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  • Substituto da morfina vindo do mar português
    30 maio 2018
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  • Fotografia
    Luís Forra/Lusa
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    Redação
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  • O analgésico em desenvolvimento pela Sea4us tem origem num invertebrado marinho presente no nosso mar.
  • Numa semana em que a eutanásia tem estado no centro da discussão, eis que uma empresa portuguesa apresenta uma solução oriunda do mar para ajudar no combate à dor crónica. A Sea4us está a utilizar princípios ativos para medicamentos a partir de organismos marinhos da costa marítima nacional, que se apresenta como uma alternativa à morfina.

    Foi na costa portuguesa que esta empresa de biotecnologia, criada em 2013, encontrou forma de desenvolver um novo analgésico para tratamento da dor crónica. A enorme biodiversidade oferecida pelo mar português é essencial para a identificação e seleção de espécimes marinhas com potencial. A Sea4us é dada a conhecer melhor numa reportagem feita pelo “Expresso”.

    Em Portugal são cerca de 1,5 milhões de pessoas que sofrem de dor crónica e, atualmente, a empresa tem como produto líder, ainda em desenvolvimento, um analgésico para a dor crónica, moderada ou severa, e que será uma alternativa aos medicamentos existentes, como os opióides, anti-inflamatórios ou anti-convulsantes. 

    O analgésico em desenvolvimento pela Sea4us tem origem num invertebrado marinho presente no nosso mar e que vai atuar especificamente numa proteína localizada nos gânglios neuronais situados fora da coluna vertebral e que constituem uma espécie de interruptores que ligam o sinal da dor ao cérebro.

    Segundo explicou Pedro Lima ao “Expresso”, “o modo de ação é de grande eficácia e efeitos secundários vestigiais e não é esperada qualquer habituação ou dependência, uma vez que não atua no cérebro. Estes compostos serão, posteriormente, licenciados a grandes empresas farmacêuticas, que depois os desenvolverão até à sua entrada no mercado.”

    A Sea4us é composta por um grupo de cinco investigadores, um gestor, um financeiro e uma advogada, e surge a partir da atividade científica do laboratório de Pedro Lima e da participação do programa Cohitec. Assenta em dois grandes pilares, a biologia marinha e a neurofarmacologia.

    A empresa divide-se assim em dois polos: um em Sagres, onde se desenvolvem as atividades de mergulho, e outro na NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, onde são concretizados os testes de neuroatividade. Curiosamente, a principal atividade de procura e recolha da Sea4us situa-se num trecho de costa agora ameaçado pela prospeção de petróleo iminente no Algarve e Alentejo.

    A empresa já obteve dois vales do QREM e um projeto do PROMAR, prevendo que as candidaturas ao Portugal 2020 e INTERREG possibilitem o financiamento de todas as atividades por um período de dois a três anos.

     

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    Fonte - Expresso

    Fotos - Luis Forra / Lusa

     

Tags
  • Sea4us
  • Sagres
  • Dor Crónica
  • Fotografia
    Luís Forra/Lusa
  • Fonte
    Redação
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