Homepage

  • Calor no mar sobe e já há novos peixes na costa
    08 maio 2018
    arrow
    arrow
  • As vagas de calor no mar aumentaram em número e em intensidade ao longo do século passado.
  • Vagas de calor nos oceanos estão há um século a aumentar. Ecossistemas mudam.

    As vagas de calor no mar aumentaram em número e em intensidade ao longo do século passado, em resultado direto do aquecimento global, revelou um estudo ontem publicado pela revista Nature Communications. Entre 1926 e 2016 a frequência de vagas de calor da água do mar aumentou 34% e a duração de cada onda de calor aumentou 17%, o que se traduz num aumento de 54% do número de dias de temperaturas acima do normal no mar em cada ano, segundo o estudo.

    O impacto nos ecossistemas já está a ser evidente. "Registou-se um aumento da temperatura média dos oceanos na camada superficial, até 700 metros de profundidade, da ordem de 1 grau celsius. No caso de Portugal há espécies de peixes que gostam de águas quentes e que aparecem agora na nossa costa, como o peixe lua", comentou ao DN Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. "Mas o aquecimento das águas pode ser uma ameaça para espécies como a sardinha ou o peixe pau, que gostam de águas mais frias".

    Notícia: Há tubarões mesmo às portas de Lisboa

    Este aquecimento contínuo das águas do mar há um século está a fazer com que, em determinados dias do ano, o Oceano Atlântico possa fazer lembrar o Mar Mediterrâneo com as suas águas cálidas. "Não é necessariamente negativo para a pesca. Podem vir para a nossa costa espécies de peixes de águas mais quentes que até sejam economicamente mais rentáveis", observa Filipe Duarte Santos.

    Consequências a todos os níveis

    O estudo publicado na Nature Communications também "descobriu que desde 1982 houve um assinalável aumento da tendência de vagas de calor marinhas",disse o principal autor do estudo, Eric Oliver, da Universidade de Dalhousie, Canadá. "Se bem que podemos desfrutar das águas quentes quando vamos à praia, essas ondas de calor têm impactos significativos nos ecossistemas, biodiversidade, pesca, turismo e aquacultura. Há muitas consequências económicas profundas que andam de mão dada com esses eventos", sublinhou.

    O estudo foi feito por investigadores do ARC - Centro de Excelência para os Extremos Climatéricos, um consórcio que junta cinco universidades australianas e uma rede de organizações da Austrália e de outros países, e o Instituto de Estudos Marinhos e Antárticos, um centro de investigação da Universidade da Tasmânia, também na Austrália. Os investigadores usaram dados fornecidos por satélite e outros recolhidos por navios e estações de medição terrestre.

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

    Visita a nossa Loja Online, encontras tudo o que precisas para elevar o teu nível de surf! 

    Segue o Beachcam.pt no Instagram

    Foto: Scoop Fonte: DN

Tags
  • calor
  • mar
  • oceano
  • temperaturas
  • Aquecimento global
  • Alterações climáticas
  • natureza
  • Habitat Natural
  • peixes
  • animais
  • animais marinhos
  • Vida Animal
  • portugal
  • Nature Communications
pub
similar News
similar
setembro 15
Haddar, Ohara, Morretino e Capdeville vencem o Sintra Pro 2019
setembro 15
Frederico Morais: 'O principal objetivo foi alcançado em Miyazaki'
setembro 15
Brasil conquista duplo ouro no Japão; Kikas foi 7.º
setembro 14
Bodyboard: Miguel Ferreira e Joana Schenker fora do Sintra Pro
setembro 14
Frederico Morais: 'É um grande orgulho apurar Portugal para os Jogos Olímpicos'
setembro 12
Bodyboard: Pierre Louis Costes eliminado precocemente do Sintra Pro
setembro 13
Kikas vence Slater e outros tops mundiais e avança firme no Mundial ISA