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  • Tráfego marítimo é fonte significativa de poluição nas cidades
    14 maio 2018
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  • Segundo a ZERO as embarcações são 'uma fonte de poluição atmosférica muito significativa'
  • Os ambientalistas da Zero propõem ao Governo que se junte aos países do Mediterrâneo para definir áreas de emissões reduzidas no transporte marítimo, visando melhorar a qualidade do ar nas cidades portuárias e na costa portuguesa.

    A proposta da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, vai no sentido de o Governo iniciar "uma articulação com os países do Mediterrâneo, origem ou destino maioritário do tráfego da zona costeira de Portugal continental, de forma a implementar tão rapidamente quanto possível uma área de controlo de emissões" para o enxofre e o azoto, possibilidade prevista na convenção da Organização Marítima Internacional.

    Os navios são uma "fonte significativa de poluição atmosférica nas cidades portuárias e ao longo da costa portuguesa", salienta a associação.

    Sines é um dos spots mais afetados pelo tráfego marinho. O Surf em São Torpes pode até acabar.

    Aquela zona de controlo de emissões iria ligar a área já existente do Mar Báltico, Mar do Norte e Canal da Mancha ao Mediterrâneo.

    Nas áreas de redução de emissões, explica a Zero em comunicado, o combustível a ser utilizado nas embarcações não poderia ter mais de 0,1% de enxofre (atualmente 3,5% para todos os navios, exceto de passageiros que têm de usar 1,5%), valor mais baixo que os 0,5% previstos para 2020.

    Quanto ao azoto, aponta que "os novos navios têm de utilizar tecnologias que permitam uma redução significativa das emissões de óxidos de azoto".

    A Zero estima que as reduções de emissões em relação aos níveis atuais seriam de 93% no enxofre, e de 23,5% nos óxidos de azoto, com efeitos na melhoria da qualidade do ar em Portugal.

    Segundo as contas da Zero, com base em dados do tráfego marítimo, na Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal continental, no trajeto entre o Norte e o Mediterrâneo, passam cerca de 110 navios de carga, 30 navios-tanque (petroleiros) e dois grandes navios de cruzeiro, por dia.

    Ao recorrer ao guia para o inventário de emissões atmosféricas da Agência Europeia de Ambiente (EEA na sigla em inglês), a associação conclui que os navios "totalizam aproximadamente uma emissão de 31 mil toneladas de dióxido de enxofre por ano, representando um acréscimo de 90% às emissões deste poluente em Portugal continental em 2016 e 85 mil toneladas de óxidos de azoto, representando um acréscimo de 58% das emissões deste poluente em relação ao total do país".

    As embarcações são "uma fonte de poluição atmosférica muito significativa", afetando a qualidade do ar das zonas litorais face à predominância de ventos de oeste e noroeste que levam a poluição do mar para terra.

    Na poluição dos barcos nas cidades portuárias, há uma preocupação crescente da Zero com os grandes navios de cruzeiros, nomeadamente em Lisboa, os quais "causam elevadas emissões de enxofre, azoto e principalmente partículas, muitas delas de maior toxicidade por serem ultrafinas, tendo vários estudos apontado para situações graves em outros portos".

    Ao contrário do que acontece no transporte rodoviário, cujas emissões contribuem para as alterações climáticas, no transporte marítimo não têm sido fixadas metas de redução.

    Segundo estudos referidos pela Zero, a poluição atmosférica associada à navegação internacional contribui para cerca de 50 mil mortes prematuras por ano na Europa, com um custo anual para a sociedade de mais de 58 mil milhões de euros.

    A Zero é uma das entidades não governamentais que participam na organização da 2.ª conferência internacional sobre transporte marítimo no Mediterrâneo, que decorre na terça-feira, em Paris, uma iniciativa do Ministério da Transição Ecológica e Solidariedade de França para um debate que envolve áreas como a indústria naval, portos e cidades.

     

     

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    Fotografia: ESLA / Hélio Caldeira Jorge

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