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  • Uma inovação local e de baixo custo ajuda a combater
  • Nos últimos invernos, a costa portuguesa foi fustigada por fortes tempestades e agitação marítima prolongadas. As zonas costeiras foram notícia pelas piores razões e, nos últimos anos, tem-se verificado em Portugal um avanço progressivo do mar, pondo em causa a segurança de pessoas e bens — as praias portuguesas estão a perder areias!

    Estando praticamente concluída, a empreitada de “Reconstituição Dunar a Norte da Praia do Furadouro e a Sul do Furadouro – Torrão do Lameiro”, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH-C) e financiada pelo POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, foi uma das ações tomadas para combater este problema.

    Clica aqui para veres a Praia do Furadouro em direto!

    Os trabalhos incidiram numa extensão total de cinco quilómetros de cordão dunar debilitado pelas investidas do mar, tendo prevista uma movimentação de 280 mil metros cúbicos de areia, proveniente da zona de rebentação, para recarga da duna.

    O projeto efectuou o reperfilamento do plano de praia, concluindo com a colocação de geocilindro nas zonas de transição, regeneradoras dunares, renaturalização com plantação de 225.000 pés de estorno e recuperação e execução de passadiços que ligarão o Sul do Furadouro à praia dos Marretas.

    O presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, salienta que “a obra contempla a incorporação de vários geotubos produzidos exclusivamente por empresas vareiras”. Para o autarca vareiro, é motivo de satisfação “o reconhecimento da inovação tecnológica de empresas do concelho de Ovar na resolução de problemas complexos relacionados com erosão costeira”.

    O geotubo é uma manga de têxtil sintética pré-fabricada, de diâmetro oval, com altura entre 1 e 2,5 metros que, depois de ser cheia com areia, é coberta por areia. Usada para impedir a destruição de cordões dunares e reter o avanço do mar, parece ser uma alternativa de baixo custo em relação ao tradicional método de defesa da costa através da colocação de pesados blocos de rocha, transportados a partir de pedreiras longínquas. Esta tecnologia dispensa a extração de pedra, o seu transporte e longos períodos de manipulação de maquinaria pesada para a sua deposição.

    Avaliados em cerca de 590 mil euros, os trabalhos prolongaram-se durante cinco meses, terminando a tempo da preparação da próxima época balnear.

    Esta técnica tem sido utilizada em diversas praias de norte a sul do país, como podem ver neste vídeo do Município de Vagos filmado aquando das obras de reconstituição do cordão dunar.

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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    Fonte - Ovar News

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