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  • Ministro demite parte do conselho diretivo da APA
    09 maio 2018
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  • Quando a APA foi criticada, algumas entidades e partidos políticos defenderam a demissão do presidente da agência do Ambiente, Nuno Lacasta.
  • O ministro do Ambiente demitiu dois elementos do conselho diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), responsáveis pelas áreas de recursos hídricos e de resíduos, que passam a ser geridas por Pimenta Machado e Mercês Ramos Ferreira.

    "Duas área do conselho diretivo da APA tinham de seguir rumos diferentes, nos resíduos não estávamos a encontrar o dinamismo que queremos, com a [aposta na] economia circular, e nos recursos hídricos é preciso dar um impulso às políticas e transformá-las em obra", disse à agência Lusa, João Matos Fernandes.

    A APA é a mesma agência que depois das análises efectuadas ao Rio Tejo terem confirmado níveis de poluição cinco mil vezes (5000) acima do valor "normal", deu alvará para as mesmas continuarem a operar, mas a reduzir as descargas.

    Na área da gestão de resíduos, a escolha foi para Maria Mercês Duarte Ramos Ferreira, que, até fevereiro exerceu funções de técnica superior no gabinete de apoio ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, trabalhando em projetos como o Plano Municipal para a Economia Circular, depois de ter sido vereadora de Ambiente naquela autarquia.

    Portugal foi Ouro em maus exemplos ambientais

    Para liderar a gestão dos recursos hídricos, o ministro do Ambiente contratou José Carlos Pimenta Machado da Silva, administrador Regional da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Norte, departamento da APA no norte, e que, em 2013, assumiu a presidência do Conselho de Administração da Sociedade Polis Litoral Norte, além de ser membro da direção do Instituto de Hidráulica e Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

    Deixam a direção da APA António João Sequeira Ribeiro, que ocupava o cargo de vice-presidente, e Inês Diogo, vogal.

    A economia circular é uma prioridade do ministro do Ambiente e visa alterar formas de produzir para reduzir a pressão sobre os recursos naturais, optando por reutilizar e reciclar materiais.

    Na área dos recursos hídricos, aquando do foco de poluição do rio Tejo, em Vila Velha de Rodão, com o aparecimento de espuma, a APA foi criticada e algumas entidades e partidos políticos da oposição defenderam a demissão do presidente da agência do Ambiente, Nuno Lacasta.

    De relembrar que o futuro do Parque Natural do SW Alentejano e Costa Vicentina, está mediante a interpretação da APA da consulta pública sobre a exploração de hidrocarbonetos junto ao Alentejo Litoral e Algarve.

     

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    Fotografia: Sapo.24 Fonte: CM

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