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  • Resistência portuguesa em destaque no Brasil
    21 fevereiro 2018
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  • A posição unânime partilhada por todos os municípios algarvios, ecoou desde Portugal até ao Brasil.
  • Depois das recentes notícias, em torno da exploração de petróleo em frente ao Parque Natural do SW Alentejano e Costa Vicentina, eis que as resistências dos populares e principalmente dos governantes de todos os municípios da região já ecoa do outro lado do Oceano Atlântico.

    "Não está nada fácil para a petroleira portuguesa Galp e a italiana ENI dar prosseguimento a intenção de explorar petróleo nas águas do Algarve, em Portugal. Há muita resistência popular contra essa iniciativa. E vencer essa resistência não esta nada confortável para o governo, quer já concedeu a licença para a pesquisa de petróleo ao largo da Costa Vicentina. Os movimentos populares exigem que o governo elimine definitivamente o que consideram uma ameaça. Em um comunicado enviado aos jornais portugueses a associação de municípios ( AMAL) reafirmou a unânime e frontal oposição ao prolongamento por mais um ano da licença para a pesquisa de petróleo ao largo da Costa. Para a AMAL, este prolongamento é “ incompreensível à luz do potencial e do modelo de desenvolvimento que queremos para a região do Algarve, como região limpa e com uso das energias renováveis”.

    Para a associação de municípios, a decisão do governo é também “ É Incoerente com o modelo de organização e de gestão do território que o Estado português tem imposto na orça costeira, quer nas fortes limitações ambientais, quer nas requalificações dos diversos espaços da costa e faz perdurar no tempo um lamentável processo iniciado nas costas dos algarvios, das comunidades e das autarquias locais”.

    A AMAL diz que continuará focada na construção do futuro, ao lado dos algarvios, das comunidades e das autarquias locais no combate a esta ameaça do passado que teima em pairar sobre o nosso presente e garante que irá continuar a utilizar todas as formas legais para contrariar este processo desprovido de sentido de futuro, potencialmente lesivo da qualidade de vida dos algarvios, todos os que nos visitam e de economia da região.

    O comunicado termina com a exigência de que o “ Governo de Portugal, em sintonia com a ambição do seu programa de governo nas questões energéticas e de desenvolvimento do território, no respeito pela reafirmação dos valores ambientais e da utilização de energias renováveis em detrimento das energias fósseis e em convergência com a relevância da importância da região em Portugal e no Mundo, elimine definitivamente esta ameaça e com o pedido que seja feita a adequada avaliação dos riscos ambientais em todas as fases da licença agora prolongada”.

    In PetroNotícias.br

     

    Quais são os riscos ambientais?

    Os principais riscos ambientais associados à pesquisa, prospecção e exploração de petróleo e gás natural são:

    1.Perturbações causadas nos animais marinhos pelas ondas com alta intensidade utilizadas nas campanhas sísmicas;

    2.Poluição causada pelas descargas da água utilizada contendo substâncias tóxicas e nocivas para o ambiente; a contaminação dos aquíferos;

    3.Poluição atmosférica. A indústria de petróleo e gás natural é considerada a maior fonte de compostos orgânicos voláteis (um grupo onde se inclui muitos compostos perigosos para o homem e para o meio ambiente, p.e. benzeno, etilbenzeno ou n-hexano) e de metano (um gás de efeito de estufa considerado 20 pior que o dióxido de carbono);

    4.A possibilidade de ocorrer acidentes com graves repercussões ambientais, sociais e económicas.

    Pode causar sismos?

    Sim, a exploração de gás ou petróleo pode afectar as falhas já existentes no local e causar sismos.

    É o gás natural uma energia mais verde?

    Não, apesar de efectivamente a exploração e uso de gás natural emitir quantidades inferiores de dióxido de carbono, este também liberta elevadas quantidades de metano, um gás com efeito com um efeito 20 vezes superior ao causado pelo dióxido de carbono, tornando-o, segundo algumas estimativas, igual ou pior que o petróleo e o carvão.

    Quais são as contrapartidas financeiras?

    Estas!

     

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    Fotos: ASMAA

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