Homepage

  • O que pomos no oceano volta para nos atormentar!
  • Em declarações à agência Lusa à margem do National Geographic Summit, que decorreu hoje no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a exploradora defendeu que "a saúde do oceano é importante" para os humanos porque afeta diretamente a vida em todo o planeta Terra.

    "O que pomos no oceano volta para nos atormentar nos peixes, ameijoas, ostras, que estão agora cheios de microplásticos e toxinas, que não são as coisas mais saudáveis para os humanos consumirem", explicou a bióloga marinha.

    Assim, Sylvia Earle salientou que "há imensas vozes a dizer que agora é o momento para haver segurança para o bem comum global" que é "o alto mar e o mar profundo", através de políticas de proteção da vida marinha.

    Para a estudiosa dos oceanos, este é então o momento de "dar de volta ao oceano, proteger este vasto sistema, o coração azul do planeta", o que "devia ser uma prioridade para todos".

    "E essa é a oportunidade que agora temos", frisou, elencando que "há movimentações a ter lugar nas Nações Unidas para, pelo menos, haver algum tipo de proteção" para o mar, e que "nações em todo o mundo estão a começar a assegurar portos seguros dentro da sua jurisdição, o que é um sinal muito positivo".

    Já na apresentação que fez aos presentes, durante a conferência, a cientista defendeu que a resposta para a conservação dos oceanos pode passar pela criação de áreas marinhas protegidas, à semelhança do que já acontece nos parques naturais em terra.

    Ainda que o que possa acontecer "nas zonas económicas exclusivas é mais uma preocupação nacional, mesmo tendo implicações internacionais globais, nenhuma nação pode reclamar prioridade" da vida marinha, considerou Sylvia Earle.

    A exploradora advogou também que é necessário "deixar o oceano ser o oceano", alegando que os humanos estão a "mudar a natureza da natureza através das suas ações".

    Questionada sobre quais os principais desafios que os oceanos atravessam atualmente, a exploradora, que se dedica aos oceanos desde a década de 50 (do século XX), afirmou que passa por "todo o lixo, toxinas e plástico" que é colocado no mar, "todo o dióxido de carbono que está a fazer com que a química do oceano se altere e o torne mais ácido", mas também "tudo o que é retirado".

    A humanidade tem "uma capacidade sem precedentes para retirar vida selvagem ao oceano numa escala que o planeta nunca conheceu", atirou Sylvia Earle, referindo-se à "extração industrial de peixe e todas as outras criaturas que fazem o mar estar vivo".

    Ainda assim, o "principal problema é a ignorância", dado que "as pessoas não sabem porque é que isto importa", rematou.

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

    Visita a nossa Loja Online, encontras tudo o que precisas para elevar o teu nível de surf!

    Segue o Beachcam.pt no Instagram

    Fonte - Lusa

    Foto - Mission Blue

Tags
  • Sylvia Earle
  • oceanos
  • Banir plasticos
  • plasticos
  • Petroleo
  • National Geographic
  • Portugal
  • turismo de portugal
similar News
similar
outubro 19
Duas novas ondas programadas para piscina japonesa
outubro 18
Praia da Arriba coroou os campeões nacionais de skimboard de 2021
outubro 18
Há mais de 3 mil toneladas de plástico a flutuar no Mar Mediterrâneo
outubro 18
Os números do evento principal do Ericeira WSR+10
outubro 18
Bodyboarders profissionais homenagearam o malogrado Tom Morey
outubro 15
Nasceu a Matosinhos Surf School Cup: a nova competição para as escolas de surf do concelho
outubro 15
Fim de semana chega com tempo mais cinzento e regresso da chuva nas regiões Norte e Centro