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  • A planta que substitui cada vez mais o sal dos portugueses
    08 maio 2018
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  • Estudos indicam que a salicórnia tem compostos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e até antidiabéticas.
  • A salicórnia, planta halófita comestível que cresce espontaneamente em zonas de sapal, como a Ria Formosa, no Algarve, é cada vez mais usada como uma alternativa ao sal e não só exclusivamente pelos 'chefs' da alta cozinha.

    Se antes era preciso ir a um restaurante 'gourmet' para saborear a planta, usada em saladas, mas também em pratos de peixe, marisco ou carne, desde o ano passado que já é possível encontrar salicórnia nas prateleiras de alguns supermercados do país.

    Mais recentemente, desde o início deste ano, existem também saladas prontas a consumir já com salicórnia, dispensando a adição de sal, através de uma parceria entre um grupo dedicado aos produtos de quarta gama e uma empresa que produz aquela e outras plantas da Ria Formosa em estufas, junto a Faro.

    "Na nossa salicórnia, por cada 100 gramas, existem dois gramas de sal, portanto, apenas 2%, e o nível de sódio é de 0,75 gramas", explicou à Lusa Miguel Salazar, gerente da Ria Fresh e que começou a desenvolver projetos com plantas halófitas no Algarve em 2011.

    Segundo o engenheiro agrónomo, os benefícios da salicórnia relativamente ao sal não se esgotam na capacidade de salgar os alimentos com menos sódio já que a planta "não é unicamente sal", tendo outros minerais benéficos para a saúde como o cálcio, o potássio e o magnésio.

    "Existem uma série de estudos que indicam que a salicórnia e outras plantas dos sapais têm também compostos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e até antidiabéticas", indicou.

    Nascido em Espanha, mas a viver em Portugal há 17 anos, o engenheiro agrónomo sublinha que a composição da salicórnia proporciona não só um sabor salgado, como realça o sabor dos alimentos, fazendo com que perdure mais no palato.

    Segundo Miguel Salazar, trata-se do sabor "umami", palavra de origem japonesa, que em português significa delicioso ou saboroso, e que dá nome ao quinto sabor, para além do doce, amargo, ácido e salgado.

    Para ser usada na confeção de pratos quentes e por se tratar de um vegetal muito hidratado, o ideal é adicionar a salicórnia à preparação já na parte final da cozedura, embora a planta não oxide, explicou.

    Pedro Girão, diretor comercial da empresa, estima que, no total das nove plantas produzidas e comercializadas pela Ria Fresh, a produção deste ano se situe entre as 15 e as 17 toneladas.

    No próximo ano esperam alcançar as 25 toneladas, estando já em curso a exportação para Espanha e Bélgica, com possibilidade de a operação vir a estender-se também à Inglaterra e Alemanha.

    A salicórnia da Ria Fresh está atualmente à venda em superfícies comerciais do Porto, Coimbra, Lisboa e Algarve, onde, por enquanto, existe apenas um ponto de venda.

    A empresa também já comercializa sal vegetal, que consiste em salicórnia desidratada, embora o produto ainda esteja em desenvolvimento, concluiu.

     

     

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    Fotos: GeoPT e Lusa

    Fonte: NAM

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  • Salicórnia
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