é um país onde o surf está muito ativo e presente em qualquer pedaço de costa, por isso foi fácil imaginar este tipo de evento a acontecer. Fui investigar aos recordes do Guinness e, por acaso, havia um registo de recorde da maior aula de surf do Mundo, o qual passou imediatamente a ser o meu alvo a abater. 

    “Temos uma grande hipótese de surpreender o Mundo com um número muito acima do que está registado, pois Portugal unido tem uma força brutal”.

    B - Qual tem sido o feedback das escolas e dos surfistas sobre esta iniciativa? Acreditas que vai ser mesmo possível bater este recorde? 

    TP - O feedback tem sido surpreendentemente positivo, quer da parte dos surfistas e das escolas, como da parte dos nossos parceiros que nos ajudam a tornar isto possível. Em relação ao recorde, acho que, se as escolas de surf se motivarem e aderirem à iniciativa, temos mais do que hipóteses para bater o recorde. Ou melhor, temos uma grande hipótese de surpreender o Mundo com um número muito acima do que está registado, pois Portugal unido tem uma força brutal.

    B - Além da vertente social que está inerente à iniciativa, acreditas que este tipo de ações também podem ajudara enaltecer o surf português fora de portas?

    TP - Penso que sim. Para mim é muito importante estar a contribuir para a sociedade, quer na vertente social, com o contributo que vamos dar à Fundação Operação Nariz Vermelho, quer na vertente ambiental, com a limpeza de praia que vamos fazer em parceria com a Surfrider Foundation. É claro que também não queria deixar passar esta oportunidade para trazer ao evento uma parte de componente didática, com uma palestra que será feita sobre a Segurança no Mar e a formação das ondas e também, ao fim ao cabo, promover um momento de convívio e troca de experiências entre as várias escolas de surf que temos espalhadas pelo país. 

    “É-me inata a vontade de querer ultrapassar barreiras e estabelecer recordes”.

    B - Agora, que estás numa fase pós-carreira de alta competição, vês-te a entrar em cada vez mais iniciativas originais como esta? Há mais alguns projetos em mente?

    TP - Sempre gostei de estar ligado a este tipo de iniciativas, desde que tragam algo de novo e de benéfico para a sociedade. É-me inata a vontade de querer ultrapassar barreiras e estabelecer recordes, pois ao fim ao cabo foi aquilo que fiz durante a minha carreira como surfista, por isso acredito que sim. Acredito que continuarei muito atraído a associar-me a este tipo de iniciativas. Tenho alguns outros projetos em mente, mas, todavia, não os passei para o papel. Acredito que num futuro próximo poderei vir a apresentá-los.

    B - Do que é que tens mais saudades quando pensas nos tempos de WCT?

    TP - De surfar ondas perfeitas com mais uma pessoa na água. Do estilo de vida exigente que me obrigava a estar sempre no meu limite.

    B - Estás também a gerir a carreira de alguns jovens surfistas nacionais. Como tem corrido esse projeto? É possível no futuro aumentar o leque de surfistas com quem trabalhas?

    TP – Sim, está a correr bem. Penso que é um projeto que tem pernas para andar e, sim, é mais do que possível aumentar o leque de surfistas com quem trabalho.

    “Um exemplo a seguir, a meu ver, é o trabalho que o Miguel Blanco tem feito. Mesmo sem recursos em abundância, o Miguel tem andado incansavelmente atrás do sonho dele”.

     

    B - Após teres saído do circuito há 3 anos, atualmente como vês o surf português no panorama internacional? Acreditas que o Frederico pode ir ainda mais além no WTC, que outro surfista o possa acompanhar brevemente na elite mundial e que esta geração mais nova que está as surgir pode chegar longe? 

    TP - Penso que o panorama do surf nacional vem pouco a pouco a evoluir e penso que a grande mudança acontecerá daqui a uns anos quando as gerações dos Afonsos e João Maria Mendonças estiverem a chegar à casa dos 20 anos. Para já, continuamos na nossa tendência, ou seja, poucos representantes a terem sucesso no exterior. Há sem dúvida alguns atos isolados que continuam a colocar-nos no mapa, mas ainda não atingimos um patamar de consistência, como é o caso do Brasil ou da Austrália. Precisamos de acreditar mais e, sobretudo, sair de Portugal para passarmos mais tempo juntos do ‘circo’. 

    B - Olhando agora de fora qual achas que é o principal aspeto a ser melhorado pelo surfista português no geral? 

    TP - Como já referi antes, o surfista português precisa de uma dose de aventureirismo muito mais reforçada, ou seja, passar muito mais tempo fora de casa atrás das melhores ondas do Mundo e junto dos melhores surfistas. Um exemplo a seguir, a meu ver, é o trabalho que o Miguel Blanco tem feito. Mesmo sem recursos em abundância, o Miguel tem andado incansavelmente atrás do sonho dele, viajando grande parte do ano e, consequentemente, evoluído como surfista. Precisamos de ter mais exemplos bons e maus para que as pessoas comecem a acreditar no caminho que é preciso percorrer. 

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

    Visita a nossa Loja Online, encontras tudo o que precisas para elevar o teu nível de surf! 

    Segue o Beachcam.pt no Instagram

    Fotos: WSL

    Entrevista: João Vasco Nunes

Tags
  • Livro dos Recordes do Guinness
  • tiago pires
  • EDP Maior Aula de Surf do Mundo
  • fonte da telha
  • Fotografia
    WSL
  • Fonte
    João Vasco Nunes
pub
similar News
similar
julho 14
Estrelas da atualidade podem sonhar com recorde de Slater? Matemática diz que não…
julho 13
Escolha mais rápida valeu primeiro prémio na Fantasy do Allianz Ericeira Pro
julho 14
Câmara de Cascais inaugura ecoponto marítimo e aposta na economia circular azul
julho 14
Porque razão os avistamentos de golfinhos têm sido frequentes no Tejo?
julho 14
Alunos do Politécnico de Leiria prestam auxílio nas praias do concelho de Alcobaça
julho 14
Máscaras e luvas estão a poluir sete grandes rios europeus
julho 14
Corais vermelhos da costa portuguesa vão ter proteção ambiental
pub