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  • O que fazer se vires um animal em dificuldades na praia?
    26 junho 2018
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  • 'Muitas pessoas não sabem o que fazer e podem sentir-se frustradas.'
  • O Centro de Reabilitação de Animais Marinhos – Ecomare quer transformá-lo num perito em ajudar aves, golfinhos ou tartarugas que estejam em dificuldades nas praias de Portugal. A primeira iniciativa da campanha Save for Wave arranca já a 7 de Julho.

    Pim, Pam e Pum são três crias de borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) e têm pouco mais de uma semana de vida. Estas aves limícolas foram resgatadas de uma praia por alguém que as julgou indefesas e perdidas dos progenitores. Apesar da boa intenção, recolher estas crias não foi o mais indicado.

    Hoje, Pim, Pam e Pum estão no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM) – Ecomare, na Gafanha da Nazaré (Ílhavo). “Vão ficar connosco até terem as penas todas e depois serão devolvidos à natureza”, explicou à Wilder Marisa Ferreira, coordenadora do Centro.

    “Os borrelhos-de-coleira-interrompida fazem ninho nas zonas dunares. É numa covinha na areia que os pais põem os ovos. Assim que nascem, estas crias começam logo a alimentar-se sozinhas”, explicou. E têm estratégias para enganar predadores que podem enganar também os humanos. Uma delas é fingirem-se de mortas. “Muitas vezes, as pessoas descobrem as crias e pegam nelas, pensando que estão indefesas e em perigo. Quando não é bem assim.” Segundo o CRAM-Ecomare, “se encontrar estas aves na praia não as recolha. Os progenitores estão por perto e tomam conta deles”.

    O que é certo é que ajudar a vida selvagem nas praias é crucial mas não é fácil. Outro erro comum é tentar devolver imediatamente ao mar um golfinho que deu à costa. “Se o animal deu à costa é porque tem algum problema. São poucos os casos em que o arrojamento é acidental”, salientou Marisa Ferreira.

    Para ajudar as pessoas que querem saber o que fazer no caso de encontrarem animais selvagens nas praias, o CRAM – Ecomare organiza nas suas instalações a actividade Save for Wave, a 7 de Julho, das 09h30 às 11h30.

    “Muitas pessoas não sabem o que fazer e podem sentir-se frustradas. Por isso, queremos tentar responder a essas dúvidas e dificuldades, em especial as pessoas que estão em contacto com o mar durante todo o ano, como surfistas, desportistas e pescadores”, explicou a responsável.

    A iniciativa, com 40 vagas, vai explicar como se deve actuar, quais os primeiros cuidados, que espécies ocorrem ao longo da nossa costa e dar a conhecer o trabalho do CRAM – Ecomare. “Se quem ajudar os animais fizer bem logo ao início, será maior a probabilidade de sucesso no desfecho da situação.”

    Esta será uma acção experimental. “Vamos ver como é a adesão das pessoas. Mas a ideia é alargar a actividade a todo o ano e a outras áreas geográficas, de forma a irmos a outros locais do país.”

    Todos os anos, os responsáveis pelos centros de recuperação e reabilitação de animais selvagens recebem milhares de alertas. Este ano, o CRAM-Ecomare já recebeu cerca de 100 cetáceos arrojados, disse Marisa Ferreira. Entre eles estão botos, golfinhos-riscados e baleias-anãs. “Há espécies mais propensas a arrojar, especialmente aquelas que vivem mais próximo da costa e da superfície e que são mais abundantes”, acrescentou.

    Ainda assim, os animais mais frequentes são as aves marinhas, desde as gaivotas e pardelas aos gansos-patola e airos, por exemplo. “Mas aquilo que sentimos é que ainda há um grande desconhecimento sobre a nossa fauna”, comentou Marisa Ferreira. “Temos casos de pessoas que nos alertam para gaivotas que não são gaivotas, mas sim gansos-patolas, airos ou pardelas-baleares. Temos várias espécies e precisamos de as conhecer.”

    Fiquem com o último vídeo dos Borrelhos Pim, Pam e Pum, que já aparentam um bom estado de saúde:

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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    Fonte e Fotografias: Wilder

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